Quasi 4 milioni di cittadini potranno decidere il

Transcript

Quasi 4 milioni di cittadini potranno decidere il
A
M A I O R
M Í D I A
D A
C O M U N I D A D E
Í T A L O - B R A S I L E I R A
www.comunitaitaliana.com.br
Ano XIII – Nº 94
ISSN 1676-3220
R$ 7,50
Rio de Janeiro, março de 2006
Elezioni
Quasi 4 milioni di cittadini potranno decidere
il destino della politica per gli italiani all’estero
Faustão: um caso ‘doido’ de paixão pela Itália
Ernane D. Assumpção
Março de 2006
10
4
Editorial
Cofindústria. A vez do Brasil
6
Parliamone
La responsabilità degli elettori
8Lucchesi
24Notizie
26Saúde
Entrevista
Faustão: “Os italianos se surpreendem comigo”.
“Foi o Falcão que me despertou essa paixão”
14
Reprodução
5Cose Nostre
13, 18 e 22Opinione
Música
Festival de Sanremo
50Sapori d’Italia
Com saudosismo, crítica e lindas
cantoras, Sanremo continua
sendo um grande festival da
música à italiana
Chaves
16
Editoria de arte
30
49
Quase 900 mil pessoas consumiram cerca de 220
toneladas da fruta e empresários se empolgam
com apoio do governo
20
Olimpíadas de Turim
Organização impressiona
Brasil quebra o gelo e faz história nas
bem sucedidas olimpíadas de inverno
COPERTINA
Voto degli italiani all’estero
Proposte omogenee, mancanza di tempo e scarsità di
soldi per la campagna elettorale. Candidati si sforzano
affinché non fallisca il primo voto al Parlamento
Carnaval
A folia brasileira e italiana
44
Um canelloni que pode ser apreciado, sem pecados, no
verão, substitui a tradicional massa por mussarela
Moda
A tendência para o outono-inverno 2007
Desfile com romantismo e toques de rebeldia em Milão
Arte
Roma aos pés do célebre Modigliani
Ernane D. Assumpção
Divulgação
48
Uva
Sul do país em festa
COSE NOSTRE
Julio Vanni
DIRETOR-PRESIDENTE / EDITOR:
Pietro Domenico Petraglia
(RJ23820JP)
DIRETOR:
Julio Cezar Vanni
VICE-DIRETOR EXECUTIVO:
Adroaldo Garani
PUBLICAÇÃO MENSAL E PRODUÇÃO:
Editora Comunità Ltda.
TIRAGEM:
30.000 exemplares
ESTA EDIÇÃO FOI CONCLUÍDA EM:
16/03/2006 às 17:30h
DISTRIBUIÇÃO:
Brasil e Itália
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SUBEDIÇÃO
Luciana Bezerra dos Santos
[email protected]
REDAÇÃO:
Giordano Iapalucci
(repórter especial),
e Nayra Garofle
REVISÃO / TRADUÇÃO
Daniela Coppo
Elizabeth Thompson
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO:
Alberto Carvalho
CAPA
Editoria de arte
COLABORADORES:
Franco Vicenzotti – Braz Maiolino
– Lan – Pietro Polizzo – Venceslao
Soligo – Marco Lucchesi – Domenico
De Masi – Franco Urani – Giovanni
Meo Zilio – Fernanda Maranesi
– Giuseppe Fusco – Beatriz Rassele
CORRESPONDENTES:
Guilherme Aquino (Milão)
Ana Paula Torres (Roma)
Comunità Italiana está aberto às
contribuições e pesquisas de estudiosos
brasileiros, italianos e estrangeiros.
Os artigos assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores, sendo
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as opiniões e conceitos da Revista.
La rivista Comunità Italiana è aperta ai
contributi e alle ricerche di studiosi ed
esperti brasiliani, italiani e estranieri. I
collaboratori esprimono, nella massima
libertà, personali opinioni che non
riflettono necessariamente il pensiero
della direzione.
ISSN 1676-3220
Filiato all’Associazione
Stampa Italiana in Brasile
4
S
Cofindústria.
A vez do Brasil
e Brasil e Itália já constituíram laços mais
do que sólidos através da presença italiana
no país, dos craques brasileiros por lá, das
telenovelas, e de inúmeros fatos históricos,
este é o momento das afinidades fraternas se consolidarem no desenvolvimento econômico. Pelo
menos são as expectativas em torno dos cinco
dias, entre 27 e 31 de março, de reuniões, debates, palestras e rodas de negócios que acontecerão entre
empresários, dirigentes e governantes dos dois países. O “Fórum Empresarial Brasil-Itália” acontecerá nas
capitais de Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Da bota, virão o ministro das Atividades Produtivas,
Paulo Scajola, o seu vice, Adolfo Urso, o presidente da Confindustria, Luca di Montezemolo, o presidente
do Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), Umberto Vattani, o presidente da Associação Bancária
Italiana (ABI), Maurizio Sella. Serão acompanhados por cerca de 170 empresários que serão recebidos pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e pelos seus ministros, além dos prefeitos e governadores locais.
A partida para uma nova era nas relações comerciais entre os dois países foi dada pelo presidente Lula,
em outubro do ano passado, em Roma. Na ocasião, ele, acompanhado do ministro do Desenvolvimento,
Luiz Fernando Furlan, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo
Skaf, ilustrou os avanços da política econômica. Conseguiu convencer a platéia, de aproximadamente 350
investidores italianos, da solidez e das condições favoráveis de investimentos no país emergente. Na última década, cresceram em 300% os investimentosos italianos no Brasil, mas a troca comercial ficou em
apenas US$ 5 bilhões. “É pouco para um país que tem mais de 25 milhões de descendentes”, enfatizou
Lula. “O mundo globalizado exige ousadia. Pequenas e médias empresas do
Brasil e da Itália podem abrir interessantes frentes de investimento, tendo como
fonte de inspiração a Emilia Romagna (região marcada pelas cooperativas)”,
acrescentou. Montezemolo, por sua vez, se impressionou com a capacidade
do Governo em reduzir o risco-Brasil de 2.400 pontos, na época da eleição,
para o atual patamar de 200. “Nossas empresas olham com interesse para as
parcerias público-privadas (PPPs). A inflação está sob controle e a política econômica e fiscal são severas”, afirmou Montezemolo.
Segundo o ICE, as atividades serão acompanhadas por ações pragmáticas visando novos instrumentos de financiamento público e privado para
pequenas e médias empresas; facilitação de operações de comércio exterior;
adoção de uma via rápida para concessão de vistos de permanência para investidores italianos no Brasil e investidores brasileiros na Itália; organização
Pietro Petraglia
de seminários e workshops de trocas tecnológicas; viabilização de câmaras
Editor
binacionais de conciliação para a solução de controvérsias; entre outras.
sse é um período particular na Itália. É quando percebemos a latinidade a flor da pele. Exagerações
de todos os tipos marcam a disputa entre Prodi e Berlusconi. De um lado, respectivamente, um reconhecido professor, de um semblante pacato. De outro, um dos homens mais ricos do mundo, grande
dirigente empresarial. O que muitos se perguntam é se um eficiente professor ou um ótimo vendedor é
o que serve para a Itália? Quem sair vitorioso terá que estar preparado para tomar decisões em situações
complexas e ter visões estratégicas, mas, sobretudo, elevar a auto-estima italiana. Sempre conhecida
pela qualidade em tudo o que faz, a Itália parece não estar preparada para enfrentar a livre concorrência da globalização. Euro, energia, produtos chineses são algumas das pedras no sapato dos italianos.
O país deve se preparar para uma nova realidade, que talvez não terá mais o Ocidente no centro de
tudo. O desenvolvimento dos países asiáticos, em particular China e Índia, com mão de obra a custos
baixíssimos e a introdução de novos conceitos de cultura e beleza, coloca as empresas em alerta. A
questão é: buscar a competição com países que sempre tiveram produções em alta escala ou investir
em tecnologia e formação para continuar valorizando o made in Italy? O mundo perderia, caso a Itália
não continuasse a desenvolver seus sabores, sua arte, seus produtos com toques humanísticos. Por isso
mesmo, qualquer dos candidatos que obtenha vitória, terá que dar maior atenção à escola. Valorizar as
pesquisas, criar atividades sempre mais sofisticadas, investir no artesanal, elevar o nível de instrução e
conhecer as tradições de outros países. Os dados de pesquisas recentes e a história dos últimos doze
anos da democracia italiana apontam a esquerda como favorita. Desde 1994, a alternância entre esquerda e direita parece ser fisiológica, cabendo a vez, nessa ótica, ao grupo prodiano.
á as eleições para os italianos no exterior têm como principal desafio a participação através do voto por correspondência. A escassez de tempo e a falta de campanha institucional são as principais
queixas dos candidatos, que precisam enviar, numa área como a América Latina, quase 900 mil correspondências para tentar convencer os eleitores. Acompanhe nesta edição ampla reportagem sobre o
assunto.
E
J
Boa leitura!
EDITORIAL
Entretenimento com cultura e informação
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
“SISTEMA ITÁLIA” INVESTE NO BRASIL
INSÔNIA
E
P
ntre 27 e 31 de março o Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE),
a Confinsdustria e a Associação Bancária Italiana (ABI) organizam uma
grande missão econômica nas capitais Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. A delegação será guiada pelo ministro das Atividades Produtivas, Claudio
Scajola, pelo seu vice, Adolfo Urso; pelo presidente da Confindustria e da FIAT,
Luca Cordero di Montezemolo; pelo presidente da ABI, Maurizio Sella; e pelos
dirigentes do ICE. Juntos estão cerca de 170 empreendedores italianos de diversos setores. O objetivo é discutir sobre possibilidades de investimentos no
Brasil. Serão ilustrados os incentivos oferecidos pelas instituições financeiras
italianas e brasileiras para o desenvolvimento de empresas e de relações comerciais. As maiores entidades do empresariado local estarão presentes: FIEMG, em Belo Horizonte, a FIESP, em São Paulo e a FIERGS, em Porto Alegre.
esquisa com mil pessoas entre 25 e 65 anos aponta que um
em cada três italianos tem problemas crescentes para dormir
e as noites se transformam em um pesadelo para eles. O estudo
revela que 34% dos italianos demoram mais de 20 minutos para
adormecer; 24% acordam continuamente durante a noite e têm
dificuldades para voltar a dormir; enquanto que 75% dormem menos de seis horas. Além disso, 12% dos italianos com menos de 39
anos podem ser classificados como insones crônicos, assim como
17% das pessoas entre 40 e 54 anos, e até 22% dos que têm mais
de 55. Para conciliar, o sono os italianos tentam de tudo: desde
tomar chás relaxantes (59%) e trocar intermitentemente de canais na TV (52%) a tomar soníferos (46%) e ler um livro (41%).
FÉRIAS I
TOSCANA EM SÃO PAULO
O
O
s italianos estão viajando mais.
Os períodos de tempo são, porém, mais reduzidos quando estão
em férias. Conforme pesquisa divulgada pelo Istat, em relação a 2004,
no ano passado houve um aumento
do número de viagens estimado em
107,94 milhões de viagens (9,1%).
Desse total, 84% envolviam férias
e 14% trabalho. Um total de 83,4%
das viagens de férias efetuadas tiveram como destino uma localidade da
Itália e 16,6% um país estrangeiro.
Nesse caso, 79% optaram como destino a Europa, sendo a França o país
preferido, vindo a seguir a Espanha,
a Alemanha e a Grécia.
FÉRIAS II
N
as viagens a trabalho, a Alemanha é o país mais freqüentado
pelos italianos. A França, os Estados
Unidos e a China são outros destinos
importantes de quem sai de casa para trabalhar. Emilia Romagna, Lazio,
Lombardia, Toscana e Veneto são as
cinco regiões mais visitadas (47,8%)
por quem reside na Itália. O automóvel é o meio de transporte mais utilizado (64,4%), seguido do transporte
aéreo (13,6%) e trem (10,8%).
AGÊNCIA CONSULAR
A
cidade mineira de Poços de Caldas ganhou a agência consular.
A nova sede teve o aval do cônsul
de Belo Horizonte, Gabrielle Annis,
estimulado pelo pe. Graziano Cirina,
que vive há 12 anos na estância hidro-mineral. Caravanas chegaram de
diversos pontos do sul de Minas para
prestigiar a inauguração.
MARÇO 2006
/
Carnaval de Veneza já foi o maior do mundo. Alguns historiadores acreditam que a tradição da festa nasceu nas orgias
realizadas durante o Império Romano. De qualquer forma, o carnaval veneziano é um dos mais famosos do mundo por suas máscaras e elegância. A origem da palavra carnaval é italiana. A primeira edição da festa veneziana aconteceu em 1420, para celebrar uma vitória militar. Os derrotados eram satirizados em uma
festa popular. O tema oficial do Carnaval deste ano foi a China.
presidente da Toscana, Cláudio
Martini, anunciou no início do
mês a criação de uma Representação em São Paulo daquela região
italiana para a América Latina. A
sede vai coordenar os programas
econômicos e sociais que o seu
governo pretende desenvolver no
continente, principalmente na formação e reciclagem da mão-de-obra
e assistência aos projetos de menores abandonados. Durante encontro
com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, em Brasília, Martini reafirmou o seu propósito de colaborar com o Brasil na transferência de
tecnologia e modelo de cooperativa
de trabalho para o desenvolvimento
da pequena e média empresa lembrando que a economia italiana
está atualmente assentada nesses
segmentos da produção.
NU À VENDA
MISSÃO ITALIANA
N
A
Ansa
FUNDADO EM MARÇO DE 1994
O
o dia Internacional da Mulher, um supermercado veneziano
fez uma promoção pra lá de inusitada para suas clientes. Expôs nas gôndolas homens literalmente pelados, envoltos apenas
com papeis celofane, códigos de barra e etiquetas com as seguintes frases: “Colha seu próprio homem sem músculos” e “Homem
de primeira qualidade” foram coladas no corpo dos modelos. Os
modelos por sua vez, fingiam ser produtos à venda na loja.
ERUPÇÃO DO VESÚVIO
U
m estudo conjunto de cientistas americanos e italianos
alerta que a próxima erupção do vulcão Vesúvio, na Itália,
pode ser muito pior do que as autoridades italianas estão esperando. Atualmente, o país tem planos para a evacuação de
600 mil pessoas da cidade de Nápoles, vizinha ao vulcão. Com
base na nova pesquisa, os cientistas dizem que até 3 milhões
de pessoas estariam em risco. O Vesúvio é mais conhecido por
sua erupção no ano 79 d.C., quando as lavas encobriram a cidade de Pompéia.
COMUNITÀ ITALIANA
capital mineira de Belo Horizonte abriga, uma importante
missão italiana composta de 150
empresários e industriais italianos
que tentam uma joint venture com
empresas mineiras.
LUCRO RECORDE
O
grupo segurador italiano Generali obteve em 2005 um lucro
líquido de 1,9 bilhão de euros, o que
representa um aumento de 15% em
relação ao ano anterior. Trata-se de
um lucro recorde, o que levou a seguradora a planejar distribuir entre os
acionistas um dividendo de 0,54 euro
por ação, frente ao 0,43 euro que distribuiu no ano anterior (+0,26%).
5
PARLIAMONE
con l’Avvocato Giuseppe Fusco
[email protected]
AL DI LÁ DEI CANDIDATI, UNA SCELTA DI CAMPO
L
a campagna elettorale per eleggere i Deputati e i Senatori al Parlamento italiano è in corso.
Fra poche settimane dovremo scegliere le persone che ci rappresenteranno, e questo, si sa, è importante. Tuttavia, non è determinante per
il futuro del nostro Paese.
Mi spiego meglio: ogni candidato è presentabile, vanta benemerenze, qualità, stoffa, spessore culturale, disposizione, vocazione al servizio, intelligenza e competenza.
Il Partito che lo presenta garantisce che è una persona onesta, degna, piena di volontà e di buone intenzioni: insomma, possiede tutti i
requisiti necessari per svolgere un buon lavoro tecnico e político.
Tutto questo è buono, ma non sufficiente, perché il candidato fa
parte di un Partito che a sua volta partecipa ad una coalizione che ha
precisi presupposti e principi polítici ed ideologici che interessano la
maniera di intendere la persona, la società, la religione, lo Stato e il
modo di organizzarlo.
Chi vince le elezioni non è il Candidato soltanto, ma anche e soprattutto la Coalizione politica di appartenenza, Pertanto la scelta è soprattutto una scelta di campo.
na estante
cartas
O Carnaval — Cores e Movimento, de Lorenzo Mattotti, reúne
40 ilustrações coloridas e 50 em
preto e branco assinadas pelo
desenhista, além de textos de autoria de renomados especialistas,
cada um abordando um tema sobre
a história, tradições e elementos
do carnaval. Editora Casa 21. 120
págs. R$ 95
Como dizer tudo em italiano, de Ron
Martinez e Patricia Peterle é dividido em
várias seções: Italiano Geral, Comercial,
para Palestras e Reuniões, para Turismo
e etc. Dentro delas o leitor achará centenas de expressões de uso cotidiano e
de usos mais específicos da língua.
Editora Campus. 256 págs, R$ 53
NOTA DA REDAÇÃO:
Esclarecemos que a publicidade da “Lista Forza Italia — Aldo Chianello e Diego Tomassini”, publicada na edição 93, foi veiculada em
página especial não caracterizando apoio por parte desta publicação
ou do Consulado Geral da Itália do Rio de Janeiro, que anunciou na
mesma ocasião. Esta Nota da Redação é veiculada para que não haja
má interpretação. Destaca-se a impressão — no canto superior direito
da peça publicitária — da menção “Inserção Publicitária”.
6
Al di là delle discussioni interne e della giusta concorrenza causata
dal sistema proporzionale, le due coalizioni si presentano con progetti
politici, culturali, filosofici e amministrativi opposti.
Per esempio, le relazioni tra cittadino e Stato (in generale, tra cittadino e amministrazione pubblica centrale e periferica):
* La coalizione di centro destra dice che vuole ridurre sempre di più la
ingombrante presenza dello Stato e delle sue burocrazie per permettere più
libertà personale, sociale e economica in una visione liberal-democratica.
Insomma, Stato al minimo, agile, poco costoso e efficiente.
Essi dicono: lo Stato per il cittadino.
* La coalizione di centro sinistra dice che vuole la riorganizzazione
dello Stato in modo tale che sia sempre più presente nella società stabilendone indirizzo e destino.
Lo Stato, amministrazione pubblica, che tutto regola e tutto concede.
Essi dicono: il cittadino per lo Stato.
Ambedue visioni legittime e a noi la libertà di scegliere una o
l`altra.
Tutto il resto viene, come si dice, a cascata.
TRADIÇÕES
Sugiro uma matéria sobre as tradições italianas enfocando trajetória
das famílias e seus brasões. Meus bisavós, por exemplo, têm uma história bem interessante.
DESRESPEITO
CARLOS ALBERTO TAVOLARO
por e-mail
Na intenção de obter a cidadania italiana, minha filha decidiu estudar
italiano na Itália. Se matriculou numa escola e procurou a Polícia Federal. Para sua surpresa, uma funcionária garantiu que ela seria expulsa
imediatamente do país porque seu visto de permanência havia esgotado. O prazo máximo é de oito dias e ela já estava há dez no país. Ameaçada minha filha teve cinco dias para sair da Itália mesmo com toda
documentação em dia para a obtenção da cidadania. Além disso, está
impedida de retornar ao país nos próximos 10 anos. Pretendia visitar a
Itália, mas depois desse incidente, vou rever meus projetos.
JORGE PICCOLOTTO
por e-mail
PRAZER
A revista é graficamente bela, com muita informação e com ótimos
artigos, como o “La traversata in barca Icaraí-Santa Rosa” de Marco
Lucchesi. É muito comovente, nos fala de Niterói, de um caminho que
muitas vezes percorri, de seus sonhos de criança e dos Salesianos. Como se não bastasse tudo isso, ainda vem com “Mosaico” trazendo-nos
poesia. É bom demais!
SONIA SALES
por e-mail
Participe da Comunità
Caros leitores, aguardamos suas sugestões, comentários e críticas sobre os textos publicados.
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
Marco Lucchesi - Articolo
La Memoria Ellittica di
re libri di Günter Grass hanno raggiunto in Brasile una discreta diffusione: Die
Blechtrommel, Die Rättin e Ein weites
Feld. Come se ognuno dei quali presentasse una sola narrativa di lungo fraseggio, sintassi complessiva, pronomi diversi che destano
plurimi sentimenti e interpretazioni nei riguardi
feuerbachiani del mondo. Quasi una scritta musicale, una fuga, un concerto elittico, in cui il
tutto e le parti creano un disegno mobile, complesso e avvincente — dove la ragione politica
agisce sulla trama della storia. Ma quel che pare
sorprendente riposa nell’indipendenza del pensiero di Grass (come quella di Heinrich Böll) e
che sottolinea la qualità di quelle stesse opere,
libere di strani compromessi e parziali dialettiche. A lui non mancò (come neppure oggi — col
Gambero) quell’ethos ampio e totale, quel senso trasversale al concetto di letterarietà (o di
literaturnost), che suona per molti critici come
qualcosa di strano e incompatibile — riprendendo quasi l’antica e falsa tensione tra poesia
e non poesia. Grass non fa politica adoperando le sue pagine d´arte. Come pure non lo
fa Dante — con Bonifacio VIII, Manzoni
con Don Cristoforo, Stendhal con Bonaparte. Si tratta invece di una politica inserita nel campo della poetica. Direi quasi
una poletica. Il rischio letterario — per
dirla come Blanchot — ricrea un orizzonte pluricausale, e proprio per questo
scema la sua densità letteraria specifica. E questa prospettiva si palesa
sin dalle prime pagine dell’opera Die
Blechtrommel, uscito nell’immediato
dopoguerra. Il romanzo non offriva — come lo ricorda Reiner Kunze
8
— una purificazione del nazional-socialismo e
tantomeno si trasformava “ in un inno alla bontà, alla verità, alla bellezza, seguendo il canone
del neoclassicismo tedesco.” Grass aveva scelto
il grottesco, in cui la vita del personaggio, Oskar
Matzerath, corrispondeva alla degradazione morale e politica iniziatasi prima della fine della
Repubblica di Weimar — come hanno dimostrato Broch e Canetti, Döblin e Mann. Un libro scomodo. Un ritratto spietato del secolo XX, della
Germania quale metafora epistemologica di quel
secolo troppo breve. Ma letterariamente fedele
a se stesso, come a se stesso lo furono Rabelais
e Hermann Broch — con quel suo notevole Die
Schuldlosen — Grass si mantenne aperto a quello straordinario fiuto poetico. Lo diceva Canetti:
lo scrittore è il cane del suo tempo. Veglia. Sorveglia. Annusa.
Quarant’anni dopo, risorge la Germania come un Weites Feld, con i suoi Hofftaler e Fonty — in una vera memoria ellittica o di spirale
vichiana — movendo dalla Guerra Franco Prussiana ai nostri giorni. Contrario all’unificazione
immediata - sprovvista di un orizzonte etico inclusivo e maggiore — Grass cercava di salvare
la parte orientale — l’ex-DDR — dalla sfrenata ambizione occidentale. Preferiva un processo lento e graduale. Una confederazione.
E quel che allora sembrava l’eresia democratica di uno scrittore, un pensiero dissonante e biasimevole, si è purtroppo dimostrato
Ulla Montan
vero. Autofagia. Fagocitose. E troppi conti da
fare. O da aggiustare...
Dopo Weites Feld, si è tradotto in Brasile La
Ratta. Capovolta la sua cronologia, non si trova in quel romanzo niente che lo ravvicini agli
strani colori di un Trakl (“Die Ratten”) o al prosatore brasiliano Dionélio Machado (Os ratos).
Contempliamo una sconvolgente naturalità. Come quella di una fiaba post-apocalittica, quando
non ci sarà un sol uomo sulla terra, in cui gli
uomini saranno “soltanto sognati dai topi, sola
realtà, spesso reinventata”
La metafora non conosce dei limiti ben precisi. Tutte le germanie dei suoi romanzi oltrepassano le loro frontiere, e si confondono con il
mondo stesso. Ne La Ratta assistiamo ad un’epica morta dell’Umanità, tedesca e oltre che, mossa da guerre cruenti e suicide, risorge appena
nella memoria dei ratti, aldilà di tutte le rovine.
Lo spiraglio di un nuovo umanesimo trova nei
topi il suo fermo bastione! Ma quel che ci presenta Grass non è il canto del cigno dell’umanità
e neppure la forza di un destino ferreo. Non la
fine di un brave new world, ma il cospetto della
barbarie contemporanea e forse quel possibile
anno zero. Dopo quella stessa cultura di morte
e oppressione. E in ciò coincide con la cecità, di
Saramago, e con l’apocalissi, di Guido Morselli.
La fine avvertita. E more poetico demonstrata,
con un misto di speranza e crudeltà.
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
Publi Design
T
Günter Grass
Entrevista
Não é oriundi...
imagine
se fosse!
André Felipe Lima*
N
Comunità — Por que você concede poucas
entrevistas?
Faustão — Se eu abrir exceção terei de fazer
trezentas entrevistas por dia. E não é porque
sou importante, ou porque sou de televisão,
não. Trabalhei em jornal, no Estadão [O Estado
de S.Paulo], há mais de 20 anos e essa área de
televisão é terrível. É por que não tem assunto.
Nessa área de quem faz [jornalista que cobre bastidores da TV] televisão só se verifica merda. Aí,
não tem assunto.
C.I. — O professor de linguagem verbal Reinaldo Polito lançou um livro no seu antigo
programa [Perdidos na Noite, da TV Bandeirantes na década de 1980] e disse que a primeira edição esgotou em menos de uma semana após a entrevista contigo. Qual a receita para um apresentador exercer essa influência no público e manter um programa há 17
anos, como é o caso do “Domingão”?
Faustão — O fato de eu ter trabalhado muito
tempo em rádio e em jornal me ajudou muito
quando fui para a televisão. Trabalhei mais em
TV do que em jornal. Trabalhei no Bom Dia São
Paulo [TV Globo], TV Record... o jornal te dá o
10
conteúdo. Você tem de fazer o lide [as perguntas “o quê?”, “quando?”, “quem?”, “onde?”,
“como?” e “por quê?” feitas por jornalistas para uma reportagem], fazer a observação pessoal,
todas essas coisas. O rádio tem aquele imediatismo, agilidade, que são insuperáveis e, principalmente, porque se trabalha em condição adversa.
Trabalhei em reportagem geral, cobertura de incêndio, polícia, política, chá da primeira dama.
Tudo isso, mais programas de rádio, de música,
de jornalismo, cobertura de carnaval, sexta-feira
santa, desfile de sete setembro... o rádio te obriga a ficar muito tempo a enrolar, no bom sentido. Tudo isso me ajudou na TV. Agora, não procurei, de forma obcecada, obstinada ou neurótica,
essa coisa de sucesso na televisão. Como dizem:
“Nada acontece por acaso”, porque já tinha vinte
e poucos anos de jornalismo. Eu ia comprar uma
rádio no interior de São Paulo, aí recebi a proposta para fazer o Bom Dia São Paulo.
C.I. — Qual era a rádio?
Faustão — De Campinas, Araras e Batatais, a
Rádio Clube Ararense.
C.I. — Você começou a carreira aos 15 anos
mesmo? Quem te descobriu, afinal?
Fotos: Ernane D. Assumpção
ão é difícil bater um papo com o apresentador Fausto Silva, o Faustão. E olha que foi preciso interromper a
conversa em seu camarim, no Projac, para que ele pudesse, enfim, descansar de uma extenuante gravação
do programa, que foi ao ar no domingo de Carnaval. Pausa? Nada disso. “Você não vai me perguntar nada
sobre a Itália?”, inquiriu ele. Afinal, quando o assunto é “cultura italiana”, Faustão tagarela como nunca.
Ele mesmo afirma não entender direito porque ama tanto a Bota. Em uma bem-humorada entrevista à Comunità,
o apresentador falou sobre a transição da carreira de jornalista para a de apresentador de TV. E se justificou por
ser avesso a entrevistas.
Faustão começou a carreira aos 14 anos, na Rádio Centenário de Araras, do interior paulista. O saudoso
radialista Blota Júnior é quem o descobriu. Foi repórter durante 20 anos do jornal O Estado de S.Paulo. Trabalhou na
rádio Excelsior, onde despontou como um inovador apresentador de auditório ao comandar
o revolucionário programa “Balancê”, na década de 1970, transmitido ao vivo do Teatro
Piolim. Do jornalismo, extraiu a versatilidade e conhecimento que, garante ele, foram
decisivos para compor o “Fausto Silva da TV”, que surgiu em 1982, no programa “Perdidos
na noite”, que varava as madrugadas da TV Bandeirantes. Uma experiência que mantém
há 17 anos ininterruptos o programa Domingão, da TV Globo.
No final da entrevista, perguntei se iria ao show dos Rolling Stones, que aconteceu na
noite daquele sábado em que conversamos no Projac: “Rolling Stones?! Que nada... vou
mesmo ao Rolling sono”. Finalmente terminamos o bate-papo porque, no dia seguinte, o
programa seria transmitido ao vivo.
Faustão — Quatorze anos, na verdade, em 1964.
Gozado... eu curtia muito rádio e futebol. Quando fui para Campinas foi para jogar bola no Guarani, com o Cilinho.
C.I. — O Cilinho, que foi técnico do São Paulo
na década de 1980?
Faustão — Isso mesmo. Ele estava começando a
carreira de técnico, em 1963 ou 64. Naquele tempo se quisesse ser modelo, jogador de futebol,
cantor — puta, meu! —, a família era contra.
Tinha que estudar e o cacete. Hoje, é o contrário.
Se o cara quiser estudar na faculdade, não. Entra
lá no Big Brother, vai ser modelo... mudou completamente. Aí, acabei indo trabalhar em rádio
COMUNITÀ ITALIANA
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MARÇO 2006
por brincadeira mesmo. Gostava de rádio e o meu
pai tinha amizade com o Blota Júnior [um dos
mais conhecidos radialistas de São Paulo, morto
em 22 de dezembro de 1999]. Através dele comecei a trabalhar no rádio de 1964 até 1970.
C.I. — O que você apresentava naquela ocasião?
Faustão — Tudo o que você possa imaginar.
O rádio no interior é bom porque você fala um
monte de besteira e numa rádio grande, falamos
menos. Em rádio no interior tem de fazer a “hora da Ave Maria”, programa sertanejo, programa
policial, entrevista, noite de autógrafos, que é
outro apogeu da merda [sic] também. Você cobre carnaval... essa fauna toda acaba ajudando
para que se tenha versatilidade. O fato de ter
uma cultura bastante diversificada, de trabalhar
com texto, na cobertura do Papa, incêndios do
Joelma e do Andraus [O primeiro, em 1974, o
segundo, em 1972], cobertura de seleção brasileira, Copa do Mundo... tudo me ajuda na improvisação. Uma boa dose de informação para fazer
[o trabalho na TV] com emoção. O programa de
domingo tem de ser feito para todas as classes,
todas as idades, no pior dia da semana porque é
MARÇO 2006
/
o dia em que todo o mundo está vendo televisão
junto. Durante a semana tem horário específico
para criança, para jovem, para o esporte, para
novela, para o jornalismo... domingo, não.
C.I. — Muitos criticam os repórteres que cobrem futebol, mas muitos deles foram bem
sucedidos...
C.I. — A que você atribui esse preconceito?
Faustão — Preconceitos de todos os tipos. A
vida, na verdade, é um grande jogo. Ou se entra
em campo e toma pontapé, perde e ganha, ou
fica na arquibancada. Você se expõe. O esporte [a cobertura jornalística] te dá versatilidade.
Tanto que um cara sai do esporte e vai para a
‘A vida, na verdade, é um grande jogo. Ou se
entra em campo e toma pontapé, perde e
ganha, ou fica na arquibancada’
Faustão — Você pega Joelmir Beting, Armando Nogueira [profissionais que iniciaram a carreira no jornalismo esportivo]... você tem toda
a razão. Há um preconceito porque dizem que o
“pessoal que sai do esporte é alienado”. Isso não
é verdade. Há vários exemplos de gente que saiu
do esporte [do jornalismo esportivo] e se deu
bem em outras atividades.
COMUNITÀ ITALIANA
editoria de política, local, cultura e se dá bem.
Agora, o inverso não acontece. Nós estamos no
país dos preconceitos. Se há um país com a
maior hipocrisia, é aqui. Onde fala que “não há
racismo”, se fala que “existe uma igualdade”.
Existe porra nenhuma! É o país do “faz-de-conta”. Se esquece um pouco disso no carnaval. Se
o brasileiro tivesse um por cento da seriedade,
11
da união, do espírito de patriotismo que tem
na Copa do Mundo e tivesse esse um por cento
no resto, a gente não estaria na situação em
que estamos. Veja o problema da educação. Só
sairemos disso se haver educação decente. Isso, não tem.
C.I. — Todo o repórter de futebol tem as histórias mais inusitadas possíveis...
Faustão — Tenho várias. De futebol tem uma
porrada de jogadores que dizia: “Ah, estou hoje realizando um sonho, vou jogar na cidade
aonde Jesus nasceu: Belém do Pará”. Porra! [risos] Não lembro quem falou isso, mas tenho
um conteúdo desse tipo dito por um repórter.
Fomos cobrir um jogo em Jaú e um repórter
estava num churrasco e tomou um limão [caipirinha]. Dormiu, e dormiu atrás do gol. E aí,
durante o jogo, saiu um puta de um quebra-pau
do lado dele e ele estava lá, roncando. Acho
que era o Jaedson. Aí o cara [locutor] falou:
“O que houve aí, Jaedson?”. Ele disse assim:
“Ouve a rádio educadora de Campinas”. Daí, ele
acordou [risos].
C.I. — Estamos falando de sua carreira, mas
a revista é para a comunidade italiana. Aliás,
você viajou recentemente à Itália?
Faustão — Não sou oriundi, mas esse meu
amor pela Itália descobri através de amigos
italianos aqui, no Brasil, e, principalmente, do
Paulo Roberto Falcão. Fiz amizade com o Falcão quando ele surgiu na Taça São Paulo [de
1972, jogando pelo Internacional de Porto Alegre] e, por interesse comum, tanto meu quanto
do Falcão, por moda, levei ele à várias confecções de amigos que tenho em São Paulo. Aí,
nasceu uma amizade e — quando o Falcão já
estava em Roma — fiquei uns quatro dias e fui
à casa dele em Balduina, na via Alfredo Prusco,
cento e sete. Ele morava num condomínio aonde também morava o Giuliano Gemma. Foi ele
quem começou a me mostrar o lado de moda.
Nem ele sabe disso. Depois, não tive chance
de contar. Estamos sempre juntos, aqui, mas
um dia falei a ele que foi essa influência dele
que fez com que eu me aprofundasse nas coisas da Itália. Fiz amizade com italianos que vivem aqui, como Geraldi Andriello, que é hoje o
principal industrial da área de tecido e moda, é
dono da Fidelli, tem cinco fábricas em São Paulo, e veio para cá em porão de navio; o velho
alfaiate Raffaele Minelli, que foi um marco na
história da elegância em São Paulo; Giovanni
Bruno, Giancarlo Bola, Massimo Ferrari, Luciano Polarini e os irmãos Neroni [todos do ramo
gastronômico]. Vou pelo menos duas vezes por
ano à Itália. Tudo que você possa imaginar, eu
conheço, quer dizer, só não conheço a Sicília.
Historicamente eu já tinha ligação com a Itália. Conheço mais de 50 cidades, já fui mais de
40 vezes lá. Tenho um envolvimento total com
aquele país a tal ponto que os meus cachorros são italianos, da raça “cane corso”. Fui eu
quem trouxe a raça para o Brasil. Tenho amigos
na Itália: Eros Ramazzotti, Tiziano Ferro, Nico
Fidenco, Laura Pausini, Pepino di Capri. Quando eles vêm aqui, se surpreendem com o meu
conhecimento sobre a Itália. Já cheguei para
o Pepino di Capri e conversamos, brincando,
no dialeto napolitano. Os próprios italianos se
surpreendem comigo por eu não ser oriundi e
12
Opinione
‘Se há um país com
a maior hipocrisia, é
aqui. Onde fala que
não há racismo, se
fala que existe uma
igualdade (...) é o país
do faz-de-conta’
falar italiano e gostar da Itália como eu acho
que poucos italianos gostam do país e o admiram tanto quanto eu.
C.I. — Qual o seu clube de coração na Itália?
Faustão — Gozado, não tenho. Curto o Milan, a
Roma... acompanho tudo pela televisão.
C.I. — Na sua árvore genealógica não há mesmo nenhum parente italiano?
Faustão — Nada, nada. Tudo origem portuguesa. Minha esposa [Luciana Cardoso] tem cidadania italiana pelo lado da mãe e portuguesa, pelo
pai. Ela não tem a cidadania italiana, mas sim
a portuguesa.
C.I. — Já que é um amante da Itália, não
pensa em obter a cidadania por parte da sua
esposa?
Faustão — Isso não me frustra. Sou muito bem
tratado por lá [na Itália]. A única crítica que
faço está na questão da educação familiar italiana, que é complicada para eles próprios e acaba
prejudicando. Eles exigem que os filhos morem
perto deles.
C.I. — O último censo italiano apontou índices
absurdos de analfabetismo, abaixo até de países menos desenvolvidos economicamente...
Faustão — O que me frustra, às vezes, é que, na
verdade, a Itália não percebeu a força que tem.
Era para estar numa situação melhor do que está.
C.I. — Se pudesse votar na Itália, votaria em
quem?
Faustão — Não falaria da vida interna da política da Itália. Até porque não tenho conhecimen-
to profundo sobre essa questão. Não vivo lá para
valer. Então, qualquer coisa que eu fale posso
estar falando besteira e prefiro não opinar. Agora, país que tem Roberto Benigni, Vitório Sgarbi
e Renzo Arbore; toda a parte da televisão e cultura italianas; Domenico de Masi... tem o jornalista Gerardo Landulfo, que é da editora Polvani... assino todas as revistas que se referem
à Itália. Acho que nunca vi um caso doido de
paixão pela Itália como o meu.
C.I. — Participa da comunidade italiana no
Brasil?
Faustão — Em nada. Tenho só ligação afetiva e
admiração pela fibra de histórias do povo italiano, que veio no navio. Embora não tenha nada
de italiano é cada vez maior meu envolvimento
com a Itália.
C.I. — O italiano promoveu uma das maiores
diásporas nos últimos 200 anos por todo o
mundo. Só no Brasil são mais de 25 milhões
de oriundi...
Faustão — É, através da gastronomia, arte, cultura, música e esporte. Volto à Itália, no final de
abril. Devo ficar uns 15 dias, mas já fiquei um
mês e meio. Vou geralmente para assuntos que
as pessoas nem imaginam, sejam eles de moda,
artesanal, cerâmica e etc.. A Itália é um museu
a céu aberto. É o museu do design, do Armani.
Vou à Fucecchio, onde tem uma fábrica de sapatos e onde fiz amizade com um tal de Bruno
da Reriz e então fico sabendo de todas as novidades da área. Vou à Montecatini, um lugar de
turismo mais procurado pelos italianos. Vou lá
há mais de 15 anos. Quando vou para Valencia
Pò, a cidade onde tem mais de 150 ourivesarias.
Visito tudo por lá: às vezes saio de Roma e vou
a Bari, que é uma cidade fascinante e o dialeto
barese é muito legal. As regiões que não conheço são Basilicata, Calábria e Sicília. O resto, já
fui a tudo.
C.I. — Você disse há pouco que a Itália precisava reconhecer mais a força que tem...
Faustão — O problema da Itália está em olhar
para si mesma. Eles têm tanto orgulho de si
mesmos, mas falta foco. O italiano, às vezes,
complica coisas simples. É o povo mais criativo
do mundo, mais simpático. A humanidade vai reconhecer um dia toda contribuição dessa comunidade italiana em cada país, seja fazendo café,
não só na pasta, na pizza, no carpaccio, mas na
movelaria, marcenaria, design...
C.I. — Os brasileiros herdaram um pouco disso tudo que você mencionou?
Faustão — Ah, sem dúvida. Sou apaixonado
pela Itália. Para você ter uma idéia, curto toda
a programação da televisão italiana, mesmo
sendo uma programação mais antiga, mais
lenta. Nada a ver com a brasileira. De algumas
coisas eu gosto da RAI. Sei tudo o que acontece
na vida artística italiana. Te juro, não sei nem
explicar essa paixão pela Itália. E eu não bebo,
nunca bebi na vida nem cerveja, vinho... nada.
É curioso. Nem eu sei explicar porque não bebo.
Trabalhei em jornal, rádio... lugares em que todo
o mundo bebe e fuma, mas eu nunca bebi. Meu
pai incentivou os filhos a beberem, mas eu não
consegui. Somos seis irmãos, cinco irmãs e eu.
Sou o mais velho. A única droga em que mexo
é o meu programa [risos]. (colaborou Luciana
Bezerra dos Santos).
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
Reprodução
Política
Sanremo nuoce al buonumore
Povia ha trovato la formula giusta per penetrare nei cuori semplici degli italiani
Ezio Maranesi
P
untuale come la morte, anche nel 2006,
sul finire dell’inverno, é arrivato il Festival di Sanremo. Un tempo non esistevano
i vaccini oggi disponibili, quindi si poteva star certi che il morbillo e la parotite sarebbero arrivati, e quando arrivavano eravamo a posto, tranquilli; era come aver pagato un debito e
ci si sentiva sollevati. L’incubo era passato. Ora
si aspetta Sanremo, sappiamo che deve arrivare,
lo temiamo. Poi Sanremo arriva, lo guardiamo, ci
annoiamo, scoliamo fino in fondo il calice amaro, ma poi ci sentiamo meglio, con il piacere
del dovere compiuto. E come la parotite, che si
dice nuoccia alla virilità, Sanremo nuoce al buonumore, ci rende tristi quasi come un carnevale
paulistano. Ma ormai Sanremo fa parte di noi,
come il compleanno, come la Quaresima, come
la pioggia di marzo, e ci sentiremmo orfani se
ci fosse repentinamente sottratto. Così, siamo
quasi felici quando, anno dopo anno, Sanremo
colpisce ancora. Sono ormai 56 i colpi sparati, e
siamo ancora vivi.
Sulle canzoni dell’edizione 56 c’é poco da
dire. Come sempre, alcune sono buone, altre
meno, altre da gettare. Ma va riconosciuto lo
sforzo, a mio parere riuscito, di fuggire dalla
banalitá. È un fatto positivo. Addirittura, la
canzone vincente è una geniale mescolanza tra
l’idiozia, la furbizia e la sottigliezza metafisica.
L’autore Povia si era già presentato l’anno scorso
con la canzone “Quando i bambini fanno oh... “.
Era fuori concorso, altrimenti avrebbe vinto. E i
bambini hanno fatto oh... l’anno intero, mentre
gli adulti facevano “oh... santo cielo, ancora...“.
Quest’anno, esauriti i bambini, ci ha provato col
tubare dei piccioni, che fanno prrr... E ha vinto.
Ha trovato la formula giusta per penetrare nei
cuori semplici e nell’intelletto discutibile degli
italiani che l’hanno votato. Aspettiamoci che,
per il prossimo Sanremo, Povia e i suoi imitatori ci delizieranno con pigolii, muggiti, barriti,
ruggiti, belati, ecc. Ma le canzoni mi interessano poco; sono giochini che si vestono di serietà
MARÇO 2006
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quando rendono fortune ai loro autori e interpreti. Delle altre, quelle che non rendono, magari molto belle, non si parlerà mai più.
Mi interessa Sanremo come fatto di costume.
È uno show televisivo come tanti altri ma in più
ha preparazione, impatto e risonanza unici nel
mondo italiano dello spettacolo. Probabilmente
anche la dimensione del costo è unica.
Grandi quindi sono le aspettative, inesauribili i commenti e severe le critiche. E infatti se ne è parlato molto; in
toni tiepidi le persone in qualche modo coinvolte o politicamente corrette,
in toni aciduli le altre. Il verdetto più
severo: l’auditel, giudizio universale
dell’era cibernetica. Panariello, ahimé
per lui, ha avuto meno spettatori che
Bonolis, la Ventura, ecc. Sarà messo
al rogo. Ma non voglio ripetere cose
già dette da altri. Vorrei piuttosto cogliere alcuni flash, per trarre poi alcune
bonarie conclusioni sui valori che ispirano oggi il nostro cammino. Per esempio, facevano parte del circo quattro
corazzieri femmine, tanto imponenti
quanto imbranate. Hanno cercato di
farle parlare ma non c’è stato verso.
Meglio cosí. Il sito del Corriere della
Sera, riproducendo foto apparse su un
settimanale femminile, ce le ha mostrate con pochissimi veli, in qualche
caso senza velo alcuno. Si capiva chiaramente che, in quella veste (per modo
di dire), erano più a loro agio, ed è un
peccato che abbiano voluto vestirle,
anche se si trattava di abiti di griffe.
Ci sono stati poi gli ospiti e, su questo
punto, pungenti sono state le critiche.
Ma voglio dire anch’io la mia sull’ospite
John Travolta.
Questo signore, si fa per dire, è
stato in scena una decina di minuti,
ha detto circa dieci parole, ovviamen-
COMUNITÀ ITALIANA
te in inglese, ha fatto finta di canticchiare una
canzone che non conosceva, e se n’è andato in
gran fretta come se il teatro stesse prendendo
fuoco. I giornali dicono che abbia preso (guadagnato sarebbe una parola impropria) un cachet di 400.000 euro. Si capiva chiaramente,
dall’espressione tesa del viso, che il Travolta,
mentre scappava, teneva mentalmente stretto
il suo malloppo e era molto ansioso di investirlo in borsa. Una impresa seria farebbe causa al
Travolta e/o licenzierebbe il direttore della produzione, ma per la RAI 400.000 euro non fanno
differenza. Fabrizio del Noce, il direttore, afferma: gli spettatori vogliono lo show, noi glielo
diamo per avere alti indici di ascolto perché sono essi che ci permettono gli investimenti. Come l’ingaggio di Travolta.
Penso alla nostra sinistra disubbidiente, in
servizio permanente effettivo. Perché invece di
inseguire certe cause idiote non “disubbidisce”
per una causa giusta: non pagare il canone che
la RAI esige, a termini di legge, per propinare ai
suoi utenti un prodotto cosí scadente? Quanto al
festival della canzone, ritengo non debba diventare uno show, nel quale le canzoni sembrano
essere un pretesto fastidioso e trascurabile. È il
festival della canzone; la canzone è protagonista e il contorno sia correttamente presente ma
leggero, affinché il susseguirsi delle canzoni non
diventi simile alla lettura dell’elenco telefonico,
o meglio, con la nuova vena animalista, una visita accademica al giardino zoologico. I meno
giovani ricorderanno i festival degli anni ’50 e
’60: per favore, ridateci Nilla Pizzi!
13
Musica
UOMINI – VINCITORE POVIA
“…solo con te”
“Sparirò"
“Liberi di sognare"
“Vorrei avere il becco"
“L’uomo delle stelle"
“L’alfabeto degli amanti"
Alex Britti
Luca Dirisio
Gianluca Grignani
Povia
Ron
Michele Zarrillo
AFP
Fotos: Ansa
DONNE – VINCITRICE ANNA TATANGELO
“Processo a me stessa”
“Com’è straordinaria la vita"
“Tempesta”
“Essere una donna"
“Lei ha la notte"
“Noi non possiamo cambiare"
Anna Oxa
Dolcenera
Simona Bencini
Anna Tatangelo
Nicky Nicolai
Spagna
GRUPPI – VINCITORI NOMADI
Da sinistra, Victoria Cabello, Giorgio Panariello e Ilary Blasi, i conduttori del Festival
di Sanremo. A destra Vittoria Elena Risketa canta il brano che le ha fatto vincere il
concorso canoro nazionale Macedonia
‘Vorrei avere
il becco’ vince
Festival di
Sanremo
Con metafora sulla fedeltà coniugale Povia batte
Nomadi, Anna Tatangelo e Riccardo Maffoni
Ana Paula Torres
L
Correspondente • ROMA
La 56ª edizione del Festival della canzone italiana è iniziata con
un lungo monologo del conduttore Giorgio Panariello con tanto di
ringraziamenti e classiche battute. "Come prima cosa volevo ringraziare lo scenografo, Dante Ferretti, che ha fatto questo capolavoro straordinario che mi circonda". Poi, continua: "Immaginate la mia
emozione: questo palcoscenico è stato calpestato da Baudo, Buongiorno, Corrado, Carrà. Qui è caduto Jovanotti, Benigni, e pure la spallina di
Patsy Kensit". E subito dopo, Panariello ha chiamato sul palco del teatro
Ariston di Sanremo le sue compagne femminili di avventura, Ilary Blasi,
moglie del calciatore romano Francesco Totti, e Victoria Cabello. Finalmente si parte con la presentazione delle canzoni in gara, mentre l’ospite di onore della serata è l’attore John Travolta. L’audience si rivela una
grande delusione per la Rai, con 44,45% di share e 9.141.000 spettatori,
14
contro i 54,69% di share e 16.599.000 spettatori conquistati la scorsa
edizione da Paolo Bonolis.
La seconda serata è stata segnata dalle scuse di Ilary Blasi per il seno scoperto improvvisamente, e da quelle di Panariello per un ritmo che
manca, non solo alla produzione ma anche alle canzoni, tutte di carattere
molto melodico. "Trovo che le pubblicità dentro al Festival siano massacranti. È una delle cose che non faranno mai partire questo Festival.
Anche volendo, è difficile, se lo show viene continuamente spezzettato. Si
perde il ritmo, il pathos e la grinta. Questi stop sono veramente troppi", si
difende il conduttore, mentre si dimentica che sono proprio le pubblicità
che rendono possibile il pagamento di superospiti, come ad esempio John
Travolta, che avrebbe ricevuto niente meno che 400 mila euro. Insomma,
tutte scuse, perché anche Bonolis aveva gli spot l’anno scorso. "Panariello,
scenografia e canzoni non vanno", hanno dichiarato i membri della categoria dei pubblicitari. Per completare, il conduttore cerca di trovare altri
motivi al fallimento, finendo per peggiorare ancora di più l’immagine di sé
e del suo Festival. "Io vengo da un film, la Cabello da Mtv, la Blasi ha fatto
un bambino. Fateci prendere il passo. L’anno scorso Paolo Bonolis veniva
da una frequenza televisiva lunga, aveva il ritmo dentro l’orecchio". Ma
Panariello non convince nessuno con tutte queste spiegazioni del perché
dei brutti risultati. Per questa seconda puntata, un altro giro delle canzoni
in gara, Francesco Totti in platea e l’attore Jesse McCartney come ospite.
Mercoledì, pausa, va in onda la partita di calcio tra Italia e Germania.
Giovedì, torna il Festival nella sua terza serata con un’ incredibile sfilata di
ospiti. Ma Leonardo Pieraccioni, Carlo Verdone, John Cena,
gli olimpionici di Torino 2006 e
tutti gli altri non sono bastati a
far riprendere quota agli ascolti, che si attestano in media sui
6.234.000 telespettatori con il
33,49 % di share.
Ormai arrivati sulla quarta
e penultima serata, Fabrizio
Del Noce, direttore di Rai Uno,
dichiara di non pensare più agli
ascolti, ma di voler concludere
la kermesse con dignità. "Francamente ci aspettavamo qualcosa di più per come la serata
è stata costruita, per il buon
risultato dal punto di vista artistico, ma gli ascolti non sono
più il nostro obiettivo, che in-
COMUNITÀ ITALIANA
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MARÇO 2006
vece è finire il Festival con dignità artistica". I finalisti della 56ª edizione di
Sanremo sono: Dolcenera e Anna Tatangelo nella categoria "donne", Michele
Zarrillo e Povia per "uomini", Nomadi e Zero Assoluto per "gruppi", e Simone
Cristicchi e Riccardo Maffoni per la categoria "giovani".
La finale del Festival targato Giorgio Panariello si risolleva negli ascolti, portando a casa una media ponderata del 48,23% di share. La serata è
iniziata con lo spirito del Sanremo di una volta, quello bello ed elegante
di Domenico Modugno, autore di "Vecchio frac", canzone che viene interpretata da Giancarlo Giannini. Ma i veri protagonisti della serata sono gli
artisti che più e meglio di altri hanno fatto trionfare la musica italiana
all'estero: i commendatori Laura Pausini ed Eros Ramazzotti e il Grand'Ufficiale Andrea Bocelli. In realtà,
anche Zucchero è stato nominato
commendatore, ma non era presente. Loro hanno ricevuto queste
onorificenze dallo Stato italiano e
per farne la consegna a Sanremo,
il Presidente Carlo Azeglio Ciampi
ha incaricato il sottosegretario alla Presidenza del Consiglio, Gianni
Letta, che nel pomeriggio si era
presentato come "un postino di
lusso, lieto e onorato di essere
a Sanremo per la consegna delle
onorificenze".
Nella serata conclusiva del
Festival è stato Andrea Bocelli il
primo a cantare, interpretando
"Il mare calmo della sera" e poi
con la popstar Christina Aguillera,
duetta con "Somos novios". La sua
presentazione si conclude con "Because we believe", scritta per le Olimpiadi di Torino 2006. Dopo arriva Eros
Ramazzotti, che entra sul palco cantando "Terra promessa", con la quale
vinse a Sanremo nel 1984, nella categoria "giovani". In seguito, esegue
"Una storia importante" e "Adesso tu", altri suoi due successi. Poi, interpreta "I belong to you" con Anastacia. Per concludere con i superospiti,
arriva Laura Pausini che canta alcuni dei suoi successi come "La solitudine" e "Strani amori". Poi interpreta "She" di Charles Aznavour rivisitata
in italiano. Alla domanda di Panariello su di un sogno ancora irrealizzato,
Laura confessa: "Essere madre e moglie. Ancora non ci sono riuscita, spero
che accada presto". Intanto una cosa davvero bella accade, quando la Pausini ed Eros Ramazzotti, prima della proclamazione del vincitore, eseguono
insieme "Nel blu dipinto di blu" nell'arrangiamento originale di Modugno.
Finalmente arriva il verdetto. Vincono Anna Tatangelo, Povia, i Nomadi
e Riccardo Maffoni nelle varie categorie in cui è stato suddiviso il Festival,
mentre il grande vincitore del Sanremo 2006 è Povia con la canzone "Vorrei
Vittoria
di Povia in
un festival
avvelenato
dalle critiche.
Onorificenze
a Bocelli,
Ramazzotti
e Pausini
MARÇO 2006
/
COMUNITÀ ITALIANA
“Dove si va”
“Svegliarsi la mattina"
“Un discorso in generale"
“Solo lei mi dà”
“Un altro posto nel mondo"
“Musica e speranza"
Nomadi
Zero Assoluto
Noa, Carlo Fava & Solis String
Quartet
Sugarfree
Mario Venuti & Arancia Sonora
I ragazzi di Scampia con Gigi
Finizio
GIOVANI – VINCITORE RICCARDO MAFFONI
“Rido…forse mi sbaglio”
“Nel tuo mare”
“Non dimentico più”
“Di luna morirei”
“Con un gesto”
“Irraggiungibile”
“Sole negli occhi”
“Che bella gente”
“Davvero”
“Capirò crescerai”
“Preda innocente”
“Un mondo senza parole”
Ameba 4
Andrea Ori
Deasonika
Melena Hellwig
Ivan Segreto
L’aura
Riccardo Maffoni
Simone Cristicchi
Virginio
Antonello
Tiziano Orecchio
Monia Russo
avere un becco". E' l’attrice Virna Lisi a consegnargli il premio, ma lui forse
non ci fa nemmeno troppo caso, data la sua grande commozione. Ringrazia
subito il suo produttore e poi si rivolge alla sua compagna Teresa dicendole
"Volevo dirti che ti amo e ti amerò per sempre e ti ringrazio di aver dato
alla luce una bambina bellissima come Emma. Dedico questa vittoria a
mia mamma e mio papà, sono quarant'anni che stanno insieme, ma non li
vedo mai darsi un bacio, quindi papà, ti prego, alzati e dài un bacio alla
mamma". Povia fa vedere a tutti la sua semplicità, proprio quella che il
cantante esprime nella sua canzone. Attraverso una metafora si serve dei
piccioni per parlare della fedeltà coniugale. "La struttura portante della
società è la famiglia, e se si sgretola questa struttura, si sgretola questa
società. Questo il senso della mia canzone. La gente, a certi valori ci ha
sempre creduto, nonostante la crisi degli affetti, dei sentimenti", spiega.
Insomma, un risultato a sorpresa. Erano più favoriti i Nomadi con la
canzone "Dove si va" sulla guerra e la speranza. Il pubblico, con il televoto, ha premiato la famiglia ed i sentimenti espressi nella canzone di Povia invece delle radici operaie della "rossa" Emilia Romagna dei Nomadi,
storico gruppo italiano che è tornato a Sanremo dopo 35 anni dall’ultima
partecipazione. Ormai è finita la 56ª edizione del Festival della canzone
italiana. Tra un anno vedremo cosa succederà alla prossima kermesse che
tornerà alla conduzione di Pippo Baudo, un presentatore non certo alle
prime armi nel calcare il palcoscenico dell’Ariston.
15
Capa
Fotos: Chaves
Valeu
a pena
Lula discursou, bebeu vinho e prometeu mais
incentivos para o setor. Os produtores de uvas
gostaram do que ouviram e os turistas brindaram
os resultados da 26ª Festa da Uva
Luciana Bezerra dos Santos
C
AXIAS DO
SUL — A 26ª Festa Nacional
da Uva e a 20ª Feira Agroindustrial em
Caxias do Sul rendeu mais do que esperavam os organizadores e prefeitura local. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais
uma vez prestigiou o evento e anunciou novos
subsídios para a produção de vinho no País. Os
principais investidores do Rio Grande do Sul, naturalmente, empolgaram-se, não somente com a
pompa do discurso de Lula, mas também com o
saldo do mega-encontro, que registrou a presença de 890 mil pessoas na cidade, com os turistas
gastando uma média diária de R$ 80 no evento.
E o mais importante: do volume total de uvas
colhidas na cidade, cerca de 10% a 15% têm
como destino a venda in natura, basicamente as
variedades Niágara e Isabel, que foram distribuídas durante o evento. Foram consumidas 220
toneladas de uvas e gerados cerca de 2,5 mil
postos de trabalho durante a Festa da Uva, que
aconteceu de 17 de fevereiro a 5 de março.
Para esta edição, a organização e prefeitura
de Caxias do Sul gastaram mais do que em 2005.
Foram desembolsados R$ 6,5 milhões, enquanto
que no ano anterior R$ 5 milhões foram consumidos. A terceirização de serviços foi prioridade.
Os principais investimentos no parque em que a
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festa e a feira aconteceram foram na abertura e
pavimentação de vias, instalação de câmeras de
segurança, implantação de estacionamento com
espaço para 300 ônibus e reforma geral das redes elétrica e hidráulica.
— Vimos que seria mais econômico e produtivo terceirizar as contratações do que fazêlas diretamente pela comissão [organizadora]
— explicou Paulo Poletto, diretor administrativo e financeiro da Comissão Comunitária e da
empresa da Festa Nacional da Uva.
O esforço empreendedor valeu a pena. Quem
visitou Caxias do Sul não teve do que reclamar.
A empresária carioca Isaura Gouvea, que até então só conhecia a festa pelos comentários de
amigos, resolveu antecipar o carnaval e trouxe a
tira-colo o marido, o engenheiro Ademir Paviani,
e a filha Clara, de 10 anos.
— Este ano resolvemos mudar o roteiro do
carnaval. Como estamos de férias, optamos pela
Serra Gaúcha, que não conhecíamos. Estou adorando a Festa. É tudo diferente: os costumes, a
cultura... estou me sentindo na Europa. Minha
filha nunca imaginaria que comeria uva no pé
— assegurou a empresária.
Durante a apresentação do espetáculo Som
e Luz, havia uma animada turminha da terceira
idade, com 15 pessoas. Incauta, a repórter perguntou se todos eram de Caxias mesmo. E logo
veio a resposta, com sotaque mineiro: “Não,
uai! Somos de Belo Horizonte!”. Os idosos viajaram cerca de 18 horas para prestigiar o evento
e apreciar as belezas da Serra Gaúcha. Segundo
a responsável pelo grupo, Ivone Mendonça, a
viagem “é cansativa”, mas vivenciar de perto os
costumes da região... “não tem preço”.
— Espero estar viva em 2008 para estar novamente aqui — almeja a simpática aposentada, Adelaide Novaes, que desde que o marido
faleceu começou a viajar Brasil a fora com suas
amigas da terceira idade.
LULA SE ESBALDOU
O presidente Lula fez discurso. Nas entrelinhas,
percebeu-se que tentará manter o posto nas
próximas eleições. Mas nem tudo foi falação.
Sobrou tempo para que se divertisse. Com a primeira-dama Marisa Letícia e os ministros Miguel
Rossetto, do Desenvolvimento Agrário, Roberto
Rodrigues, da Agricultura, Dilma Rousseff, da
Casa Civil, Lula passeou pelos pavilhões da Feira
e arriscou-se, na Casa do Colono, a debulhar o
milho durante a Olimpíada Colonial da Festa da
Uva. E não é a primeira vez que o presidente se
COMUNITÀ ITALIANA
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MARÇO 2006
sente a vontade em Caxias do Sul. Na edição de
2004 participou da prova de fazer bíguli. O embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise,
também pegou carona na comitiva presidencial
e prestigiou a Festa da Uva.
Mas a turma do vinho queria mesmo é saber
de apoio à produção. Foi atendida. Na abertura
da Festa da Uva, Lula garantiu que o financiamento de R$ 250 milhões para os produtores de
vinho não é falácia. Tanto que os recursos já estão disponíveis nas agências do Banco do Brasil,
desde 20 de fevereiro. Do montante, R$ 150 milhões são do EGF (Empréstimo do Governo Federal) e os R$ 100 milhões restantes, da iniciativa
privada. O EGF terá juros anuais de 8,75% e o
pagamento das parcelas mensais ocorrerá no peLula e dona Marisa foram recebidos pelo governador Germano Rigotto.
ríodo de maio a dezembro de 2007.
Muito vinho e a certeza de que via participar da corrida eleitoral
A linha de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Fami— Estive com o Lula durante a abertura, pontos percentuais, como crédito presumido, filiar) caiu como uma luva. O objetivo do programa é melhorar a venda, fiscalização e qualidade mas não conversamos muito, apenas dei o meu cando em 12% — citou Rigotto.
Mesmo não sendo do ramo do vinho, a Marda produção da uva e do vinho no Rio Grande queijo para ele e tomamos um vinho. Na minha
do Sul. Vinte mil produtores de uva e mais de opinião, os políticos estão em campanha perma- copolo também participou da Festa e da Feira
650 vinícolas serão beneficiados. A expectativa nente. Vencem as eleições e, no dia seguinte, já Agroindustrial. A empresa, uma das maiores faé de que a medida ajude a cumprir a política de estão trabalhando suas imagens para uma próxi- bricantes de ônibus da América Latina, antecipou novos investimentos. Durante o encontro
preço mínimo da uva: R$ 0,42 por quilo da fru- ma — alfinetou Randon.
Durante a vista do presidente à Caxias do com Lula, foi cogitada a melhoria do sistema de
ta. Porém Lula deixou claro aos produtores que
a política do “Deus dará e ao vosso reino, nada” Sul, foram inevitáveis os comentários a respeito financiamento, para que as empresas nacionais
não vai funcionar. Sobretudo quando o assunto dos efeitos do escândalo “Mensalão” e da valo- tenham mais condições de renovar suas frotas.
é apoio federal à exportação do vinho brasileiro rização do real sobre o dólar na economia. Ran- Além das fábricas do Brasil, a Marcopolo, cujo
don, por exemplo, ressaltou como incômoda a capital é exclusivamente nacional, mantém
para que se torne mais competitivo.
— Nem vocês podem ficar pensando que situação política de Brasília, especificamente plantas industriais no México, Colômbia, Porpara os viticultores:
tugal e África do Sul. Em 2005, essas unidades
tudo depende de uma
— A crise do ‘Men- produziram 16,4 mil ônibus e o faturamento reação do governo, nem
salão’ e outras crises gistrado foi de R$ 1,7 bilhão, dos quais 55%
o governo pode ficar
sempre afetam os em- vieram das exportações e o restante, do merpensando que tudo depresários. Outro fator cado brasileiro.
pende da vontade indiruim também foi a seca
— Devemos produzir entre as fábricas espavidual. Nós temos que
que atingiu a região sul lhadas no Brasil cerca de 50 unidades por dia
assumir a responsabiliem 2005. O Rio Grande dos diversos modelos. A expectativa para 2006
dade coletiva — desfedo Sul exportava nove é de que nosso faturamento deverá chegar a R$
riu Lula. Segundo ele, é
milhões de toneladas 1,8 bilhão — enfatizou Valter Gomes Pinto, dipreciso que o produtor
de soja e, com a se- retor corporativo da Marcopolo e vice-presidente
brasileiro pare de reclaca, chegou a exportar do evento.
mar da presença do vidois milhões, ou seja,
A Festa da Uva vem recheando os cofres púnho argentino no Brasil
o estado perdeu sete blicos e privados. O prefeito de Caxias do Sul,
e pense em alternativas
milhões de toneladas e, José Ivo Sartori, neto de italianos do Veneto,
para levar o vinho braRAUL RANDON, EMPRESÁRIO
com isso, receita tam- nasceu em uma colônia em Farroupilha e recosileiro ao mercado porbém — disse o empre- nhece que a Festa é um evento que só deu certo
tenho. — Não há temnesses anos todos por causa do mutirão que se
po para lamentar, há tempo para trabalhar cada sário, um crítico da valorização do real.
Segundo ele, a moeda brasileira está muito constrói em torno dela. O lucro se traduz em invez mais — completou.
Mesmo assim, Lula anunciou em Caxias do valorizada sobre o dólar, o que “acaba dificul- vestimentos, como o do pólo metal-mecânico.
— Foi através da Festa da Uva que o muSul convênios para o programa de apoio às ex- tando as exportações”.
— E cada vez mais está ficando difícil expor- nicípio desenvolveu o lado econômico, social,
portações do setor vinícola, maior controle na
fiscalização nacional de vinhos e liberação de tar. E parece que o real será mais valorizado ain- industrial, político, agrícola e cultural. Comecei
R$ 1 milhão para compra de espectrômetro de da. A meu ver este ano será mais difícil ainda. minha carreira política em Caxias do Sul. Lemmassas, que equipará o Laboratório de Enologia Não vejo boas coisas para o Brasil da maneira bro-me que jogava bola com meus amigos do seda Secretaria Estadual da Agricultura, localizado em que está, com um real muito valorizado em minário aqui nesta área, onde acontece a Festa
cima do dólar.
da Uva — aponta Sartori. Sem eufemismos, ele
em Caxias do Sul.
O governador do Rio Grande do Sul, Germano destaca que a renda per capita de Caxias “gira
Os empresários e executivos presentes na
Festa da Uva gostaram do que ouviram, mas Rigotto, também esteve no evento e enfatizou em torno de US$ 2 mil” e o PIB “é de R$ 5,6
sempre com um pé-atrás. Como o empresário que os subsídios ao vinho não vêm apenas de bilhões”. — É o terceiro maior PIB do estado. Os
Raul Randon, do Grupo Randon, que reconhece Brasília. Ele lembrou aos produtores sobre o re- investimentos do município na área da educação
as vantagens para os produtores que não vão passe, nos últimos três anos, de R$ 7,5 milhões chegam a 30% do nosso orçamento e na área da
mais precisar esperar tanto tempo para receber do governo do Estado ao Instituto Brasileiro do saúde, mais de 17%.
Vinho (Ibravin), além de mais R$ 3 milhões preSó resta agora esperar o que a Festa da Uva
o dinheiro das suas safras.
de 2008 vai reservar de bom para os investi— O montante do financiamento está dentro vistos para este ano.
— Os estados do Brasil têm alíquotas de dores gaúchos... e aos turistas também. Já há
do que esperávamos. Acredito que não faltará
dinheiro — disse o empresário, que recebeu Lu- ICMS de 25% para o vinho. No Rio Grande do Sul, data marcada: de 21 de fevereiro a 9 de março
a alíquota era de 17% e foi diminuída em cinco de 2008.
la em seu estande.
‘O montante do
financiamento
está dentro do
que esperávamos.
Acredito que não
faltará dinheiro’
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COMUNITÀ ITALIANA
17
Opinione
Il Brasile che non decolla
C
i stiamo ormai avvicinando alla scadenza elettorale di ottobre e la stampa pubblica che il PIL brasiliano é
cresciuto nel 2005 di soli 2,3%, ben
poco se si tiene conto di una sia pure contenuta espansione demografica, mentre la media
mondiale del periodo è stata di ben 4,3%.
In effetti, sia pure con qualche oscillazione annua, è questa la media di crescita
del PIANO REAL, quindi degli ultimi 12 anni,
in cui il Brasile ha privilegiato la stabilità
monetaria, la privatizzazione dell’economia,
la modernizzazione dell’industria e della produzione agricolo/zootecnica, con interventi
sociali prevalentemente rivolti alla scuola ed
alla sussistenza delle classi più povere.
Quindi i dati brasiliani di per sé non sarebbero scoraggianti, anche perché parrebbe forse preferibile contrapporre ad una tumultuosa
crescita economica una razionalizzazione del
sistema di vita, con particolare attenzione
alla conservazione/ripristino dell’ambiente ed
al contenimento demografico, considerando
che i 6,5 miliardi di abitanti sono già abbondantemente eccessivi per il nostro pianeta.
Peraltro, pur ammettendo uno sforzo
serio e coerente nel settore economico dal
1995 in poi, che ha avuto anche inaspettata
prosecuzione con il Governo Lula, occorre
riconoscere che - qualora il Brasile avesse
applicato criteri di gestione normalmente
corretta - i risultati sarebbero stati ben diversi, con indici di crescita annui che sarebbero potuti essere del 7/10%, come avviene
in altri paesi in fase di sviluppo quali Cina,
India, Russia, Argentina, Venezuela. Basti
ricordare che, in America Latina, il Brasile
ha presentato la minor crescita dopo Haiti e
che – nel ranking mondiale – è retrocesso in
pochi anni da 8ª a 13ª potenza.
La situazione è difficile da comprendere,
in quanto a corretti interventi di política economica ha corrisposto, specie in questi ultimi
anni, un’ espansione senza precedenti dei
Franco Urani
prezzi delle materie prime (siderurgiche, agricole, zootecniche) di cui il Brasile è ricchissimo,
è stata raggiunta l’autosufficienza energetica,
tecnologicamente il Paese ha fatto passi da
gigante nell’industria, informatica, telefonia, il
saldo commerciale è stato nel 2005 di oltre 40
miliardi di dollari, l’espansione della popolazione è in constante diminuzione, non vi sono più
state recenti crisi esterne che abbiano messo in
difficoltà il sistema Brasile, come in passato le
vicende Irak e Russia.
Si desume quindi che i problemi di amministrazione del Paese siano serissimi e costituiscano un insopportabile freno al suo logico
sviluppo. Proviamo ad indicarli di seguito:
• la mancanza di strutture, di cui avevamo
scritto nei mesi scorsi, e cioé di strade, ferrovie,
idrovie, porti, sistemi di insilaggio, energia elettrica, di cui si parla da anni senza avere ancora
trovato una soluzione. La congiuntura internazionale presenta ampia liquidità e certamente
gli interventi finanziari stranieri potrebbero
essere ingenti se garantiti con chiarezza per un
periodo sufficiente di uso dell’opera, anche di
30/40 anni;
• la generalizzata cattiva amministrazione
della cosa pubblica a livello federale, statale
e municipale, con qualche eccezione che suscita speranze (Stati di S. Paulo, S.ta
Catarina, Minas Gerais, Ceará...). I
motivi sono di incompetenza,
spesso di insufficiente definizione dei ruoli, purtroppo
estesa corruzione, problemi
questi esplosi soprattutto
nel 2005 in sfera federale,
comunque già da prima
esistenti sia pure con minore intensità;
• le imposte brasiliane
che, nel loro complesso sono
di circa il 38% del PIL, le più
elevate dell’America Latina ed a
livello europeo, utilizzate in gran
parte per retribuire una macchina pubblica
che funziona male e per il pagamento di interessi astronomici, tra i più elevati del mondo
considerato il tasso d’inflazione inferiore al
6% all’anno;
• il lavoro sommerso a livelli elevati, anche come difesa alla tributazione eccessiva;
• la forte rivalutazione del Real soprattutto motivata dall’afflusso di capitali esteri
speculativi per gli elevati interessi brasiliani;
• la pessima distribuzione del reddito che
non accenna a migliorare;
• il sistema politico brasiliano che, dopo il
periodo militare, ha partorito una Costituzione che rende di estrema difficoltà l’esercizio
del potere esecutivo che deve venire a continui compromessi con il legislativo;
• l´estrema lentezza del potere giudiziario;
• la mancanza di piani di sviluppo a lungo
termine impegnativi e condivisi.
L’Italia - che andrà alle urne agli inizi
del prossimo aprile – presenta molti problemi
analoghi a quelli brasiliani, peraltro senza la
potenzialità di soluzioni rapide ed efficaci che
sembrerebbero a portata del Brasile, se prevarranno buon senso e corrette
amministrazioni.
Fotos: Ansa
Esporte
Deu
certo!
Balanço da Olimpíada de Inverno mostra que Turim
revitalizou-se como há muito não se via nas cidades italianas
Guilherme Aquino
Correspondente • MILÃO
M
— Os Jogos Olímpicos de Inverno de Turim resgataram o prestígio da cidade, refém até poucos
anos atrás da fábrica de automóveis
Fiat. A Olimpíada deu um banho de infra-estrutura e pavimentou a estrada cultural e tecnológica da antiga capital do Reino de Itália. Os
turineses ganharam a sua linha de Metrô. Os
museus receberam um toque de modernidade
— o Egípcio, por exemplo, ganhou uma nova
iluminação à altura da importância das obras
expostas. O comércio, o turismo, a gastronomia e os serviços levaram uma injeção de otimismo. Cerca de 10 mil jornalistas italianos e
estrangeiros amplificaram para o mundo inteiro
as qualidades de Turim e das cidades — sedes
espalhadas nos vales das montanhas olímpicas.
A organização impecável da gigantesca máquina olímpica funcionou como se fosse de casa há
muito tempo. E, de longe, se notava que não
se tratava apenas de um complexo aperfeiçoamento dos erros e a acertos vistos e estudados
em olimpíadas anteriores, de inverno e verão. O
toque italiano, da abertura ao fechamento, foi
o fio condutor de um espetáculo inesquecível.
Não dá para esquecer o olhar congelado
— ou seria de fogo? — de Barbara Poli Fusar
ao companheiro de patinagem no gelo Maurizio Margaglio depois que a chance de medalha
escorregou das mãos após uma queda na pista. A decepção na desclassificação de Giorgio
20
ILÃO
Rocca num tombo rocambolesco-digno de iniciante — no slalom, mostrou que até os ídolos
têm os pés de gelo e são traídos pela falta de
frieza. Ou a alegria de subir no lugar mais alto do pódio do italiano Enrico Fabris, o mais
veloz nos 1.500 metros sobre patins, a vitória dos quatros cavaleiros da neve na prova do
esqui de fundo, 4x10km, como Valbusa, Piller
Cottrer , Zorzi e Di Centa, este último repetiria
a dose sozinho ao ganhar a última competição dos Jogos, os 50 quilômetros do esqui de
fundo, uma versão branca, nevada — mas não
menos suada e espetacular — da vitória
de Stefano Baldini na
maratona dos Jogos
Olímpicos de Atenas.
A Itália, como anfitriã, não fez feio mas
levou para casa menos
medalhas do que na
última edição de inverno, em Salt Lake
City. Das 15 modalidades, os “azzurri” subiram no pódio em 11,
mas na contagem final ficaram em nono lugar,
atrás da Alemanha, Estados Unidos, Áustria,
Rússia, Canadá, Suécia, Coréia e Suíça.
A competição leal, a esportividade e a fraternidade foram o tripé desta quermesse entre
os 2,5 mil atletas de 84 nações. Passados os
momentos de tensão com as ameaças de protestos, de greves, de terrorismo, blitz antidoping, ficam os instantes mágicos presenteados
pelo russo Pushenko, medalha de ouro na patinação artística, pelo austríaco Benjamim Raich,
com o ouro no peito no slalom e no gigante e
EXÉRCITO DE BRANCALEONE NA NEVE
O Brasil participou dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim com nove atletas, sendo quatro
para o Bobsled. Os outros cinco disputaram provas individuais. Num País onde a neve cai muito
raramente, mesmo assim em condições para lá
de especiais, é difícil crer em bons resultados.
Mas a equipe nacional, composta por três mulheres e seis homens, formada por uma carioca, uma mineira, um gaúcho, um baiano, quatro
paulistas e um suíço — naturalizado brasileiro
— foi muito mais além de uma simples figuração
no gelo. Sobre uma prancha de snowboard, o País tropical por natureza deslizou para as glórias
do olímpo gelado.
‘Ficar entre as dez
melhores do mundo é
fantástico’
ISABEL CLARK, EX-SURFISTA
DA PRAIA DA BARRA E NONA
COLOCADA NA PROVA DE
SNOWBOARDER
QUADRO DE MEDALHAS
País
Ouro
Prata
Bronze
Total
1º Alemanha
11
12
6
29
2º EUA
9
9
7
25
3º Áustria
9
7
7
23
4º Rússia
8
6
8
22
5º Canadá
7
10
7
24
6º Suécia
7
2
5
14
7º Coréia do Sul
6
3
2
11
8º Suíça
5
4
5
14
9º Itália
5
0
6
11
10º França
3
2
4
9
11º Holanda
3
2
4
9
12º Estônia
3
0
0
3
13º Noruega
2
8
9
19
14º China
2
4
5
11
15º Rep. Tcheca
1
2
1
4
16º Croácia
1
2
0
3
— Me dediquei a vida inteira pra chegar bem
neste momento, ficar entre as dez melhores do
mundo é fantástico — disse a brasileira que trocou o Rio de Janeiro por Whistler, no Canadá,
para se dedicar aos treinos. E o resultado apareceu. Ela completou o percurso em meio a saltos
e curvas sem ver a neve muito de perto como
suas adversárias. Na pista de boardcross, montada na cidade de Bardonechia, só deu aquela
menina do País tropical surpreendendo a todos
e a si mesma.
O preconceito brasileiro de que os esportes
de neve são para gente rica começa a derreter
com a “vitória” de Isabel. Ela foi apresentada ao
snowboard em 1994 durante um viagem aos Estados Unidos. Mas gostou tanto que foi trabalhar numa estação de esqui para custear
as despesas de morar longe da casa dos
pais no bairro do Humaitá, no Rio de
Janeiro. E assim continuou a abrir a
sua estrada sem depender da família
até ser instrutora e, apenas este ano,
com patrocínios e o apoio do Comitê
Olímpico Brasileiro, pode se dedicar
integralmente aos treinos. Ou seja, do
céu caiu apenas a neve. A experiência
acumulada e o resultado na Olimpíada
de Turim fazem a brasileira sonhar
em criar no Brasil um centro de
esportes de neve.
Isabel é estudante de arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro e quer montar
um projeto para desenvolver algumas modalidades invernais em espaços fechados, como ocorre
em vários países.
— Este é um sonho que tenho há algum
tempo, é difícil mas não impossível — revela a
atleta. Sem carros do corpo de bombeiros para
desfilar a céu aberto pela orla carioca, ela continua na Europa para conhecer as tecnologias capazes de realizar o seu sonho. Isabel vai visitar
a Holanda, que a exemplo de outros países, tem
centros de treinamento indoors, a portas fechadas. — No Brasil tem muita gente talentosa que
precisa apenas de condições ideais para mostrar
a sua qualidade — destacou ela. Mas
antes de voltar a terrinha natal, a
snowboarder competira na etapa
mundial em Lake Placid, nos Estados Unidos. Somente depois
é que ela vai poder retornar
ao Brasil e matar as saudades e a sede, com um suco
de graviola.
A responsável pelo feito foi a carioca Isabel
Clark, 29 anos de praia. Ela competiu com 23
concorrentes, todas com posições melhores que
a sua no ranking mundial. Mas ao final a brasileira conquistou a nona colocação na prova de
snowboarder. A ex-surfista de praia, da Barra,
deixou para trás, entre manobras radicais e saltos ousados, atletas que têm a neve no quintal
de casa até seis meses por ano. Uma francesa,
uma suíça e uma alemã caíram durante a apresentação. Já a brasileira equilibrista não cometeu erros.
Decepção. Barbara Poli
Fusar escorrega, perde
medalha e se consola com
Maurizio Margaglio
COMUNITÀ ITALIANA
uma despedida duplamente dourada de Michaela
Dorfmeister, no super G e descida livre, aos 33
anos de idade.
A festa de Turim marcou também a tirania
dos patrocinadores. Era quase impossível entrar nas áreas de competição com grifes não
oficiais. Os espectadores com bonés, camisas,
macacões e casacos com frases publicitárias recebiam uma fita isolante em cima de cada letra,
desenho ou escrita indesejáveis aos “donos”
dos espaços enquadrados pelo olhar eletrônico
das tele-câmeras.
Para muitos, os Jogos Olímpicos de Inverno
são um luxo, um festival do circo branco de alguns paises ricos do ocidente. É verdade que os
atletas, escondidos em roupas quase de astronautas, e as pistas geralmente brancas causam
um impacto quase monótono a primeira vista e
a um observador superficial. Mas por debaixo de
um macacão de alta tecnologia e por cima de
uma pista de neve-artificial ou natural — ou de
gelo — está o confronto entre homens e a natureza, a disputa entre homens, tempo e espaço,
exatamente com os princípios da mais comum
das competições que têm como únicos objetivos
superar limites e proporcionar emoções.
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COMUNITÀ ITALIANA
21
Opinione
Una ‘mesaça’
Un editore, un disegnatore e cinque scrittori di origine italiana e di fama mondiale si sono
incontrati per discutere sul mercato editoriale brasiliano testandogli il polso
I
Giordano Iapalucci
l 16 febbraio passato, entrando nella sala lettura è di 1,8 libri per abitante all’anno, ma in la fraternità di tutti i popoli nella sua ultima
dell’Istituto Italiano di Cultura, al quarto questo indice è compreso anche il libro didatti- opera. Un po’ una condanna a chi fa la guerra.
In seguito, Marina Colasanti, che svolge un
piano di Casa d’Italia, si percepiva subito co. Il costo medio di un libro, nonostante i costi
un’aria intrisa di grande cultura, sapienza non alti rispetto ad altri paesi, il Brasile si deve importante lavoro sui bambini e la letteratura
e erudizione. Alla tavola rotonda sul tema del confrontare con il basso potere d’acquisto della infantile e vede nell’utilizzo della biblioteca
mercato editoriale brasiliano, organizzato dalla popolazione brasiliana.
un elemento importante per la creazione di un
Camera di Commercio e Industria italo-brasiliaIn questo senso è stata opinione comune a grande e potenziale lettore.
— Stiamo cercando di impulsionare la lettuna di Rio, con l’appoggio del Consolato Italiano tutti gli interlocutori di risaltare l’importanza dela Rio e dello stesso Istituto di Cultura, hanno l’utilizzo della biblioteca quale elemento di demo- ra dei più giovani facendo sì che questi portino i
preso parte personalità di spicco sia del mondo cratizzazione della cultura, dell’educazione e del libri a casa, nel tentativo di creare delle persone
imprenditoriale editoriale come Paulo Rocco, di- piacere di leggere. Ad oggi esistono circa 5.000 che irraggino e promuovano la letteratura anche
rettore-presidente della Editora Rocco, sia
nell’ambiente dove vivono. È necessario
fare un lavoro sulla lettura perché non è
illustri scrittori come Affonso Romano de
Sant´Anna, Marina Colasanti, Marco Luccerto collocando un libro nelle mani dei
bambini che automaticamente lo si fa
chesi, Amelia Sparano e anche il famosissimo caricaturista e disegnatore Lan (Landiventare un lettore — ha sottolineato
franco Vaselli).
Marina Colasanti.
Il grande magnetismo e il modo di
Come ha sottoineato il rappresentante
della Camera di Commercio, Vittorio Romafare sobrio ma di chi mostra una grande
profondità nei sentimenti e nello stato
nelli, per la prima volta è riuscita l’operad’animo hanno visto Marco Lucchesi in
zione di riunire un personaggio come Pauun appassionato eloquio.
lo Rocco del settore imprenditoriale con
— È una grande allegria e onore per
esponenti della cultura. L’imprenditore ha
illustrato importanti numeri dell’editoria
me poter stare in una mesaça così piena
di persone che fanno parte della mia biobrasiliana. Con dati del 2004, questa fattura circa 2 miliardi e 400 mila reais con Da sinistra Affonso Romano di Sant’Anna, Lan, Marina Colasanti,
grafia di formazione culturale. In qualche
maniera ho grandi debiti culturali con tutuna produzione di circa 15.000 nuovi tito- Paulo Rocco, Marco Lucchesi e Amelia Sparano
ti loro – ha commentato Lucchesi.
li. Di questi, ben 3376 titoli sono di autori
inglesi, 519 di francesi e al terzo l’Italia che pa- municipi sul territorio brasilano ma 2.000 di questi
Lanfranco Vaselli, in arte Lan, personaggio
ancora non predispongono di una biblioteca.
trasversale nell’ambito editoriale e letterario in
reggia con la Spagna con 364 titoli.
— Il problema della lettura in Brasile non quanto appassionato disegnatore e caricaturista
- Se pensiamo che qui lo spagnolo è una lingua molto parlata, per i titoli italiani è un dato viene risolto perché siamo incompetenti. È molto della realtà popolare carioca, ha illustrato l’imporpiuttosto signifiativo. Quello che preoccupa pe- semplice! Quando si vuol fare, si fa, quando non tanza della letteratura nella sua vita.
rò è la tiratura che è molto ridotta. Esiste una si vuole, non si fa. Si fanno una serie di discorsi
— Vista la mia vita errante in cui si soffre
media di circa 3.000 esemplari per ogni autore. ma non cambia nulla. Non esiste nessun politico anche spesso di solitudine, i libri non mi hanno
Questo è dovuto al fatto che il mercato brasilia- che si dica contro i libri, ma perché allora non mai fatto cadere in depressione. Oggigiorno sono non è in grado di assorbire tutti questi titoli cambiano le cose? Dobbiamo finirla com il classi- no un illustratore di libri e non ne scriverei mai
co “discorso doppio”. Dobbiamo collocare la let- uno. Il mio compito è quello di attrarre maggior– ha spiegato Paulo Rocco.
La rete di distribuzione, all’infuori dei gran- tura nel dna dei brasiliani come avviene in Italia mente i lettori, e ciò che mi ha sempre portato
di centri urbani, è piuttosto deficitaria. Secon- – si è sfogato Affonso Romano de Sant’Anna.
a disegnare è il grande amore per la città di Rio;
Conciso, ma estremamente significativo, l’in- è per questo che dico di trattarla come fosse la
do una recente ricerca si contano poco più di
1.000 librerie in tutto il Brasile, ovvero lo stesso tervento di Amelia Sparano in cui ha messo in casa di ognuno in un rapporto di rispetto e di
numero che ha la sola Buenos Aires. L’indice di risalto il suo amore per il libro, per la pace e per civilizzazione — ha ammonito Lan.
Notizie
LA NUOVA DIRETTRICE DELL’ISTITUTO ITALIANO
DI CULTURA SI INSEDIA AD HIGIENÓPOLIS
OPERA DI ARCHITETTI
ITALIANI IN AMAZZONIA
F
G
iorella Arrobbio Piras, due lauree, esperta di scienze giuridico-economiche e organizzazione
aziendale, ci ha concesso questa intervista ancora presso la sede di Rua
Frei Caneca.
Lei ha assunto in questi giorni la
direzione dell'Istituto. Vorremmo
sapere un po' del suo percorso professionale.
Vengo da Buenos Aires, ma ho svolto
la mia attività in Germania, in Austria, nell'ex-Jugoslavia, in Svizzera,
in Turchia e nella Corea del Sud.
In Argentina come si è trovata?
Mi sono trovata molto bene. Abbiamo organizzato stagioni di musica
classica, mostre d’arte antica e contemporanea, rassegne cinematografiche, ma non abbiamo dimenticato
la musica. Ricordo il successo ottenuto da Eros Ramazzotti, Laura Pausini,
Tiziano Ferro. Un successo altrettanto grande lo hanno avuto anche Miranda Martino, Iva Zanicchi e Edoardo Vianello.
Per San Paolo, quando prevede che si trasferirà nella nuova sede?
Sulla carta il trasferimento è previsto per il 31 marzo, ma dipende dall’andamento dei lavori. L’edificio ospiterà gli uffici dell’Istituto e la biblioteca,
mentre i corsi di lingua italiana rimarranno in questa sede.
Quali le competenze specifiche dell'Istituto?
La diffusione della lingua e cultura italiane, di quella cultura, cioè, che distingue e rende unico il nostro Paese.
Una delle rivendicazioni della comunità sarebbe l'implementazione di
una biblioteca circolante.
È un’idea che non è affatto impossibile da realizzare. Anzi! Auspico però
che l’accesso alla biblioteca dell’Istituto venga valorizzato, perché ci sono
circa 20.000 libri a disposizione. La biblioteca della nuova sede sarà molto
più razionale, avrà due belle sale di lettura, e a disposizione direttamente
del pubblico ci saranno tutte le opere di consultazione e quelle di teatro
e narrativa.
Quali saranno le prossime promozioni culturali?
Ci sarà la mostra "Luce e ombra tra Rinascimento e Barocco", presso la Pinacoteca di Stato. Poi una retrospettiva di Fulvio Pennacchi, grande pittore
italiano vissuto in Brasile. Stiamo lavorando anche alla realizzazione di mostre di design, che è uno dei nostri più importanti biglietti da visita.
Apriremo la stagione di musica classica con l’Orchestra Giovanile Italiana.
Avremo anche il Balletto del Teatro di Torino. Parteciperemo alla Biennale
Internazionale del Libro con lo "Stand Italia". Poi ci sarà la "Settimana della Lingua Italiana" con la presenza della scrittrice Dacia Maraini. (V.S.)
iuseppe Landi e Gino Coppedé, due
italiani che fecero la storia dell’architettura della città di Belém. Landi si dedicò
alle strutture pubbliche e religiose, importando il barocco italiano e contrapponendolo a quello lusitano, mentre Coppedé progettò la grandiosa Basilica di Nazaré.
Landi ingentilisce i palazzi e le chiese di
linee e tratti semplici. Anche gli interni delle sue chiese sono quasi spogli. Voleva così
sollecitare nei fedeli più la meditazione che
la soggezione privilegiata dall’oro del barocco sfarzoso. L’opera di Landi si distacca
così dall’architettura lusitana del periodo,
che vede affermarsi il barocco portoghese
nell’edilizia religiosa civile. Sono gli anni
delle fortune economiche con la produzione
del cacao, delle spezie, del cotone, ma soprattutto dell’oro di Minas Gerais.
Il prossimo aprile sarà allestita una mostra a Belém e verrà creato il "Circuito Landi",
destinato agli studenti della scuola media.
ABRUZZESE IN BRASILE
L
a visita è stata guidata dal consigliere
regionale, Donato Di Matteo che ha sottolineato "Siamo qui in Brasile per conoscere
le vere esigenze dei nostri connazionali". Medico di professione, il consigliere ha incontrato rappresentanti delle strutture sanitarie.
"Devo dire che a San Paolo c’è una struttura
molto valida di professionisti che fanno la
prima accoglienza, con i quali ho stabilito dei
contatti per la fornitura di medicinali di vario
tipo in modo che possano sviluppare ulteriormente la loro opera di assistenza gratuita",
ha spiegato. Inoltre, parla dell’importanza di
riaprire l’ospedale italiano a San Paolo.
L’ Abruzzo vuole intensificare la sua presenza in Brasile, promuoversi turisticamente,
ma anche nei settori culturale ed economico.
Offrire ai giovani la possibilità di realizzare
stage e specializzazione presso le sue università è uno degli altri obiettivi. (V.S.)
L’ICE ALLA CONVENTION SUL COMMERCIO INTERNAZIONALE
S
i è tenuta a Milano il mese
scorso la Convention sul Commercio Internazionale. Riccardo
Landi, direttore dell’ICE per il
Brasile, era presente e ci ha rilasciato questa intervista.
Quali sono gli obiettivi di questo incontro?
Promuovere lo scambio di opinioni e di proposte sulle possibili
nuove strade da intraprendere per
favorire l'internazionalizzazione
del Sistema Italia.
Riguardo il mondo finanziario e
bancario, come vanno le cose?
La questione del sostegno finanziario per l'internazionalizzazione
del Sistema Italia è stata evidenziata più volte, anche da parte dei
ministri Claudio Scajola e Adolfo Urso. Sono
state spesso citate delle priorità settoriali e
geografiche dell’Italia, nelle quali il Brasile ha
figurato molte volte.
Quindi l'Italia avrebbe le strutture ed i capitali per investire in Brasile?
Le risorse economiche a disposizione del sistema pubblico per la promozione e l'internazionalizzazione a livello generale non sono in
aumento.
Questo è ciò che concerne quello pubblico,
e quello privato?
Le piccole e medie aziende devono investire
all’estero con accuratezza e per farlo devono
essere guidate dalle istituzioni pubbliche. Per
il Brasile sarà un anno di incrementi molto
significativi, sia nei settori tradizionali che in
quelli nuovi. Però, rimane sempre il problema
delle risorse che non crescono e danneggiano
il Sistema Italia.
Cosa si potrebbe fare per aiutare le aziende?
Ci vuole un coordinamento alle attività affinché non ci siano ripetizioni di interventi e
sovrapposizioni, che poi potrebbero non produrre i risultati desiderati.
L’assenza di banche italiane in Brasile non
crea delle difficoltà all'imprenditore?
È forse la più grande difficoltà, dato che le
aziende presentano dei prodotti o delle tecnologie di altissima qualità-prezzo, le istituzioni pubbliche si sforzano per creare ottimi
incentivi, ma quando si va a negoziare il costo
completo dell'operazione, vengono fuori le
condizioni finanziarie sfavorevoli.
Non si potrebbe stabilire un accordo con la
banca brasiliana di fomento?
Questa ipotesi è giusta, almeno finché le
banche italiane non saranno tornate in Brasile. E nel frattempo vanno istaurate collaborazioni anche con gli istituti brasiliani, come
il BNDS.
Quali sono i partecipanti alla missione di
fine marzo in Brasile?
La Confindustria, l'ICE e l'ABI, oltre alla presenza del ministro delle Attività Produttive Claudio
Scajola e del suo vice Adolfo Urso. (V.S.)
BERLUSCONI E PRODI:
AUDIENCE RECORD
S
econdo l’Auditel, che misura l’audience,
oltre 16 milioni di italiani hanno visto
il primo dibattito televisino tra Silvio Berlusconi e Romano Prodi, trasmesso dalla
radiotelevisione statale, la RAI. Mancando
ormai poco alle elezioni generali del 9 e 10
aprile, il confronto tra i candidati ha registrato un audience record, simile a quello
ottenuto durante le trasmissioni di partite
di calcio della nazionale italiana.
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COMUNITÀ ITALIANA
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MARÇO 2006
MARÇO 2006
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COMUNITÀ ITALIANA
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Saúde
Saúde
de Paget (alteração do processo de remodelação
do esqueleto). Existe também o remédio do mercado americano ibandronato sódico, consumido
uma vez por mês por via oral.
— Mas qualquer uma destas opções deve ter
o acompanhamento médico para avaliação de
caso a caso — pondera a especialista.
14 milhões de idosos
brasileiros têm a doença
P
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preventivo de sua evolução — explica a reumatologista Evelin Goldenberg. Medicamentos específicos lançados recentemente já circulam no
mercado brasileiro, divididos entre bisfosonatos,
que inibem a reabsorção óssea, e tereparatide,
drogas que estimulam a formação do osso. Entre
os bisfosfanatos estão o risendronato, ingerido
via oral uma vez por semana, o pamindronato,
de uso endovenoso a cada três meses, e o zolendronato sódico, aplicado uma vez por ano via
endovenosa, e já utilizado para tratar a doença
Reprodução
‘BEBA’ MODERADAMENTE
C
A
cerveja, acredite, atua positivamente sobre os processos inflamatórios em algumas doenças crônicas. É o que
aponta um estudo divulgado pela faculdade de Medicina da
Universidade de Innsbruck. Segundo a equipe de pesquisadores, os experimentos realizados com células sanguíneas demonstraram que a cerveja pode bloquear algumas infecções
e doenças crônicas. As substâncias contidas nos extratos de
cevada parecem ter um impacto parecido ao que se atribui ao
vinho tinto. E os chás verde e o preto no organismo, cujo efeito positivo para a saúde, sobretudo nas doenças coronárias, é
reconhecido cientificamente.
MALHAÇÃO
S
Reprodução
A médica Evelin Goldenberg é autora do livro “O coração sente, o corpo dói — Como reconhecer
e tratar a fibromialgia” (Ed. Atheneu), mestre e doutora em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — Escola Paulista de Medicina. Defendeu tese de doutorado sobre o
tratamento da fibromialgia com acupuntura. É também coordenadora do curso de pós-graduação
em reumatologia, com ênfase ocupacional do Hospital Albert Einstein, São Paulo.
e você é magro, não pense que pode deixar de se
exercitar. Segundo um estudo britânico publicado no
International Journal of Obesity, as pessoas magras também correm risco de ter problemas cardíacos. A equipe de
cientistas mediu os níveis do colesterol LDL (chamado de
colesterol ruim, que bloqueia as artérias do coração) em
três diferentes grupos de pessoas: 37 magros que fazem
exercícios, 46 magros que não se exercitam e 28 obesos
adeptos da ginástica. Eles constataram que os magros que
se exercitam tinham níveis bons de LDL, mas que magros
e obesos que não se exercitam tinham níveis mais altos e
semelhantes entre eles.
MENOS REFRIGERANTES
ientistas da República Tcheca desenvolveram uma vacina que pode ajudar
a prevenir infecções de ouvido em crianças
pequenas. Também conhecida como otite,
a infecção pode ser bastante dolorosa e,
muito raramente, pode provocar danos de
longo prazo. Segundo a revista médica The
Lancet, a vacina é efetiva contra duas bactérias, streptococcus pneumoniae e haemophilus influenzae. Especialistas britânicos
manifestaram preocupação com a vacinação
de crianças contra o que geralmente é uma
infecção branda.
LONGEVIDADE
P
ouco conhecido aqui no Brasil, o mirtillo,
também chamado de arando ou uva do monte, na Europa e nos Estados Unidos, é ingerido
sob a promessa de longevidade, devido às propriedades nutricionais. Segundo o pesquisador
da Embrapa, Luis Eduardo Correia Antunes, a
iguaria contém substâncias antioxidantes, que
retardam o envelhecimento e inibem o aparecimento de certos tipos de câncer. Além de regularizar a taxa de açúcar no sangue. No Brasil, o
mirtillo pode ser encontrado nos supermercados
mais sofisticados.
COMO COMER CHOCOLATE
O
consumo de bebidas gasosas foi ligado à obesidade
por um estudo realizado por pesquisadores americanos. O cientista Barry Popkin, que dirigiu a pesquisa, pediu às autoridades de saúde do país que obriguem os fabricantes de refrigerantes a incluirem nas embalagens uma
advertência sobre esse risco. Popkin disse aos meios de
comunicação locais que a obesidade está aumentando nos
EUA devido à alta média de consumo de bebidas gasosas. O
pesquisador também se pronunciou a favor de um aumento
dos impostos a este tipo de bebida, como a decisão adotada para o caso do fumo, outro produto considerado pelos
analistas como prejudicial à saúde. A obesidade dobrou nos
adultos dos EUA nos últimos 30 anos, e triplicou entre as
crianças. Segundo os últimos estudos, cerca de 60% da população tem sobrepeso ou é obesa.
COMUNITÀ ITALIANA
s desentendimentos entre os casais não
resultam apenas em irritação e, às vezes,
lágrimas. Eles podem endurecer as artérias, de
acordo com um estudo da Universidade americana de Utah. Mas o que causa o espessamento e a obstrução das artérias é diferente
em homens e mulheres. Nas mulheres, os problemas de circulação acontecem quando elas
ou o parceiro demonstram hostilidade entre
si. Nos homens, o problema ocorre quando um
dos dois quer controlar o outro. O estudo envolveu 150 casais.
BOA AUDIÇÃO
Reprodução
C
ientistas da Universidade da Califórnia identificaram uma droga que
parece bloquear o avanço do mal de Alzheimer, de acordo com um estudo publicado no jornal médico Neuron. A droga AF267B reverteu a perda de memória
e problemas de aprendizado em testes
realizados em camundongos. Análises mostraram também que ela reduz
a quantidade de pedaços e nódulos de
proteínas geralmente encontrados em
pacientes com a doença. A droga foi desenvolvida para ativar receptores de um
químico cerebral chamado acetilcolina,
abundantes em duas áreas do cérebro, o
hipocampo e o córtex.
Evelin Goldenberg: “identificação precoce é fundamental
Dados alarmantes sobre a osteoporose foram
apresentados recentemente durante o último
congresso mundial da IOF (Fundação Internacional de Osteoporose), realizado em 2000, em
Chicago: cerca de 200 milhões de pessoas no
planeta estão sofrendo da doença, e as fraturas
por fragilidade tornaram-se um grande desafio
em termos de saúde pública mundial. No Brasil,
os primeiros indicadores de um censo que vem
sendo realizado alertam para o grande número
de idosos (14 milhões), população de maior risco para desenvolver a osteoporose.
Atualmente a OMS conceitua de forma mais
técnica e operacional os pacientes osteoporóticos: seriam aqueles que ao realizarem o exame
de densitometria óssea, têm uma (BMD) densidade mineral óssea abaixo de -2,5 desvios-padrão comparado com a massa óssea de adultos
jovens. Sólidos estudos epidemiológicos demonstraram que a redução de um desvio-padrão
aumenta em duas vezes o risco de desenvolvimento de uma fratura. Estes dados fornecem bases teóricas para a utilização de medicamentos
que, ao aumentarem a BMD, reduzam o risco das
fraturas por osteoporose. Atualmente nos Estados Unidos só obterá liberação do FDA o medicamento que prover aumento da massa óssea e
redução efetiva das fraturas.
Reprodução
CURA PARA ALZHEIMER
O
ESTATÍSTICAS ASSUSTAM
Divulgação
erda de altura, com visual corcunda, diminuição da caixa torácica, prisão de
ventre pela curvatura do corpo sobre o
abdômen e, finalmente, a dor. Estes são os principais sinais de que a osteoporose avançou. O
grande problema é que até chegar a esse estágio, a doença é silenciosa, não provoca dor e
seus sintomas são discretos. Com a diminuição
da massa óssea, cresce naturalmente o risco de
fraturas. Em mulheres, a fratura vertebral é observada em 16% dos casos, a fratura do fêmur,
em 17,5%, e a fratura do pulso está presente em
16% das pacientes, sendo que em 39,7% é possível observar um dos três tipos.
O melhor caminho é a prevenção e não basta apenas utilizar suplementos alimentares. Em
pesquisa recente, o New England Journal of Medicine publicou que o uso do cálcio e da vitamina D como suplementos alimentares não previne
a osteoporose. O estudo foi realizado com um
grupo de mulheres acima de 50 anos durante um
período de sete anos.
Para uma boa prevenção é fundamental conhecer o grupo de risco, composto por mulheres
em idade média de 50 anos, que apresenta menopausa precoce. As orientais com pele clara e
de baixa estatura são as vítimas mais comuns.
Além do índice baixo de cálcio, o aumento do
consumo de sal e café, o sedentarismo, o uso
prolongado ou excessivo de certos medicamentos, como a cortisona, o abuso do álcool, o tabagismo, o uso de hormônios firoidianos e a hereditariedade também contribuem para aumentar os riscos do desenvolvimento da doença.
— Seja em consulta clínica ou através de
exames específicos, a identificação precoce da
osteoporose é fundamental para um tratamento
BRIGAS DE CASAL
Reprodução
Osteoporose
SaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSalute
Reprodução
SaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSalute
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MARÇO 2006
MARÇO 2006
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Se você não vive sem chocolate, prefira a parte da manhã (até no café da manhã vale) e o início da
tarde para degustá-lo:
Evite comer à noite. Como ele é estimulante, pode atrapalhar o sono ou até causar insônia em pessoas mais sensíveis;
Não coma chocolate antes das principais refeições, como almoço e jantar. Ele pode tirar a fome e
fazer com que você deixe de lado alimentos importantes para uma dieta equilibrada;
O chocolate branco é feito com manteiga de cacau e, por isso, tem mais calorias do que o preto,
que é feito apenas com o cacau. Opte pelo preto;
Evite comer em dias muito quentes, pois pode causar diarréia;
Os chocolates light têm menos gordura e, por isso, menos calorias. Os diet (que são a maioria) têm
menos açúcar e são indicados para pessoas com diabetes;
Chocolate com biscoito, frutas etc. em geral têm menos calorias do que os chocolates ao leite;
Os pais devem deixar as crianças comer chocolate após as refeições. Dessa forma, evita-se que elas
comam um doce de sobremesa e, depois, um chocolate no meio da tarde.
COMUNITÀ ITALIANA
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Notizie
Notizie
CAMPANIA A RIO
Scheda lunga 65 cm per le prossime elezioni
C
I
P
febbraio il virus dell’influenza aviaria è arrivato
nella Penisola e nonostante abbia ucciso solo alcuni cigni ed anatre, il consumo di carne di pollo, tacchino e uova è crollato del 70%. Il governo garantisce che
è tutto sotto controllo, ma la popolazione continua ad
avere paura. Questi forti cambiamenti nel mercato, mettono in rischio duecentomila posti di lavoro.
ADESSO È SICURO, LUIGI TENCO SI SUICIDÒ
N
on ci sono più dubbi né misteri. Il cantante si suicidò nella notte del lontano
27 gennaio 1967 a San Remo, dopo la sua eliminazione dal Festival, al quale
aveva partecipato con la canzone "Ciao amore ciao", cantata in coppia con Dalida.
L’esame autoptico del corpo di Tenco era stato richiesto dal procuratore di San Remo, Mariano Gagliano, per chiarire i fatti.
I MUSEI VATICANI COMPIONO 500 ANNI
Reprodução
S
ono i musei più visitati d’Italia con una media di 35 a
39 persone al minuto e code croniche. Per quest’anno
innumerevoli sono le iniziative in programma per festeggiare
il V centenario. Si inaugurano nuovi allestimenti, si presentano i restauri dei dipinti murali del Pinturicchio, si apre il
nuovo settore della Necropoli Romana, lungo la via Trionfale.
Mostre, convegni, emissioni filateliche, eventi liturgici, sono
alcune delle altre manifestazioni previste.
Berlusconi
sempre più ricco
S
"Più spazio alle donne
all'interno della
Chiesa", dice il Papa
D
urante l’incontro che ha avuto con i
parroci romani per dare inizio alla Quaresima, Benedetto XVI ha annunciato che ci
saranno nuovi spazi e ruoli all’interno della
Chiesa per le donne, ma che continuerà ad essere impossibile concedere loro il sacerdozio,
perché "è un sacramento, non un potere di
cui la Chiesa può disporre a suo piacimento".
A CASA CON LE CENERI DEI FAMILIARI MORTI
ono state pubblicate le dichiarazioni di
reddito dei parlamentari e del governo.
Silvio Berlusconi continua ad essere il più
ricco, ma il suo reddito nel 2004 è un quarto
di quello dichiarato nel 2003, scendendo da
12,762 milioni a "soli" 3,55 milioni di euro. Ma i suoi guadagni presto torneranno ai
livelli più alti dato che nel 2005, le otto società controllate da Fininvest hanno chiuso
il bilancio con quasi 173 milioni di utili.
"Aiutate più in casa",
dice Ciampi agli uomini
I
n tempi di pari opportunità, emerge il triste dato sulle faccende domestiche che
continuano ad essere destinate sempre e solo
alle donne, nonostante anche loro abbiano un
lavoro fuori casa. Ed il rimprovero agli uomini arriva direttamente dal presidente Ciampi:
"Auspico nuovi equilibri nella vita di coppia,
una migliore ripartizione dei compiti", dichiara nell’8 marzo. Secondo Eurostat, le italiane
lavorano più degli uomini, ma guadagnano
meno e hanno meno occasioni di carriera.
L
’iniziativa si va diffondendo in varie città italiane, dopo la legalizzazione da
poco più di un anno. Nel 2005, 370 cittadini romani hanno chiesto di portare a
domicilio i resti del caro estinto. Nello stesso anno le cremazioni nei cimiteri della
capitale hanno raggiunto quota 20 per cento del totale delle esequie, con un aumento del 23,4 per cento rispetto al 2004. Di certo si tratta di un’alternativa molto
più economica dell’acquisto di un posto al cimitero.
Reprodução
I
Più spazio alle
donne in politica
CARITAS APRE IL
SUPERMERCATO DEI POVERI
L
E
ntro l’estate, presso il quartiere di
San Giovanni, sarà aperto un vero e
proprio supermercato riservato ai poveri di Roma. All’"Emporio della famiglia"
si potrà accedere e prelevare generi alimentari e di prima necessità gratuitamente grazie ad una carta ricaricabile.
La struttura sarà finanziata in parte con i
soldi raccolti nella Fontana di Trevi.
COMUNITÀ ITALIANA
Reprodução
IL CROCIFISSO RESTA NELLE SCUOLE
er le prossime elezioni politiche del 9 e 10 aprile verrà utilizzata una maxi scheda che è
stata subito soprannominata "scheda lenzuolo". Le coalizioni risultano disposte orizzontalmente con i loro simboli in successione. "So che si è fatta dell’ironia sulla lunghezza delle
schede. Vorrei ricordare che negli Stati Uniti la lunghezza qualche volta va ben oltre il metro",
dichiara il ministro degli Interni, Giuseppe Pisanu. E aggiunge: "La correzione delle schede si è
resa necessaria proprio per salvaguardare la neutralità delle modalità di voto". Pisanu ha anche
ufficializzato la data delle elezioni amministrative che si svolgeranno il 28 maggio.
mportante incontro della comunità campana organizzato dal presidente della
Associazione Campani a Rio, Alfredo Apicella presso la sede del Coni-Brasile. Hanno
partecipato, oltre al Dirigente Responsabile
Settore Politiche Migratorie della Regione
Campania, Massimo Angrisano e al console
Ernesto Bellelli, numerosi conterranei della
terra di Pulcinella. Due obiettivi prinicipali dell’incontro. Il primo quello di stringere
maggiormente i legami con le associazioni
campane all’estero, mostrando che le istituzioni campane sono presenti oltre che
in maniera epistolare anche fisicamente.
Il secondo quello della promozione della
stessa regione Campana e dei suoi prodotti
all’estero.
- Da due anni stiamo formando 10 ragazzi e ragazze per metterli in collegamento
con il mondo della piccole e media impresa
campana in modo tale da costruire questo
ponte tra la Campania e i vari paesi dove
sono più radicati i nostri discendent – ha
fatto presente Massimo Angrisano.
L’incontro, poi è stato un’occasione per
mostrare gli ottimi risultati del corso di pizza acrobatica che sta coinvolgendo sempre
più allievi e il rilancio di vecchi progetti come quello della compagnia teatrale napoletana per poter sfruttare lo splendido palco
al 2º piano di Casa d’Italia e così tenere
vivo il legame culturale con la tradizione,
cultura e cinema campano.
Reprodução
A
Daniela Federici
Reprodução
on "Escucha", versione spagnola di "Resta in
ascolto", Laura Pausini ha vinto un Grammy
come miglior album pop latino, cosa mai accaduta ad una donna nella storia della musica italiana. Persino il presidente Carlo Azeglio Ciampi ha
voluto esprimere la sua soddisfazione: "Questo
riconoscimento testimonia il valore della musica
leggera italiana e di una delle sue più giovani e
rappresentative interpreti". Come se non bastasse, dagli Stati Uniti sono arrivati altri due riconoscimenti per Laura. L’artista ha ricevuto due
indicazioni ai Billboard Latin Music Awards, in
programma il 27 aprile a Miami. Lei parteciperà
nelle categorie Latin Pop Album of the Year Female, con "Escucha" e Latin Pop Airplay Song of the
Year con la versione spagnola di "Vivimi".
POLLO IN CADUTA LIBERA
l Consiglio di Stato sostiene che il crocifisso deve restare in classe non in quanto "suppellettile" o "oggetto di culto", ma perché "è un simbolo che esprime valori
civili come tolleranza, rispetto reciproco, valorizzazione
della persona e dei suoi diritti, che hanno un’origine religiosa ma che sono poi quelli che delineano la laicità dello
Stato". Questa la risposta al ricorso di una finlandese che
aveva chiesto la rimozione del crocifisso dalla scuola media frequentata dai suoi figli ad Abano Terme (Padova).
LAURA PAUSINI VINCE IL GRAMMY
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MARÇO 2006
a strada è ancora molto in salita, ma
qualche piccolo cambiamento ci sarà
quando si insedierà il quindicesimo parlamento repubblicano. Invece di 96 donne,
come accade 5 anni fa, ci saranno 150. Il
ministro per le Pari Opportunità, Stefania
Prestigiacomo commenta: "Un incremento
ci sarà, ma non sarà la rivoluzione rosa per
la quale mi sono battuta. L'obiettivo è molto lontano". I partiti con maggior numero
di donne restano Ds e Prc.
MARÇO 2006
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COMUNITÀ ITALIANA
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Copertina
«Elezioni 2006«
«Elezioni 2006«
Reprodução
Reprodução
Voto: più rappresentatività
agli italiani all’estero
Ci si avvicina lentemente, anzi si avvicinano lentamente. Si parla ovviamente
delle tanto attese elezioni politiche per il rinnovo del parlamento italiano.
Per la prima volta nella storia italiana anche i residenti all’estero potranno
parteciparvi. In Italia si svolgeranno domenica 9 e lunedì 10 aprile. Per i
residenti all’estero la procedura di voto sarà per corrispondenza
D
Giordano Iapalucci
opo essere stata modificata per ben due
volte, la carta costituzionale, per sancire il diritto al voto agli italiani residenti all’estero, con la Legge 27 dicembre
2001, n. 459 sono state messe nero su biano le
norme per l’ esercizio del diritto di voto. Secondo
un recente decreto del Ministero dell’Interno, di
concerto con quello degli Esteri e degli Italiani
nel Mondo sono 3.520.809 gli italiani che, fuori
dall’Italia, dovranno ricevere il plico contenente
la scheda elettorale. Per l’elezione dei 12 deputati e 6 senatori al Parlamento Italiano, la legge
prevede che gli oltre 3 milioni e mezzo di elettori residenti all’estero siano suddivisi in 4 ripartizioni chiamate circoscrizioni estero: a) Europa,
compresi i territori asiatici della Federazione
russa e della Turchia; b) America meridionale; c)
America settentrionale e centrale; d) Africa, Asia,
Oceania e Antartide. In Europa risiedono il 57%
dei votanti (2.039.149). Seguono poi America
meridionale con i suoi 885.673 (25%), America
settentrionale e centrale (403.597), Africa, Asia,
Oceania e Antartide con 192.390. In Sudamerica
si concorre all’elezione di 3 deputati e 2 senatori
ma sembra proprio che i rappresentanti brasiliani siano svantaggiati rispetto a quelli argentini.
Quest’ultimi possono contare su ben il 52% dell’elettorato attivo presente nell’America del Sud
mentre quelli brasiliani su poco più del 23%. Oltre a questo gli elettori argentini sono più concentrati: la sola Buenos Aires ha quasi tanti voti (143.528) quanto tutto il Brasile (173.380).
30
‘L’Italia ce la farà ad andare forte nel mondo, e
così sarà possibile organizzare anche un po’
di felicità con un senso di solidarietà, e di
giustizia redistributiva’ — Romano Prodi
Questo si traduce in una maggiore comunicazione ed efficacia nella campagna elettorale.
— Credo che sarebbe importante che i due maggiori paesi dell’America Latina, Brasile e Argentina portino per lo meno 1 deputato e 1 senatore
a testa in Parlamento — augura Edoardo Pollastri, candidato al senato per l’Unione.
COME SI VOTA
Come detto la legge che disciplina il voto degli
italiani all’estero è la 459 del 27 dicembre 2001:
chi la volesse consultare non è difficile trovarla
su internet (www.parlamento.it/parlam/leggi/
01459l.htm). Saranno presentati alcuni punti importanti della nomativa affinché l’elettore
possa avere meno dubbi e più certezze nel momento di apporre la croce. Innanzi tutto rispetto
al sistema di voto brasiliano esiste una radicale
differenza: in Italia (e quindi anche in occasione di questo appuntamento elettorale per chi
risiede all’estero) non si vota elettronicamente
come in Brasile, ma su materiale cartaceo (scheda elettorale) con penna nera. Come stabilisce
la legge “l’elettore vota tracciando un segno
sul contrassegno corrispondente alla lista da
lui prescelta o comunque sul rettangolo che lo
contiene. Ciascun elettore può inoltre esprimere due voti di preferenza”. Attenzione quindi si
possono dare fino a due preferenze, non di più!
‘Il voto di preferenza è espresso scrivendo il cognome del candidato nella apposita riga posta
accanto al contrassegno votato. È nullo il voto
di preferenza espresso per un candidato incluso
in altra lista’.
Ma come arriveranno a casa degli italiani residenti all’estero le schede elettorali? Saranno
gli stessi consolati che dopo aver provveduto
alla stampa del materiale elettorale invieranno
entro il 22 marzo prossimo, presso le residenze,
un plico contenente il certificato elettorale, la
scheda elettorale, una busta affrancata recante l’indirizzo dell’ufficio consolare competente e
un foglio con le indicazioni delle modalità per
l’espressione del voto, il testo della legge sopracitata e le liste dei candidati nella ripartizione
di appartenenza. È importante che gli elettori
COMUNITÀ ITALIANA
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MARÇO 2006
‘Il 9 aprile si confronteranno due diverse
visioni dell’Italia, quella della libertà e dello
Stato leggero e quella dei partiti che vengono
da una vecchia ideologia’ — Silvio Berlusconi
che, a quattordici giorni dalla data delle votazioni in Italia, (ovvero al 27 marzo n.d.r.) non
abbiano ricevuto al proprio domicilio il plico, lo
richiedino presso l’ufficio consolare.
Affinché il voto sia valido, le schede elettorali non devono recare alcun segno di riconoscimento e devono essere rispedite “non oltre
il decimo giorno precedente la data stabilita
per le votazioni in Italia”: ossia il plico elettorale deve essere rispedito tassativamente entro
il 30 di marzo. Possono sembrare piccole cose
ma sono molto importanti per la riuscita finale
e il conseguimento di quello che viene chiamato diritto-dovere del voto. I tempi, infatti, in
tutto questo processo elettorale saranno molto
importanti. Anche i rispettivi uffici consolari
dovranno attenersi a rigidi ma inevitabili paletti. Le buste che non perverranno entro le ore
16.00 di giovedì 6 aprile non saranno spedite in Italia per essere scrutinate e quindi non
concorreranno alla formazione del nuovo parlamento italiano; la legge prevede infatti che
siano incenerite.
MARÇO 2006
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LA “CAMPAGNA ELETTORALE”
Tempi stretti, anzi strettissimi. Forse il termine
“campagna elettorale” per la circoscrizione estero e nello specifico per il Brasile è molto forzato.
Chi fosse stato in Italia in quest’ultimo mese si
sarà reso conto di quanto al di là dell’Ocenano
sia anche troppo accesa.
— La campagna elettorale in italia appare
come una lotta all’ultimo sangue. Noi, in America Latina per fare una campagna elettorale efficace avremmo avuto bisogno di molto più tempo con un territorio 70 volte l’Italia. È difficile
anche riuscire a raggiungere tutte le persone.
Non hanno tenuto conto che è la prima volta
che votiamo e quindi la struttura è da costruire
in parte — spiega il candidato alla Camera per
l’Unione, Arduino Monti.
Ma c’è anche chi ritiene che non tutti i mali
vengono per nuocere e questo può anche essere
positivo per le comunità italiane.
— Fare campagna sarà molto complicato.
Ma da un certo punto di vista esiste anche un
vantaggio. Nel senso che chi ha sempre lavorato
COMUNITÀ ITALIANA
per la comunità, costituito patronati e associazioni è conosciuto in ogni caso. Chi invece vuole presentare delle liste opportuniste dell’ultimo
minuto avrà un gran lavoro nel farsi conoscere
— commenta Piero Ruzzenenti candidato alla
Camera per la Lista Tremaglia.
Nell’analisi sui programmi dei vari partiti,
come delle liste civiche si può notare una certa
somiglianza. No, non si tratta di scopiazzature o
cose del genere. Si sa, quando si deve rappresentare una comunità più o meno grande che sia,
le ideologie si mettono un pò da parte e ciò che
subentra è la necessità di rispondere ai bisogni
dei componenti di tale comunità. Vale anche per
il candidato sardo o toscano che in parlamento
privilegerà gli interessi della Sardegna e della
Toscana anche se in prospettiva nazionale, con
la necessità dell’organizzazione sociale, macro e
micro-economica le ideologie emergono. Anche i
candidati che usciranno dalla circoscrizione estero dovranno confrontarsi con problemi legati a
questioni e problemi nazionali nonostante ciò
che più conta agli elettori sarà la rappresentanza
in Parlamento dei propri bisogni e interessi.
‘La proporzione di
voti annullati sarà
enorme; questo
dovuto alla poca,
praticamente
nulla campagna
istituzionale’
CLAUDIO PIERONI
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Copertina
«Elezioni 2006«
«Elezioni 2006«
nullati sarà enorme; questo dovuto alla poca,
praticamente nulla campagna istituzionale. Ritengo necessario cambiare la legge per dare un
tempo sufficiente per la divulgazione all’estero
visto che questa non ci permette una campagna elettorale corretta — commenta il membro
del Consiglio Generale degli Italiani all’Estero e
del Comites di San Paolo, Claudio Pieroni.
Proprio per quanto riguarda il Consiglio Generale degli Italiani è nata una grande polemica.
Con una decisione del TAR (Tribunale Amministrativo Regionale) è stato deciso il blocco delle
attività a poche settimane dal voto.
— In un momento così importante del voto all’estero, una lotta di tanti anni del CGIE ci costringono a rimanere silenziosi visto che neanche una riunione della commissione informazione per discutere la campagna elettorale ci hanno autorizzato a fare — continua Pieroni.
I PARLAMENTARI ESTERI IN ITALIA
Come si concilia il lavoro dei parlamentari che
saranno eletti tra interessi nazionali e delle co-
munità? Come i loro colleghi italiani si rapporteranno in sede parlamentare e come verranno visti in ottica politica? Lo abbiamo chiesto ad alcuni candidati e rappresentanti delle comunità,
ma ciò che sarà davvero importante, anzi fondamentale, sarà il peso della rappresentanza, ovvero dimostrare ai parlamentari italiani e all’Italia intera che gli italiani residenti all’estero sono
presenti nell’atto di democrazia politica più alta:
il voto. Comune in tutti i candidati e non solo,
è l’appello ad andare a votare, che poi sia destra
o sinistra poco importa ma che almeno chi sarà
eletto lo sia con una base forte e ampia.
— Il riuscire a conciliare la politica interna
con quella delle comunità italiane all’estero dipenderà dalla qualità e dalla capacità dei candidati eletti. In realtà dovremo fare quello che
facciamo tutti i giorni. Forse sarà più facile per
noi eletti all’estero partecipare ed essere attenti
alla politica italiana che per i parlamentari eletti
in Italia condividere i problemi degli italiani che
vivono nel mondo — spiega Fabio Porta, candidato alla Camera per L’Unione.
ALCUNI NUMERI SULLO STIPENDIO E ALTRE
FACILITAZIONI DEI PARLAMENTARI IN ITALIA:
Stipendio totale Euro 19.150,00 al mese
Stipendio base circa Euro 9.980,00 al mese
Portaborse circa Euro 4.030,00 al mese
(generalmente parente o familiare)
Rimborso spese affitto circa Euro 2.900,00 al mese
Indennità di carica (da Euro 335,00 circa a Euro 6.455,00)
— Sono dell’opinione che i candidati eletti
dovrano abitare in Italia, e forse di tre in tre mesi
visitare la loro base, ma sarà impossibile coprire tutto il territorio. I consiglieri CGIE e Comites
saranno fondamentali in questo contesto, al contrario di quello che molti dicono, ovvero che CGIE
e Comites perderanno il loro spazio. Dovranno essere un ponte fra la comunità locale e i parlamentari eletti. Chiaramemnte gli eletti saranno rappresentanti al completo e non solo parzialmente;
chiaro che dovrano occuparsi piu di noi all’estero,
ma anche le questioni nazionali dovranno interessare per rappresentarci nelle problematiche italiane. Esiste una buona parte dei politici italiani che
non concorda con questo principio e credo che
metteranno degli ostacoli. È il primo mandato dei
nostri deputati e senatori e quindi sarà un periodo di conoscenza, studio e scambi di reciproche
esperienze — commenta Claudio Pieroni.
— Noi, come liste civiche avremo probabilmente più difficoltà sotto l’aspetto della
collocazione politica all’interno del Parlamento
rispetto ai partiti. L’importante è non scendere
a compromessi ma fare accordi, altrimenti ti ritrovi alla mercé di tutti. Chi vincerà ed ha famiglia sicuramente avrà problemi. Bisognerà che si
divida un pò qua e un pò là — chiarisce Corrado
Bosco, candidato per la lista civica Usei.
— Ritengo che per fare un lavoro ben fatto
in favore delle comunità italiane bisogna passare almeno 20 giorni al mense in Italia. Poi l’attività principale non sarà tanto quella di venir
qui a fare discorsi ma stare là a fare le leggi o
proporne di nuove. Insomma creare quelle condizioni affinché si possa aiutare concretamente
gli italiani all’estero. Non si può svolgere bene
questo lavoro stando nelle proprie sedi che sia
Brasile, Argentina o Australia. Quindi sarà un lavoro piuttosto massacrante. Evidentemente bisogna dedicarsi. Se uno vuole avere solo il piacere di fregiarsi di titolo di senatore o deputato,
allora serve a poco — esplica Piero Ruzzenenti,
candidato alla Camera per la Lista Tremaglia.
Per il senatore Enrico Pianetta, garante per il
Brasile di Forza Italia, il lavoro dei parlamentari eletti all’estero sarà esattamente come quello
dei parlamentari eletti in Italia. Come prevede
l’articolo 67 della Costituzione, ogni parlamentare rappresenta la Nazione e la Repubblica. Si
tratta di rappresentare le comunità italiane all’estero e di affrontare e risolverne i problemi. I
parlamentari eletti dovranno promuovere misure
per gli italiani all’estero. Crede quindi che la capacità di aggregazione di consenso e la valutazione delle disponibilità finanziarie che permettano di varare misure per garantire i diritti dei
nostri connazionali all’estero, sia la sfida a cui i
parlamentari dovranno confrontarsi.
PARTITI E LISTE IDIPENDENTI
Arquivo
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Telefono cellulare; tessera del cinema; tessera teatro; tessera autobus
– metropolitana; francobolli; viaggi aereo nazionali; circolazione
autostrade; piscine e palestre; FS; aereo di stato;cliniche; assicurazione
infortuni; assicurazione morte; auto blu con autista; ristorante.
32
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
Il 26 febbraio scorso è scaduto il termine per la
presentazione di contrassegni delle liste che si
presenteranno alle elezioni. Esiste una certa differenza tra le liste presentate in Italia e quelle
nelle circoscrizioni estero. Anche tra le stesse
circoscrizioni ci sono differenze. Alcuni partiti
hanno deciso di coalizzarsi con altri in alcune circoscrizioni e in altre concorrere da soli. L’ “Italia
dei valori”, di Antonio Di Pietro (ex-magistrato di
“mani pulite” che indagò sull’affare “tangentopo-
MARÇO 2006
/
li negli anni novanta”),
per esempio, ha presentato un proprio
simbolo e propri candidati solo in Europa,
unendosi alla coalizione di centrosinistra
(Unione) nelle altre tre
ripartizioni. Per quanto
riguarda i due principali
blocchi, quello di sinistra
e quello di destra le strategie sono state differenti in
chiave esteri. Da una parte il
centro-sinistra ha confermato
la sua compattezza intorno al
simbolo dell’Unione e al nome di
Romano Prodi, alla cui coalizione
faranno parte ben 8 partiti (Ds,
Margherita, Rosa nel pugno, Rifondazione Comunista, Comunisti
Italiani, i socialisti di Craxi, Verdi
e Socialdemocratici); dall’altra il
centro-destra la cui coalizione in
Italia è chiamata “La casa delle libertà” ha optato per la presentazione di quattro partiti separati.
Si tratta di Forza Italia, Per l’Italia nel mondo con Tremaglia, UDC
(Unione Democratici Cristiani) e
Lega Nord.
— È necessario essere solidali con l’alleanza di cui facciamo parte. Bisognerà discutere in un processo dialettico
inevitabile in una democrazia parlamentare.
L’unanimità come dicono i brasiliani é burra,
ovvero stupida. La dialettica, visto che sono
di formazione marxista è una cosa importante. Che poi le differenze restano, questo è assolutamente normale, non siamo tutti uguali,
altrimenti non avremmo formato un’alleanza
— commenta il motivo della coalizione “Unione” Arduino Monti.
Ruzzenenti spiega invece il motivo della
scelta di correre separati sottolineando che sarebbe piuttosto difficile spiegare ad un brasiliano di 4ª generazione cosa e quali sono i partiti
in Italia.
— Storicamente l’elettorato brasiliano vota
le persone e non i partiti. Quindi penso sia tempo perso cercare di divulgare un’ideologia — dichiara Piero Ruzzenenti nella scelta del nome
Tremaglia come lista elettorale.
Condivide in parte il ragionamento anche
Edoardo Pollastri che spiega come sia più un voto di fiducia più che politico.
— L’elettorato attivo residente all’estero non
ha piena conoscenza e coscienza di cosa sono e
rappresentano i partiti italiani in lizza per le elezioni. È importante per questo che ci siano dei
nomi forti di richiamo ed un processo di politiJoão Carnavos
Per il candidato al Senato, Antonio Chianello
proprio in virtù della globalizzazione, certi tipi
di problemi sono molto simili da paese a paese.
— La nostra filosofia si deve basare sull’amore, sulla famiglia e sulla cooperazione,
principi base in qualunque parte del mondo.
Tutto questo lo possiamo trasferire anche dentro
il Parlamento. Non ci sono segreti. Il fine ultimo
deve essere il benessere dell’umanità — afferma
il candidato di Forza Italia.
Elemento dolente direttamente collegato alla difficoltà di una forte campagna elettorale è
la partecipazione al voto. Secondo alcune previsioni più o meno ottimiste non dovrebbe arrivare al 50% la percentuale di chi voterà.
— Credo ad un 40% dei votanti. Ma dobbiamo considerare che la proporzione di voti an-
Le buste che non
perverranno entro
le ore 16 di giovedì
6 aprile non saranno
spedite in Italia per
essere scrutinate; la
legge prevede infatti
che siano incenerite
cizzazione, in un prossimo futuro, degli elettori
— spiega il candidato al senato per l’Unione.
Correrà da solo il partito di Mastella, l’Udeur,
che ha deciso di non fare fronte comune con il
centro-sinistra.
C’è chi, poi, ritenendo di rimanere distanti
da schemi politici o magari anche delusi da certe scelte programmatiche o legate alle candidature, ha deciso di far coinfluire le proprie forze
in liste indipendenti chiamate più comunemente
liste civiche.
— Non sono rimasto soddisfatto con l’ideologia del mio partito visto che ha deciso di candidare altre persone anche di opposta ideologia.
Ciò che mi ha fatto decidere per una lista indipendente è che non siamo soggetti a certi tipi di
discorsi partitici. Non c’è stata una preparazione
di questi al di fuori dei confini italiani. Vogliono
poi comandare nella scelta dei candidati — illustra Corrado Bosco, candidato per l’Unione Sudamericana Emigrati Italiani (USEI).
Altra lista presente in America meridionale
è l’AISA (Associazioni Italiane in Sud America),
a cui sono legati nomi come Adriano Bonaspetti, Gianni Boscolo e Walter Petruzziello
per il Brasile.
CURIOSITÀ
Ci sono alcuni “vip” tra i candidati in alcune circoscrizioni estero. Si tratta di della famosa Rita
Pavone che vive in Svizzera e che concorre al senato per la lista “Per l’Italia nel mondo con Tremaglia”; di Guido Renzi, altro cantante conosciuto sopratutto alla fine degli anni sessanta che concorre nella ripartizione Nord America per la Lega Nord-Movimento per le autonomie e Willy Pasini,
sessuolo e giornalista, sempre per la circoscrizione Europa e sempre per la lista Tremaglia.
COMUNITÀ ITALIANA
33
Copertina
«Elezioni 2006«
me un attacco alla laicità dello Stato italiano.
Antonio Di Pietro, leader dell’Italia dei valori, si
è detto meravigliato per l’infrazione al “protocollo secolare” che vieta al pontefice di ricevere politici in campagna elettorale. Esponenti di
Forza Italia allo stesso tempo hanno fatto sapere che il Papa, anche quando incontra personalità istituzionali, non fa mai politica, ma esercita
il suo magistero.
Anche importanti esponenti della letteratura italiana si sono pronunciati in merito all’appuntamento elettorale. Chi ha fatto la voce
grossa contro l’operato del governo sono stati Umberto Eco e Claudio Magris, intellettuali
molto conosciuti all’estero. In una recente intervista a Repubblica lo scrittore de “Il nome
della Rosa” ha fatto sapere che nel caso di altri
cinque anni di sfacelo, potrebbe pure andarsene all’estero, ma la maggioranza di voi in questo paese deve viverci.
Ha suscitato un polverone la scelta da
parte del più importante
giornale italiano e con la
maggior tiratura, di appellarsi ad una tradizione non
tanto italiana ma più anglosassone, ovvero quello
di schierarsi apertamente
nella scelta della coalizione politica. È stata de “Il
corriere della sera” il cui
direttore Paolo Mieli ha
invitato gli elettori a cambiare direzione rispetto alle ultime elezioni del 2001
e di andare con il centrosinistra. Le reazioni non si
sono fatte aspettare e lo
stesso Berlusconi ha fatto sapere che “il Corriere
è un giornale che supporta la sinistra. I suoi lettori sapevano già di leggere
qualcosa vicino al giornale
PIANETTA
Unità. Ciò che ha scritto
Mieli dimostra che la sinistra ha conquistato un altro pezzo della società”. Anche gli esponenti del centro-sinistra
si sono fatti sentire. Fausto Bertinotti, segretario del partito della Rifondazione comunista
ha detto che “Mieli ha compiuto una scelta di
trasparenza democratica fornendo garanzie per
tutti non mistificando la realtà”.
‘La capacità di
aggregazione e
la valutazione
delle
disponibilità
finanziarie sarà
la sfida con cui
i nostri colleghi
dovranno
confrontarsi’
34
LA SCELTA È TUA
Nella scelta finale del voto, data anche la sovrapposizione di molti punti nei vari programmi
Italiani votate!
In un’intervista in esclusiva il console italiano a Rio, Massimo Bellelli, parla sul nuovo e atteso
appuntamento elettorale dell’Italia e degli italiani residenti all’estero presentando aspetti importanti nella
disputa per due senatori e tre deputati nella circoscrizione estero dell’America del Sud
Giordano Iapalucci
Il membro della Presidenza del CGIE, Claudio Pieroni
dei partiti e coalizioni sarà forse interessante
che l’elettore pensi anche a ciò che comporterà il proprio voto nel futuro dell’Italia visto che
il parlamento legifererà anche e sopratutto per
leggi che avranno effetto in Italia. È dunque
importante che l’elettore si informi bene sulle legislature, sui governi passati, sullo stato
dell’economia presente e passata, come anche
sui programmi dei partiti. Si dice sempre che gli
italiani all’estero sono una risorsa per l’Italia.
Ma poiché esiste un rapporto di reciprocità in
questa affermazione anche gli italiani all’estero
saranno contenti e rincuorati da una sana e robusta economia italiana che potrà aiutare negli
scambi commerciali. Non sono poi da sottovalutare le linee ideologiche sull’organizzazione statale delle due forze politiche principali. Entrambe si dichiarano per uno “stato leggero”. Da una
parte, il centro-sinistra, lo vede come una istituzione che organizza e affina le proprie funzioni
di arbitro e non di giocatore e che determina le
regole della concorrenza in tutti i settori. Dall’altra uno stato che, come ha più volte ripetuto
Berlusconi, “faccia poco ma faccia bene” e che
per il resto ceda il passo ai privati, secondo quel
concetto di sussidiarietà che è uno dei cardini
della concezione dello stato liberale di Forza
Italia. Buon voto a tutti quindi, essendo coscienti che il risultato dei voti delle circoscrizioni estero potrà far pendere l’ago della bilancia
per il risultato generale delle elezioni.
UTILITÀ
— La Farnesina prosegue la propria campagna di informazione sul voto all’estero e comunica che
sono operativi due nuovi numeri telefonici che permetteranno di accedere a un’esauriente serie
di risposte pre-registrate automatiche gratuite, nelle lingue italiano, inglese, francese, spagnolo
e portoghese.
Per chi chiama da rete fissa, il numero a disposizione è il 0039.06.97742103: dopo aver
digitato il numero, l’utente avvertirà il segnale di occupato e dovrà riagganciare; sarà quindi
richiamato automaticamente e potrà ascoltare gratuitamente la registrazione. Il Ministero ha
inoltre predisposto un numero mobile internazionale — 0044.76.24800978 — per chi invia
sms. Tali servizi si aggiungeranno al servizio informativo gratuito con numero verde italiano
800.90.80.08.
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
Comunità Italiana — Come lei osserva lo
svolgimento delle diverse campagne elettorali dei candidati?
Massimo Bellelli — A prescindere dalla valutazione politica dei vari partiti i loro programmi sono piuttosto simili. C’è qualcuno che
crede ad una ideologia ma la piattaforma programmatica si può dire che è uguale per tutti.
Quello che sarà importante affinché
arrivino effettivamente i finanziamenti
per le richieste dei deputati e senatori
eletti nelle circoscrizioni estero sarà
la percentuale dei votanti. Per essere
ascoltati nel parlamento italiani questi
devono avere una rappresentanza popolare più ampia possibile.
CI — L’elettorato attivo in Brasile è
di 174.380 tra camera e senato. In
Argentina (378.958) sono più del
doppio. Sono cosi avvantaggiati i candidati argentini?
Console — Si, sicuramente sono favoriti. La sola Buenos Aires (143.528)
ha quasi come tutti i votanti del Brasile. Quindi è ovvio che una campagna
elettorale in una città che ha lo stesso
numero dei voti di un paese dalle dimensioni continentali avrà un ritorno
diverso. Certo che i candidati dell’Argentina premeranno più per il loro paese
che per gli altri, ma questo è tutto
sommato comprensibile. Esiste un altro
elemento molto importante però che è
l’allineamento delle liste dei votanti. Chi
è stato più virtuoso avrà maggior ritorno
in sede elettorale. Se uno considera che
il Brasile non è emerso in prima posizione nell’allinemento dei dati risulterà
ulteriormente penalizzato. Per quanto riguarda Rio de Janeiro siamo allineati alla media mondiale quindi la circosrizione
di Rio non ne dovrebbe uscire perdente
da questo punto di vista. Esistono però
altre circoscrizioni in Brasile che non
sono state cosi virtuose. Questo anche
perché il Brasile ha una dotazione organica inferiore rispetto all’Argentina e
questo ci permette di operare in maniera
meno efficiente.
CI — Ci può spiegare meglio l’allineamento?
Console — L’allinemento è “fusione” della lista del Ministero degli Interni con quella degli
Esteri. La lista del Ministero degli Esteri è di
gran lunga più ampia di quella degli Interni
ma si voterà in base a quest’ultima. La nostra
in compenso è più completa nel senso che si
tratta di lista con indirizzi più precisi e corret-
ti. Quella degli Interni può contenere indirizzi
di persone non più viventi o che hanno cambiato indirizzo. Un allineamento non completo
prevederà molti indirizzi sbagliati o non aggiornati. Quindi molte schede non arriveranno
neanche a destinazione. È per questo che è
molto importante il lavoro sull’allineamento,
che tra l’altro non si ferma nonostante ormai
tali della circoscrizione. In Italia non esiste
questo tipo di problema.
CI — Quale sarà l’importanza dei deputati
della circoscrizione estero?
Console — Vedo alcuni elementi significativi.
È la prima volta che si vota ed è stato un processo molto lungo e difficile. È stata modificata
la Costituzione per ben due volte; fatto storico
questo. L’importante è che gli italiani
all’estero possano eleggere dei rappresentanti che diventino portavoce dei
loro bisogni. Questo, in fondo, è stato
l’obiettivo della legge. In realtà all’estero
nonostante le liste di partito, i bisogni
sono più o meno omogenei a prescindere
dal colore politico. Non esistono grandi
differenze. L’importante, quindi, è avere
una voce diretta in parlamento. Certo
che gli stati che riusciranno ad essere
maggiormemnte rappresentati avranno
un vantaggio, anche perché, per il tipo e
la configurazione del sistema elettorale,
i resti andranno a confluire su coloro
che avranno maggiori preferenze. Quindi
sicuramente gli stati minori non avranno
rappresentazione. In questo caso parlo
di Venezuela, Bolivia, Ecuador ecc. Non
sappiamo neanche se il Brasile ne avrà,
forse se la giocherà sui resti. Se non dovrà esserci un eletto in Brasile sarebbe
importante che si stabilisse un collegamento con coloro che saranno eletti. Non
c’è dubbio che la presenza in parlamento
sarà molto importante visto che potranno
presentare progetti di legge come interrogazioni parlamentari. In questo senso
si parla di grande passo storico.
CI — Quali problemi incontrati in
questo processo di riconoscimento
politico?
Console — I problemi maggiori come
ho detto sono i tempi molto stretti. Le
elezioni sono state indette l’11 febbraio quindi solo due mesi sono pochi
sopratutto in un’area continentale. La
campagna elettorale sarà estremamente
ridotta. Noi come Consolato non possiamo far altro che invogliare gli italiani a votare il più possibile. Abbiamo costituito
presso il consolato un ufficio elettorale con
un numero dedicato per dare le informazioni.
Noi come Rio de Janeiro, poi, abbiamo perso
un migliaio di votanti dovuto appunto all’allinemanento. Questo vuol dire che manderemo
meno schede però in teoria dovrebbero arrivare quasi tutte. Meno quantità ma più qualità
potremmo dire.
Arquivo Comunità
Da un punto di vista meramente tecnico ci saranno delle piccole differenze tra il sistema
elettorale adottato in Italia e all’estero. Una di
queste è per esempio che nel Belpaese si vota
in due giorni: domenica 9 e lunedì 10, aprile
mentre all’estero le votazioni si svolgeranno
per corrispondenza. È poi da sottolineare che in
Italia esiste con un sistema proporzionale senza preferenze con premio di maggioranza, differente dall’estero in cui si possono scegliere le
preferenze. Quest’ultima è stata una decisione
per favorire non tanto la scelta del partito ma
della persona che ha operato nella collettività e
per la comunità.
Dalle prime elezioni elettorali dell’era repubblicana (1948), la campagna elettorale in Italia
ha sempre vissuto momenti di grande tensione e
“violenza politica” tale da offuscare e mettere in
secondo piano i reali programmi delle varie forze
politiche. Si parla da molto
tempo ormai del “confronto all’americana” (chissà
poi perché bisogna imitare
sempre tutto dal paese che
ha commercializzato la politica) tra i due principali
candidati alla poltrona di
premier: Romano Prodi, per
l’Unione, e Silvio Berlusconi, per il Polo delle Libertà.
Per quest’ultimo, che ha da
sempre improntato una politica molto legata all’aspetto comunicativo, è il miglior
“campo di battaglia” per
confrontarsi con il proprio
avversario. Non sembra però
andato secondo le previsioni
del premier il confronto del
14 marzo scorso. Il “professore”, secondo i più importanti organi di comunicazioENRICO
ne italiani e stranieri (non
di partito), avrebbe “vinto”
questo primo incontro. A seguito di questo sembra essere nata una certa polemica e crisi nel centrodestra. I suoi due alleati
principali, Fini (AN) e Casini (Udc) sembrano aver
preso le distanze. Lo stesso leader di Alleanza Nazionale ha dichiarato la necessità di essere “più
realisti e più umili visto che in Italia le cose non
vanno bene e che, oggettivamente, esistono dei
problemi”. Non l’ha certo digerita bene Berlusconi
accusandoli di voler abbandonare la nave come i
sorci. “Non hanno capito che se affondo io affondano anche loro. E’ chiaro che quei due stanno
facendo una corsa per il dopo 10 aprile. Entrambi
pensano di prendere il mio posto, di farmi fuori.
Evidentemente ancora non hanno imparato a conoscermi .Anche se io perdo le elezioni, non me
ne vado” ha dichiarato alla stampa italiana il leader di Forza Italia.
Sembra poi che anche la Chiesa e il Vaticano
non stiano facilitando il clima politico italiano.
È dell’inizio di marzo l’annuncio del ricevimento
ad udienza privata tra il Santo Padre, Berlusconi, Pierferdinando Casini (presidente della Camera) e Clemente Mastella (segretario Udeur).
C’è chi nel centro-sinistra ha visto la visita co-
Vezio Nardini
IN ITALIA
«Elezioni 2006«
‘In realtà, all’estero,
nonostante le liste di partito,
i bisogni sono più o meno
omogenei a prescindere
dal colore politico’
MARÇO 2006
/
per le elezioni del 9 aprile le liste dei votanti sono state chiuse al 31 dicembre. Oltre a
questo i tempi previsti dalla legge sono molto
stretti. Il 22 marzo dobbiamo inviare tutto il
materiale per posta. Il voto deve tornare entro
il 6 di aprile per poterlo poi spedire a Roma
per essere scrutinato il 9. Ci sono quindi 15
giorni tra andata e ritorno che non sono certo
molti sopratutto con le dimensioni continen-
COMUNITÀ ITALIANA
35
Consolato Generale d’Italia
Rio de Janeiro
COMUNICADO
COMUNICATO
ELEIÇÕES DO PARLAMENTO ITALIANO
VOTO NO EXTERIOR POR CORRESPONDÊNCIA
ELEZIONI DEL PARLAMENTO ITALIANO
VOTO ALL’ESTERO PER CORRISPONDENZA
Com Decreto do Presidente da República de 11 de fevereiro de 2006,
foi fixada para os dias 9 e 10 de abril de 2006 a eleição para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República.
Na Itália, as votações serão realizadas nas sedes eleitorais dos
Municípios de residência no domingo dia 9 de abril (das 08:00 às 22:
00 hs) e na segunda-feira dia 10 de abril (das 07:00 às 15:00 hs).
Os cidadãos italianos permanentemente residentes no exterior,
inscritos nas listas eleitorais da Circunscrição do exterior, podem
participar das eleições votando POR CORRESPONDÊNCIA. Deverão
votar nos candidatos que se apresentarem na respectiva repartição
da Circunscrição do exterior.
O eleitor residente no exterior, que não tenha manifestado a sua
opção de votar na Itália, receberá por correio do Consulado competente, até o dia 22 de março, um ENVELOPE contendo: um folheto
informativo que explica como votar, o certificado eleitoral, a cédula
eleitoral (duas para o eleitor maior de 25 anos que pode votar também para o Senado), um envelope completamente branco, um envelope já selado com o endereço do próprio departamento consular,
as listas dos candidatos da própria repartição e o texto da lei sobre
voto no exterior.
O eleitor, utilizando o envelope já selado e seguindo atentamente as instruções contidas no folheto informativo, deverá expedir SEM
ATRASO as cédulas eleitorais votadas, de forma que cheguem ao próprio Consulado até no máximo às 16:00 hs (horário local) do dia
6 de abril de 2006.
O voto é pessoal e secreto e é terminantemente proibido votar
mais vezes e enviar cédulas eleitorais por meio de terceiros. Quem
violar as disposições em matéria eleitoral será punido de acordo com
a lei.
O eleitor que até a data de 26 de março de 2006 não tiver ainda
recebido o envelope eleitoral, poderá dirigir-se ao próprio Consulado
para verificar a sua situação eleitoral e solicitar uma segunda via.
A partir da entrada em vigor da Lei no. 22 de 27 de janeiro de
2006 – disponível no site www.esteri.it – podem votar por correio
nas mesmas modalidades e até os prazos acima indicados também os
cidadãos que se encontram temporariamente no exterior por motivos
de trabalho ou em missões internacionais que, para este fim, tenham
se registrado nas devidas listas até o dia 13 de fevereiro de 2006.
O CONSULADO GERAL DA ITALIA ESTÁ A DISPOSIÇÃO DOS CIDADÃOS PARA QUALQUER INFORMAÇÃO ADICIONAL. Tel.(021)2122
1315 ramal 2118.
INFORMAÇÕES DETALHADAS TAMBÉM PODEM SER OBTIDAS NO
SITE www.esteri.it “VOTO ALL’ESTERO”, OU NO TELEFONE 00xx
/ 39/ 06/ 97742103, QUE FORNECE RESPOSTAS PRÉ-DEFINIDAS
GRATUITAMENTE.
Con Decreto del Presidente della Repubblica in data 11 febbraio
2006 sono state indette per il 9 e 10 aprile 2006 le votazioni per
l’elezione della Camera dei Deputati e del Senato della Repubblica
In Italia le votazioni si svolgono presso i seggi istituiti nei Comuni di residenza nei giorni di domenica 9 aprile ( dalle ore 8,00
alle ore22,00 ) e di lunedì 10 aprile (dalle ore 7,00 alle ore 15,00)
All’estero, i cittadini italiani ivi stabilmente residenti, iscritti
nelle liste elettorali della Circoscrizione estero, possono partecipare alle elezioni votando PER CORRISPONDENZA. Essi votano per le
liste di candidati presentate nella rispettiva ripartizione della Circoscrizione Estero.
A ciascun elettore residente all’estero, che non abbia optato per
il voto in Italia entro il 21 febbraio, il Consolato competente invia
per posta, entro il 22 marzo, un PLICO contenente: un foglio informativo che spiega come votare, il certificato elettorale, la scheda
elettorale (due per chi, avendo compiuto 25 anni, può votare anche per il Senato), una busta completamente bianca, una busta già
affrancata recante l’indirizzo dell’Ufficio consolare stesso, le liste
dei candidati della propria ripartizione, il testo della legge sul voto
all’estero.
L’elettore, utilizzando la busta già affrancata e seguendo attentamente le istruzioni contenute nel foglio informativo, dovrà spedire
SENZA RITARDO le schede elettorali votate, in modo che arrivino al
proprio Consolato entro - e non oltre - le ore 16 ora locale del 6
aprile.
Il voto è personale e segreto ed è fatto divieto di votare più volte e inoltrare schede per conto di altre persone. Chiunque violi le
disposizioni in materia elettorale, sarà punito a norma di legge.
L’elettore che alla data del 26 marzo non avesse ancora ricevuto il plico elettorale, potrà rivolgersi al proprio Consolato per verificare la propria posizione elettorale e chiedere un duplicato.
A seguito dell’entrata in vigore della legge 27 gennaio 2006 n.
22 – consultabile sul sito www.esteri.it - possono votare per posta
con le stesse modalità ed entro i termini suddetti anche alcune categorie di cittadini temporaneamente all’estero per motivi di servizio o per missioni internazionali che si siano a tal fine registrati in
appositi elenchi entro il 13 febbraio scorso.
IL CONSOLATO GENERALE E’ A DISPOSIZIONE DEI CITTADINI
PER QUALSIASI ULTERIORE INFORMAZIONE. Tel.(021) 2122 1315
int.2118
INFORMAZIONI DETTAGLIATE SONO INOLTRE DISPONIBILI
SUL SITO www.esteri.it “VOTO ALL’ESTERO” O TRAMITE IL NUMERO 003906 97742103 CHE FORNISCE RISPOSTE PRE-DEFINITE
GRATUITE.
Per informazioni: Consolato Generale Rio de Janeiro: (xx) 2122-2118; Ambasciata – Brasilia – (xx) 61-3442-9900; Consolato Generale – São Paulo
– (xx) 11-3549-5643; Consolato Generale – Curitiba – (xx) 41-3383-1751; Consolato Generale – Porto Alegre – (xx) 51-3230-8237; Consolato – Belo
Horizonte – (xx) 31-3281-4211; Consolato – Recife - (xx) 81-3466-4200
MARÇO 2006
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COMUNITÀ ITALIANA
37
Copertina
«Elezioni 2006«
Istruzioni per
restituire
le schede
Ripartizione: America Meridionale
Plico Elettorale
All’interno del plico, tra le altre cose,
troverete:
• 2 schede elettorali di colore diverso,
una per ciascuna votazione (Camera e
Senato)
• ATTENZIONE: chi non ha compiuto 25
anni di età riceve solo 1 scheda per la
Camera dei Deputati
• 2 buste, una completamente bianca e
una più grande già affrancata con l’indirizzo dell’Ufficio Diplomatico-Consolare.
• le liste dei candidati della Ripartizione
Scheda Elettorale
Scheda Elettorale
CAMERA
SENATO
Liste
Liste
Candidati
Candidati
Si vota tracciando un segno sul contrassegno (o simbolo) della lista prescelta o sul rettangolo che lo contiene.
Si può esprimere il voto di preferenza
scrivendo il cognome del candidato nella riga accanto al contrassegno votato
Il voto è personale, libero e segreto
Dopo aver votato, utilizzando una
penna di colore nero o blu, inserire la
scheda o le schede elettorali nella busta bianca e chiudere la busta
Scheda Elettorale
Scheda Elettorale
CAMERA
SENATO
Inserire la busta bianca nella busta già
affrancata con l’indirizzo della Rappresentanza Diplomatico-Consolare
Inserire il tagliando del certificato
elettorale nella busta già affrancata
ATTENZIONE non inserire il tagliando
nella busta bianca che deve contenere
solo le schede.
Consolato Generale d’Italia
Rio de Janeiro
LETTERA AI CONNAZIONALI
Il 9 e 10 aprile prossimi si votera’ in Italia per l’elezione
della Camera dei Deputati e del Senato della Repubblica. Si tratta della prima volta in assoluto che i cittadini italiani all’estero potranno direttamente votare alle
elezioni politiche, per corrispondenza e senza recarsi
in Patria. Gli elettori qui residenti potranno eleggere,
nell’ambito della circoscrizione del Sud america, 3 deputati e 2 senatori quali loro diretti rappresentanti e
portavoce. E’ un momento importante nel processo democratico nazionale che desidero sottolineare attirando
l’attenzione sul fatto che per consentire il voto al voto
all’estero per corrispondenza, il Parlamento italiano ha
modificato la stessa costituzione della Repubblica. La
richiesta del voto all’estero era stata avanzata da molti
anni, e con crescente insistenza, da molti di voi che
sensibili alla vita politica italiana desideravano avere la
possibilita’ di parteciparvi attivamente, contribuirvi ed
influenzarla per orientare ancor di piu’ l’attenzione verso le esigenze della collettivita’ italiana all’estero.
Oggi il voto e’ una realta’. Il processo elettorale e’
stato avviato, le liste e le candidature sono state presentate e nei prossimi giorni riceverete i plichi elettorale con le istruzioni per il voto e le schede. Tra i
candidati ai seggi della Camera e del Senato vi sono diversi residenti, non solo in Brasile, ma anche in questa
stessa circoscrizione consolare. La qualificata e diversificata presenza dei diversi candidati, ognuno con un
bagaglio di esperienze e di capacita’, dimostra, ove vi
fosse qualche dubbio, la sensibilita’ verso l’Italia ed il
suo processo democratico.
E’ importante che in questo momento gli elettori, a
prescindere dalla fede politica o dall’appoggio al candidato preferito, seguano e partecipino al voto che costituisce un diritto ed un dovere civico e il coronamento
dell’impegno degli italiani all’estero, delle forze politiche in Italia e dell’Amministrazione pubblica stessa, qui
rappresentata dalla rete diplomatico-consolare.
Il Consolato Generale di Rio de Janeiro, proprio per aiutare ed assistere i cittadini qui residenti
nell’espletamento del diritto di voto, ha istituito uno
specifico ufficio elettorale presso cui gli elettori possono fin d’ora controllare se sono regolarmente iscritti
nelle liste dei comuni in Italia e - ove non vi fossero
- avanzare domanda per esservi inclusi. Per evitare di
trovarsi all’ultimo momento in condizioni di non votare
invito tutti fin da ora a rendersi parte attiva e diligente
in tale processo.
POSTA
Chiudere la busta già affrancata e spedirla all’Ufficio Diplomatico-Consolare
NON AGGIUNGERE IL MITTENTE
38
Il CONSOLE GENERALE
MASSIMO BELLELLI
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
Reprodução
João Carnavos
«Elezioni 2006«
3,5 milhões de italianos
poderão votar no exterior
Nove de abril, o dia em que o que conta é a escolha dos italianos que vivem no exterior
Renata Gonçalez
S
Especial para Comuntà
PAULO — O compromisso foi firmado
em outubro de 2005, quando a Assembléia Legislativa italiana aprovou a reforma eleitoral que determina a votação
de concidadãos residentes nos cinco continentes - e regularmente inscritos junto às representações consulares - para o Senado e para
a Câmara dos Deputados da Itália. Ou seja,
tornou-se oficial que italianos e descendentes
com passaporte de todo o mundo participariam
da renovação do Parlamento, prerrogativa que
foi obtida por meio da lei de nº 459 de 27 de
dezembro de 2001. Ao todo, o eleitorado que
compõe a chamada Circonscrizione Estero é formado por mais de 3,5 milhões de pessoas. População que, apesar de viver muito além das
fronteiras da Bota, agora participará pela primeira vez das eleições italianas.
A Circonscrizione Estero, ou Circuncrição do
Exterior, será composta pelos votos dos eleitores divididos em quatro repartições, respeitando-se os limites continentais. São elas: Europa,
América do Norte e Central, América do Sul e
a quarta formada pela África, Ásica e Oceania.
Em cada uma delas, os respectivos candidatos
têm trabalhado dia e noite em suas campanhas
eleitorais e apresentam seus planos de governo,
que invariavelmente aliam os interesses comuns
da comunidade italiana àqueles dos países onde
ÃO
MARÇO 2006
/
residem e a qual pretendem representar no Parlamento em Roma.
Interesses que, com base nos programas
eleitorais, se mostram muito uniformes, com
diferenças somente na ideologia de cada grupo
político. Pelo menos é o que indicam os partidos
e coligações que se mostram mais fortes em cada comunidade italiana no exterior. Existem os
que difundem os ideais da Forza Italia, o partido
do atual premiêr Silvio Berlusconi, bem como se
mostram presentes listas de candidatos da Lega
Nord, o partido de origem lombarda que nasceu
sob o ideal de separar o Norte do Sul da Itália.
Há também listas que defendem novas coligações, que podem ter ou não qualquer vínculo
com os partidos políticos existentes, entre elas
‘A circunscrição
América do Sul é
a segunda maior
das repartições
continentais’
COMUNITÀ ITALIANA
a L´Unione (de esquerda), Per l´Italia nel Mondo
con Tremaglia, l´AIIE (Alternativa Independente Italiani all´Estero) e l´Italia dei valori. Outros
partidos que outrora usufruíram de certo prestígio na Itália ainda se fazem presentes, como é o
caso da UDC (Unione Democatici Cristiani).
Na circunscrição Europa, mais precisamente
na Inglaterra, o advogado e diretor de um jornal
de Londres Raffaele Fantetti é um dos que mais
reforçam o apoio à reeleição de Silvio Berlusconi
na Itália, ao lançar-se candidato a uma cadeira na Câmera dos deputados pelo partido Forza
Italia. Também no Velho Continente, dão apoio
à candidatura do partido de centro-direita os
candidatos ao Parlamento Carlo Alberto Brusa,
Massimo Romagnoli, Salvatore Albelice, Giampiero Camurati, Carlo Erio e Antonella Rebuzzi.
A circunscrição européia, a maior de todas, com
mais de 1,6 milhão de votantes, é também, sem
dúvida alguma, o principal colégio eleitoral do
partido de Berlusconi.
Na circunscrição América do Norte e Central,
composta por cerca de 350 mil eleitores, a lista de maior expressão é a da AIIE (Alternativa
Independente Italiani all´Estero), presente nos
três principais países que a encabeçam: Estados
Unidos, Canadá e México. Para representar a comunidade norte-americana no Senado italiano,
a coligação indica a contadora Sonia Spadoni39
Copertina
«Elezioni 2006«
Os respectivos
candidatos têm
trabalhado dia
e noite em suas
campanhas eleitorais
e apresentam seus
planos de governo,
que aliam os
interesses comuns da
comunidade italiana
àqueles dos países
onde residem
vivem nos Estados Unidos.
A menor das circunscrições, com cerca de
160 mil eleitores inscritos, reúne os continentes África, Ásia e Oceania. Entre os candidatos
desponta Nino Randazzo, jornalista residente
em Sydney e que também preside a 1a Comissão do CGIE (Conselho Geral dos Italianos no
Exterior). Randazzo concorre ao Senado italiano pela frente de centro-esquerda L´Unione. O
principal apoio à centro-direita da circunscrição também vem da Austrália, com a candidatura de Luigi Casagrande ao Senado e de Teresa
Restifa à Câmara dos deputados, ambos pela
Forza Italia.
LISTA DI CANDIDATI DELL’AMERICA DEL SUD
Senato
Associazioni Italiane
in Sud America
Camera
Senato
Forza Italia
Camera
Senato
Lega Nord
Camera
Senato
L´Unione
Camera
Senato
Per l´Italia nel Mondo
con Tremaglia
Camera
Senato
UDC
PLULARIDADE POLÍTICA
Com quase 800 mil votantes, a circunscrição
América do Sul é a segunda maior das repartições continentais. É também aqui que encontra-se a maior diversidade política de listas. No
mais numeroso colégio eleitoral da repartição,
40
Camera
Luigi Pallaro
Argentina
Walter Petruzziello
BRASIL
Italo Colafranceschi
Uruguai
Vito Antonio Miraglia
Venezuela
Ricardo Merlo
Argentina
Felisa Pomilio
Argentina
Rodolfo Borghese
Argentina
Adriano Bonaspetti
BRASIL
Gianni Boscolo
BRASIL
Nello Collevecchio
Venezuela
Fina Franchini
Chile
Aldo Chianello
BRASIL
Luigi Olivi
Paraguai
Franco Tirelli
Argentina
Giovanni di Raimondo
Argentina
Diego Tomassini
BRASIL
Daniela Chierichetti
Uruguai
Gaetano Duma
Venezuela
Vittorio De Stefano
Venezuela
Clementina Di Ruggiero
Venezuela
Graziano Lardoni
Argentina
Mazio Arcari
BRASIL
Bruno Boschiero
Uruguai
Salvatore Barraco
Venezuela
Mirella Giai
Argentina
Dario Ventimiglia
Argentina
Edoardo Pollastri
BRASIL
Giovanni Jannuzzi
Argentina
Francisco Rotundo
Argentina
Natalina Berto
BRASIL
Arduino Monti
BRASIL
Fabio Porta
BRASIL
Marisa Bafile
Venezuela
Franco Livini
Argentina
Nicolò Mazzola
BRASIL
Giacomo Canepa
Uruguai
Giuseppe Angeli
Argentina
Elio Bruno Squillari
Argentina
Antonio Laspro
BRASIL
Piero Stefanon
Ruzzenenti
BRASIL
Luigi Barindelli
BRASIL
Roberto Cavallo
De Robertis
Venezuela
Teresina Settembrini
Argentina
Claudio Juan Pitton
Argentina
Vitaliano Vita
Venezuela
Aldo Giuseppe Lamorte
Uruguai
Nicolas Moretti
Argentina
Domenico Pugliese
Argentina
Francesco Domenico
Magno
Argentina
Sandro Pollastrini
BRASIL
Giacomo Cesar Marasso
Chile
Claudio Zin
Venezuela
COMUNITÀ ITALIANA
a Argentina, destacam-se os candidatos Franco
Livini, que concorre a uma cadeira no Senado
pela lista Per l`Italia nel Mondo con Tremaglia, juntamente com o candidato a deputado
Giuseppe Angeli.
Mas o favoritismo da lista da Associazioni
Italiane in Sud America aponta o candidato Luigi
Pallaro, presidente da Câmara de Comércio Italiana de Buenos Aires e vice-presidente do CGIE,
como o preferido dos ítalo-argentinos. Pallaro
concorre ao Senado pela Circunscrição América
do Sul, tendo como aliado o presidente do Comites portenho, Ricardo Merlo, que candidadou-se
à Câmara dos Deputados.
Ainda pela Argentina, a lista da L’Unione mostra-se mais forte com os nomes de Mirella Giai,
candidata ao Senado, e Giovanni Jannuzzi e Francisco Rotundo, que concorrem a uma vaga na Câmara pelo mesmo partido. Com menor expressão,
mas presentes na campanha eleitoral na América
do Sul, estão as listas da Forza Italia, Lega Nord,
UDC e Associazioni Italiane in Sud America.
LISTA DI CANDIDATI DELL’AMERICA DEL SUD
/
MARÇO 2006
Senato
Udeur
Camera
Senato
Unione Sudamericana
Emigrati Italiani
Camera
Vittorio Vagiu
Ugo Di Martino
Emilio Condò
Aldo Tela
Antonio Castaldo
Emilio Noseda
Claudio Pezzili
Mario Macario Zito
Michele D´Angelo
Giuseppe Bressi
Aldo Memmo
Corrado Bosco
Eugenio Sangregorio
Michele De Luca
Maria Concepcion
Cesarano
Laura Suarez Frizzera
Francisca Maria
Costantino
Angelo Del Duca
Argentina
Venezuela
Argentina
Argentina
Argentina
Argentina
BRASIL
Colombia
Argentina
Argentina
Argentina
BRASIL
Argentina
Argentina
Argentina
Argentina
BRASIL TEM 17 CANDIDATOS
Argentina
Uruguai
INFORME PUBLICITÁRIO
IL RESPONSABILE COMMITTENTE: EUGENIO CAMANDONA
Alieto, ao lado dos candidatos a deputado Don
Serafini John Adamo e Francesco di Lero. Dos
dois outros países, completam a lista da AIIE
Antonio Massana, do Canadá, e Paolo de Francesco, residente no México.
Segue também com força na mesma circunscrição a candidatura de Rocco di Trolio, imigrante nascido na Campania e que hoje vive no Canadá. Di Trolio concorre ao Senado pela L´Unione.
Por conta de sua origem ítalo-meridional, o principal foco da campanha do candidato são as comunidades oriundas das regiões do Sul da Itália,
espalhadas principalmente nos Estados Unidos
e no Canadá.
A UDC é bastante cotada na circunscrição da
América Setentrional e Central, tendo como candidatos ao Senado o jornalista e secretário do
partido no Canadá, Vittorio Coco, e o presidente
da Câmara de Comércio Italiana de Nova York,
Berardo Paradiso. Para a Câmara, os indicados da
UDC são Domenico Mignone, Massimo Seracini e
Gaetano Mattioli Cechini, todos oriundi que hoje
«Elezioni 2006«
As oito listas elaboradas para as eleições na circunscrição América do Sul contêm nomes de candidatos residentes no Brasil. Quatro deles concorrem ao Parlamento italiano pela L´Unione, que até
então apresentou a mais bem estruturada candidatura no país, e cujos inscritos saíram na frente na divulgação de suas propostas em diversos
Estados. A lista é encabeçada pelo presidente da
Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria de
São Paulo, Edoardo Pollastri, que concorre ao Senado, e é completa pelos candidatos a deputados
Fabio Porta, Natalina Berto e Arduino Monti.
Também com quatro candidatos que vivem
no Brasil, a lista Per l´Italia nel Mondo con Tremaglia indica ao Senado Nicolò Mazzola, executivo da empresa Consist e membro do Comites
paulista. Antonio Laspro, Piero Stefano Ruzzenenti e Luigi Barindelli são os candidatos à Câmara dos deputados.
A lista independente intitulada Associazioni
Italiane in Sud America apresenta como candidato ao Senado o advogado Walter Antonio Petruzziello, residente em Curitiba. Para a Câmara, foram indicados Adriano Bonaspetti, que mora em
Porto Alegre, e o paulistano Gianni Boscolo.
Pela Udeur (Unione Democratici per l´Europa),
outra lista independente, o nome de Claudio Pezzili, fundador da Associazione Piemontese del
Brasile, figura como candidato do Brasil à Câmara. Outro que lançou-se candidato a senador em
uma lista independente é o presidente da Associação Calabresa do Rio de Janeiro e membro do
Comites carioca, Corrado Bosco, que fez parte
do CGIE e foi presidente do Comitês por dois
mandatos, inscrito pela Unione Sudamericana
Emigrati Italiani.
Nas listas formuladas pelos partidos de direita também constam nomes de ítalo-brasileiros. Pela UDC, Sandro Pollastrini concorre a uma
cadeira na Câmara dos deputados. Forza Italia
tem Diego Tomassini como candidato à Câmara,
e Aldo Chianello ao Senado. Por fim, o vice-presidente da Câmara de Comércio Ítalo-Brasileira
de São Paulo, Marzio Arcari, é o único residente
no Brasil presente na lista da Lega Nord, como
candidato a deputado.
41
Copertina
«Elezioni 2006«
«Elezioni 2006«
Perfis dos candidatos
brasileiros nas eleições
A
ssistência social e previdenciária; adequação estrutural consular para melhor
atender os cidadãos italianos nestes
países; formação e cooperação cultural;
apoio às empresas nos setores de pesquisa, desenvolvimento sustentável, tecnologia e crédito.
Garantir aos italianos residentes no exterior os
mesmos direitos sociais e econômicos previstos
na Constituição Italiana. Incentivo de bolsas de
estudo e de vagas no mercado de trabalho na Itália, intercâmbio entre universidades de ambos os
países e estágio em empresas. potencializar a presença italiana em projetos de cooperação internacional e de desenvolvimento sócio-econômico. Na
área da saúde, maiores condições de paridade de
tratamento nas áreas de previdência e assistência
social e solidária para a comunidade italiana re-
UNIONE
sidente na América do Sul. Inclusão de todos os
idosos italianos que vivem no exterior e que passam por dificuldades econômicas. Melhorias no
atendimento consular e a promoção de oportunidades de estudo e de trabalho. Restabelecimento
das ligações aéreas diretas entre Brasil e Itália,
até então abandonadas pela Alitalia. Difundir
eventos gratuitos que promovam a cultura italiana, entre eles cinema e espetáculos teatrais.
Esta é a síntese dos programas eleitorais
dos divesos grupos políticos que participam do
pleito. Todos demonstram uniformidade nos anseios para os italianos no exterior.
Candidato à Câmara
Candidato ao Senado
Biografia
* Diretora e conselheira do Comites (Comitato degli Italiani all´Estero) de São Paulo;
* Desde 1975 atua como assistente-social
na periferia de São Paulo junto à Prefeitura,
contribuindo para a recuperação e formação
de crianças e jovens carentes;
* Presidente das obras sociais do Jardim Clímax.
* Coordenadora Nacional do Patronato InasCisl desde 1989.
Biografia
* Formado em Sociologia Econômica na Universidade La Sapienza, em Roma;
* Entre 1982 e 1986 foi presidente da do Movimento Estudantil da Ação Católica Italiana;
* Presidente do Patronato Ital Uil;
* Vice-presidente do Comites (Comitato
degli Italiani all´Estero).
FORZA ITALIA
Biografia
* Diploma em Sociologia em junho de 1973
na Universidade de Paris-VIII, Vincennes;
* Fundador da revista “Forum Democratico”;
* Eleito no COMITES de Rio dois mandatos
consecutivos, foi o Presidente;
* Presidente do Circolo Laziale de Rio;
* Vice-Presidente da Associação “Anita e
Giuseppe Garibaldi”;
* Diretor Didático da Associação Cultural
Ítalo-Brasileira do Rio de Janeiro;
* Membro do Consiglio Internazionale della
FILEF.
42
ASSOCIAZIONI
ITALIANE IN
SUDAMERICA
PER L’ITALIA NEL
MONDO CON
TREMAGLIA
Antonio Laspro
Nascimento: Balvano, na Basilicata
Idade: 67 anos
Luigi Barindelli
Nascimento: Esino Lario, na
Lombardia
Idade: 66 anos
Walter Antonio
Petruzziello
Nascimento: Pratola Serra, na Campania
Idade: 54 anos
Niccolò Mazzola
Nascimento: Castelbuono, na
Sicília
Idade: 77 anos
Biografia
* Formado em Direito e Administração de Empresas
* Diretor do Patronato Enasco;
* Atuou como diretor na SAI - Società Assicurativa Industriale di Torino (Grupo SulAmerica
de Seguros); Generali do Brasil e Colider/Fivap
- Credito Finanziamento e Investimento;
* Membro da: Associazione Basilicata di
San Paolo; Federazione dei Lucani in Brasile; Circolo Italiano di San Paolo; Lega
Italica; Fusie (Federazione Stampa Italiana
all´Estero); Asib (Associazione Stampa Italiana in Brasile); Lions/Club Internacional;
Comites di San Paolo (Comitato degli Italiani all´Estero) e CGIE (Consiglio Generale
Degli Italiani all´Estero).
Biografia
* Formado em Engenharia Eletrotécnica pelo Politécnico de Milão;
* Responsável pelos procedimentos de controle de qualidade das Centrais Nucleares na
construção da Hidrelétrica de Itaipu;
* Fez parte do Comitê de Presidência do
CGIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior) entre 1991 e 2004;
* Fundador do Centro de Cultura Italiana; Scuola Italiana D´Arte Mazio Tremaglia e do Consórcio entre Regiões Italianas e Estados do Brasil.
Biografia
* Formou-se em Economia Política e Direito, com especialização em Direito Comercial
pela Universidade de Turim;
* Atua como advogado em Curitiba (PR),
onde presta consultorial internacional no
campo empresarial;
* Assessor jurídico do Consulado Geral da
Itália em Curitiba (PR);
* Foi presidente do Comites (Comitado degli
Italiani all´Estero) - circunscrição do Paraná
e Santa Catarina entre 1997 e 2004;
* Vice-presidente da Câmara Ítalo-Brasileira
de Comércio e Indústria de Curitiba;
* Lecionou Economia Política na PUC (Pontifície Universidade Católica) do Paraná.
Biografia
* Formado em Física pela Universidade La
Sapienza de Roma;
* Vice-presidente internacional de Relações
Públicas da empresa Consist, tendo trabalhado na Arábia Saudita, Iraque, Bolívia,
Colômbia e Argentina;
* Membro do Comites (Comitato degli Italiani all´Estero) de São Paulo;
* Presidiu a Federação Latino-Americana de
Informática e Telecomunicações entre 1999
a 2005.
PER L’ITALIA NEL
MONDO CON
TREMAGLIA
Fabio Porta
Nascimento: Caltagirone (Sicília)
Idade: 43 anos
Arduino Monti
Nascimento: Ceprano
(Ciociaria)
Idade: 60 anos
PER L’ITALIA NEL
MONDO CON
TREMAGLIA
UNIONE
Natalina Berto
Nascimento: Veggiano,
no Vêneto
Idade: 62 anos
UNIONE
PER L’ITALIA NEL
MONDO CON
TREMAGLIA
Diego Tomassini
Nascimento: Pisa, na
Toscana
Idade: 43 anos
Biografia
* Formado em Ciências Estatística e Econômicas pela Universidade La Sapienza de
Roma;
* Conselheiro técnico da Câmera ÍtaloBrasileira de Comércio e Indústria de São
Paulo;
* Consultor empresarial de escritórios públicos e privados da União Européia;
*Coordenador do Projeto Muep (Monitoring
Unif for Environmental Protection);
* Membro do Conselho da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo).
ASSOCIAZIONI
ITALIANE IN
SUDAMERICA
Gianni Boscolo
Nascimento: São Paulo (SP)
- família originária do Vêneto
Idade: 46 anos
Piero Stefanon
Ruzzenenti
Nascimento: Roma
Idade: 56 anos
Biografia
* Vice-Presidente do Comites do Rio de Janeiro;
* Coordenador do CTIM no Brasil;
* Conselheiro da Camera di Commercio e
Industria do Rio de Janeiro;
* Conselhero da Associação Culturale Italo-Brasileira;
* Diretor do Centro de Promoção de Artes e
Profissões do Rio de Janeiro;
* Presidente da Sociedade de Consultorias
Comerciais;
* Título de Cavaliere al Merito della Repubblica Italiana.
Biografia
* Formado em Administração de Empresas
na Faap (Faculdade Armando Álvares Penteado) e Mackenzie;
* Foi vice-presidente da Gioveb (Gioventù
Veneta del Brasile) entre 1995 e 2002, onde
atualmente é conselheiro-diretor e coordenador empresarial;
* Presidente do Conselho Deliberativo da
Federação das Associações Venetas do Estado de São Paulo;
* Fundador e coordenador das Confederazione Giovanile del Veneti nel Mondo;
* Representante da Federação Vêneta e da
Gioveb para cursos voltados à comunidade
ítalo-brasileira.
ASSOCIAZIONI ITALIANE IN SUDAMERICA
Adriano Bonaspetti
Nascimento: Savona, na Ligúria
Idade: 71 anos
Biografia
* Fomado em Ciências Contábeis e Administração de Empresas;
* Dirigiu empresas como Olivetti, Terragro e
Morganti S.A;
* Preside o Comites (Comitato degli Italiani
all´Estero) do Rio Grande do Sul;
* Fundador e diretor cultural da Acirs (Asso-
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
ciazione Culturale Italiana
del Rio Grande do Sul);
* Idealizador do programa
radiofônico La Domenica Italiana rádio Guaíba);
* Foi membro do CDIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior);
* Fundador e vice-presidente da Associazione
Liguri nel Mondo di Porto Alegre;
* Membro do Conselho Diretivo da Fisia
(Federazione delle Istituzioni Scolastiche
d´America).
MARÇO 2006
/
UNIONE
SUDAMERICANA
EMIGRATI
ITALIANI
Corrado Bosco
Nascimento: Fuscaldo Marina (Cosenza)
Idade: 64 anos
Biografia
* Membro do COMITES - Comitato degli Italiani all’Estero, exercendo sua presidência
por 11 anos;
* Representante dos calabreses no Brasil,
ora como Consultor, ora como Especialista
em Emigração e Imigração;
* Membro do Conselho Administrativo do
Patronato INAS/CISL - Instituto Nazionale
di Assistenza Sociale;
* Presidente Nacional da CIM no Brasil Confederazione degli Italiani nel Mondo.
* Presidente do CGIE Brasil – Consiglio Generale degli Italiani all’Estero, representando os italianos junto ao Ministério do Exterior da Itália;
* Presidente da ACRJ – Associação Calabresa do Rio de Janeiro;
* Em 1990, membro do Conselho Gestor da
Escola Italiana “Guglielmo Marconi” do
NOTA
DA
REDAÇÃO:
Até o momento do fechamento desta edição
não obtivemos as informações relativas aos
candidatos: Sandro Pollastrini, Claudio Pezzilli, Marzio Arcari.
COMUNITÀ ITALIANA
FORZA ITALIA
Antonio Aldo Chianello
Nascimento: Rio de Janeiro (RJ) - família originária da Calábria
Idade: 52 anos
Biografia
* Médico oftalmologista especialista em Oftalmologia Cirúrgica formado pela Universidade Gama Filho;
* Presidente do Hospital Italiano do Rio de
Janeiro;
* Membro do Conselho Diretivo da Aliança
dos Hospitais Italianos no Mundo;
* Presidente da Acib (Associação Cultural
Ítalo-Brasileira.
UNIONE
Edoardo Pollastri
Nascimento: Alessandria
(Piemonte)
Idade: 73 anos
Biografia
* Formado em Economia e Comércio pela
Universidade de Bari;
* Foi superintendente do Grupo Financeiro Italiano Findim (Finanziaria Industriale Immobiliare Mobiliare), presidente
da Visagis S/A e da Argenmilla (Buenos
Aires);
* Entre 1960 e 1974, foi titular da cátedra
de Contabilidade e Economia Empresarial e
vice-reitor na Universidade de Estudos de
Asmara (Etiópia);
* Presidente da Câmera Ítalo-Brasileira de
Comércio e Indústria de São Paulo.
43
Comportamento
Fotos: Ernane D. Assumpção
C
Il fantastico
carnevale
di Rio
44
ome tutti gli anni dal 1984, quando
è stata fondata la Avenida del Samba
nella Marquês de Sapucaí su progetto
di Oscar Niemeyer, il carnevale di Rio
de Janeiro dimostra un’organizzazione che lascia tutti a bocca aperta. Centinaia di migliaia
di persone si sparpagliano sulle gradinate, nei
palchi e in tutti gli spazi che possono essere
occupati per vedere il maggior spettacolo popolare della terra, mentre migliaia di lavoratori si
avvicendano affinché le scuole del Gruppo di Accesso A e Speciale possano passare e incantare
la moltitudine. In questi quattro giorni di festa,
incontriamo professionisti e personalità di tutti
i settori della società.
Le comunità, nella maggior parte povere, mostrano il lavoro realizzato durante tutto
l’anno a varie celebrità e a televisioni di diversi
paesi nel mondo. La cultura e lo spirito carioca emozionano e contagiano grazie agli enormi
carri allegorici, ai colori, ai corpi seminudi, al
suono della batteria, ma specialmente alla creatività e al sorriso stampato sui visi.
GRUPPO SPECIALE
Sempre più la sfilata delle scuole di samba del
Gruppo Speciale si professionalizza e diventa
più competitiva. Il risultato di ogni scuola viene analizzato da un gruppo di giurati che, rigorosamente, si attiene ad ogni dettaglio. C’è chi
dice che questo metodo dovrebbe essere abolito
perché ingiusto con l’enorme mole di lavoro per
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
L´atrice Juliana Paes ha inpersonificato lo spirito della
festa; Sopra, a sinistra, il carro della Império Serrano;
Mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca;
La bellezza degl´integranti della campionissima Vila
Isabel; Il re momo Alex de Oliveira in mezzo alla regina
del carnevale Ana Paula Evangelista e la principessa
Eliane Babo; In fondo un carro della Viradouro
la preparazione di migliaia di persone che fan sí
che la festa divenga realtà.
Quest’anno le 14 scuole hanno sfilato mostrando i loro temi con grande ricchezza.
- Salgueiro, la scuola più popolare del quartiere Tijuca, ha aperto le sfilate con il tema ‘Microcosmo: ciò che gli occhi non vedono, il cuore
non sente’. Era lussuosa, ma è stata danneggiata
dall’eccesso di gruppi interni di persone che non
partecipano alla scuola.
- Rocinha ha sfilato sotto la pioggia ed è
stata danneggiata da carri allegorici che si sono rotti. L’evoluzione del tema ‘Felicità non ha
prezzo’ è stata debole, il che ha causato la sua
discesa al Gruppo di Accesso A.
- Imperatriz Leopoldinense ha cercato nei
romanzi epici di Alexandre Dumas la sua ispirazione. In ‘Uno per tutti, tutti per uno…’ ha
inserito pure la storia di Garibaldi e la lotta di
questo italiano per vedere libere anche le terre
del sud del Brasile.
- Caprichosos de Pilares ha realizzato
un’ottima sfilata con il samba-tema ‘Nella festa
con lo Espírito Santo (N.d.T.: lo Stato), lo Espírito Santo ce l’ha messa tutta’. La scuola ha fatto
vedere dai rituali di candomblé al condimento
della deliziosa culinaria della regione.
MARÇO 2006
/
- Vila Isabel, la grande campionessa, ha innovato con il tema ‘Soy loco por ti America, la Vila canta la latinità’ e le è andata bene. Il pubblico
si è emozionato con l’ottima batteria e la scuola è
riuscita ad animare con la dimostrazione dell’orgoglio latinoamericano. Il presidente venezuelano Hugo Chávez ha fatto centro decidendo di finanziare la scuola con US$ 1 milione per mezzo
della statale petrolifera venezuelana PDVSA.
- Grande Rio è arrivata al secondo posto,
con gli stessi punti della campionessa. Il tema
della scuola era ‘Amazonas: l’Eldorado è qui’, che
parlava dell’eredità degli Inca e le ricchezze della Foresta Amazzonica. Carri e evoluzione non
perfetti hanno in parte danneggiato la scuola.
- Beija-Flor al quinto posto con ‘Dal caos
iniziale all’esplosione della vita. Acqua, nave
madre dell’esistenza’. Una sfilata tecnicamente
perfetta che voleva far riflettere sul bisogno della preservazione ambientale.
- Porto da Pedra ha avuto un carro rotto, ma
si è recuperata ed è riuscita a rappresentare bene il suo tema ‘Benedetta sei tu tra le Donne del
Brasile’, che ha messo in luce l’importanza della
donna per lo sviluppo nazionale.
- Mangueira quando si parla di animazione,
è campionessa. La scuola più popolare del Bra-
COMUNITÀ ITALIANA
sile ha cantato l’importanza del fiume São Francisco con il tema ‘Dalle acque del Vecchio Chico
nasce un fiume di speranza’, dalla sua scoperta
da parte di Americo Vespucci fino ai problemi
della siccità. È arrivata quarta.
- Viradouro ha presentato uno dei suoi migliori carnevali. Con ‘Architettando follie’ ha mostrato
la maniera brasiliana di costruire case e templi per
celebrare la vita. In omaggio a geni popolari come
l’Aleijadinho, fino ad arrivare all’architetto Oscar
Niemeyer, riferimento nazionale.
- Mocidade ha sfilato l’allegria di vivere con
il tema ‘La vita che ho chiesto a Dio’. Il carnevalesco Mauro Quintaes ha voluto mostrare come
sarebbe bello se il carnevale non finisse e se il
mondo girasse al suono del samba.
- Unidos da Tijuca ancora una volta ha mostrato un carnevale originale e allegro. ‘Ascoltando
tutto che vedo, vedo tutto ciò che ascolto’ è stato
acclamato da molti come il tema campione, ma è
arrivata al sesto posto. Omaggio a Mozart, ha mostrato la musica classica in verso, prosa e samba.
- Império Serrano è stata una delle più
emozionanti, con il tema ‘Processione della
speranza va in direzione al Guerriero’. Tutta la
religiosità brasiliana e la fede del popolo sono
stati premiati da una sfilata che ha fatto alzare
il pubblico in piedi per applaudire.
- Portela ha una storia molto più grande delle
sfilate che presenta da qualche anno. Con il tema
‘Brasile segna la tua faccia e mostrala al mondo’, la
scuola ha mostrato le qualità del popolo brasiliano
attraverso la mescolanza di razze e religioni.
45
Comportamento
O histórico
carnaval de
Ronciglione
Cidade medieval do Lazio é famosa pela beleza e alegria de seus
desfiles e pela tradicional corrida de cavalos
Ana Paula Torres
Fotos: Ana Paula Torres
Correspondente • ROMA
R
oma — Carros alegóricos gigantes em
Viareggio, festas a fantasia em Veneza,
antigos ritos populares e desfiles em
Putignano, onde o carnaval começa no
dia 26 de dezembro. Estes são alguns dos mais
famosos carnavais da Itália, que atraem turistas
de todas as partes do mundo. Mas, na realidade,
cada cidade italiana possui a sua programação
de eventos carnavalescos. De norte a sul, todo italiano e turista vira folião. A escolha entre
desfiles, danças nas praças e rituais de origens
muito antigas é realmente vasta.
A cidade de Ronciglione, na província de
Viterbo, situada a cerca de 70 quilômetros de
Roma, organiza um dos melhores carnavais do
Lazio. A programação é bem variada, comprendendo desfile dos cavaleiros "Ussari", desfile de
fantasias e carros alegóricos, bailes e as "corse a vuoto". Existem documentos que comprovam a tradição e origem seculares do carnaval
"ronciglionese". Neste ano, as comemorações
aconteceram de 19 a 28 de fevereiro, com maior
concentração de eventos de quinta-feira, 23, a
terça-feira, 28 de fevereiro.
O início oficial das festividades é marcado
por rituais tradicionais. Na tarde de quinta-feira, a banda da cidade e as "Majorettes" desfilam pelas ruas do centro, anunciando a volta
46
do rei Carnaval. Em seguida, ocorre o ingresso
triunfal do rei Carnaval, acompanhado da banda, "Majorettes" e "Ussari". O prefeito entrega
as chaves da cidade ao rei Carnaval e à sua corte. Começa a folia. Os cavaleiros "Ussari" dão
início à histórica cavalgada. Logo após, acontece o grande desfile das crianças. De acordo
com uma antiga tradição, a comunidade de
"Sant’Orso" distribui biscoitos e vinho, antes
do baile na praça. Na noite de sexta-feira, organiza-se o grande baile de gala. De sábado a
terça-feira, acontecem eventos muito esperados como o desfile de gala e aquele do grupo
"nasi rossi", que distribui ao público pratos de
"rigatoni" quentinhos.
Mas nada se compara às emocionantes "corse a vuoto". É o nome dado às corridas de cavalos sem selas nem cavaleiros, pelo centro
histórico. Trata-se de um evento presente na
cidade desde o século XV. Mas este costume nasceu em Roma, onde durante o
carnaval, os cavalos
eram obrigados a
correr de "Campo de’
Fiori" até "Castel
Sant’Angelo". Nove cavalos, adestrados para este
evento,
percorrem cerca de 1
km galopando somente através do próprio instinto. Ronciglione é dividida em
nove escuderias, cada qual com
suas cores, estendardos e tradições. Participam da competição
dezoito cavalos, dois para cada
escuderia. O prêmio final é um
"palio", representado por um
estendardo artístico, obra
de vários mestres da pintura italiana.
Depois de tanta folia,
na noite de terça-feira,
todos os participantes
acompanham o cortejo
fúnebre do rei Carnaval.
Banda, carros alegóricos com sátiras
políticas, máscaras e, além de confetes e
serpentinas, muito vinho e biscoito. Este
é o carnaval de Ronciglione
Ronciglione recebeu milhares de visitantes,
atraídos pela fama e tradição de seu carnaval.
— Moro em Frosinone e valeu a pena ter vindo de longe para ver o carnaval. Gostei muito do
desfile, parece que todos os moradores participam ativamente — conta Maria D’Onofrio.
— Já é a terceira vez que venho de Florença para ver o carnaval daqui. Acho emocionante
a corrida de cavalos, mas o desfile e os outros
eventos também são muito bonitos — relata
Paolo Rossi.
Corrida de cavalos
sem selas nem
cavaleiros. Evento
cultural desde o
século XV
COMUNITÀ ITALIANA
/
MARÇO 2006
MARÇO 2006
/
ORIGEM ANTIGA
Não se sabe ao certo
quando foi que o primeiro vilarejo surgiu.
De acordo com um
documento do ano
de 1103, Ronciglione teria sido fundada
em 1045, sobre suas
antigas ruínas. Este
centro urbano guarda
um passado de glória
do qual muito se orgulham seus habitantes. Foi uma cidade famosa, rica e importante, que em 1513 recebeu
Leonardo da Vinci. Em 1768 Carolina d’Austria
fez uma parada em Ronciglione antes de chegar a Nápoles para se casar com o príncipe
Borbone. Por lá também passaram os papas
Benedetto XIII e Pio IX, em 1727 e 1857, respectivamente, além do rei Vittorio Emanuele
III em 1906.
Ronciglione é um característico burgo medieval, que entre os séculos XV e XVII se ampliou, dando espaço à construção de palacetes
e igrejas. Depois de 1799, quando a cidade sofreu saqueamento e incêndio provocados por
franceses comandados pelo General Valterre,
apesar de ter sido reconstruída, não conseguiu
COMUNITÀ ITALIANA
mais se reafirmar. As indústrias pouco a pouco
desapareceram, caracterizando a falta de capacidade empreendedora que em séculos anteriores, tinha distinguido Ronciglione de outros
centros urbanos.
Pelo clima agradável e localização próxima
ao lago di Vico e aos montes Cimini, Ronciglione vem se transformando em uma meta turística interessante durante o verão. Quem visita a
cidade não pode deixar de ver o "Castello della
Rovere", de época medieval que tinha a função
de proteger o burgo. A igreja de "Santa Maria
della Provvidenza", do século XII, também é um
outro símbolo arquitetônico de grande importância histórica. Ao lado do "Palazzo Comunale,
obra de 1540, encontra-se o "Duomo" em estilo barroco, construído no século XVI. A "Porta
Romana", de 1612, a igreja "Santa Maria della
Pace", de 1581, a "Fontana dei cavalli marini"
de 1566, são algumas das outras obras que merecem atenção especial.
47
Moda
Plumas, paetês e
muita farinha
Exposição passeia
pela alma moderna
de Modigliani
A
Romantismo com toques de rebeldia. E não é passeata estudantil e, sim,
a semana milanesa de moda outono-inverno 2007, que teve de tudo: de
manifestações politicamente corretas contra dondocas que insistiam em vestir
casacos com peles de animais ao glamour de sempre assinado por Dolce &
Gabbana (agora tirando Napoleão do armário), Armani e Cavalli
Guilherme Aquino
Correspondente • MILÃO
OS EXCLUÍDOS
Assistir a um desfile de uma grande marca não é
uma tarefa simples. A seleção é mais do que rigo48
COMUNITÀ ITALIANA
Ana Paula Torres
s obras do célebre pintor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920) estão expostas até 20 de junho, no Museu do
Vittoriano, em Roma. A exposição que exibe
mais de 100 obras, 17 delas nunca vistas pelo
público, enterra a lenda do artista “maldito”,
desprezado em vida por colegas e galerias.
Alcoólatra e dependente de drogas, excêntrico e belo, Modigliani, que morreu em Paris
com apenas 36 anos e cuja obra se reconhece
por suas figuras humanas, audazes e estilizadas, foi um artista de vanguarda incompreendido que não conheceu a fama e o sucesso que
hoje alcançou, após se tornar um dos pintores
mais copiados, amados e populares do século XX.
— Gostei da exposição, acho que foi bem
estruturada. É a primeira vez que vejo as obras
de Modigliani ao vivo, um artista que acho
muito interessante — afirma um visitante que
preferiu não se identificar.
A força e o estilo supermodernista de “Modi”, como era conhecido, um curioso pseudônimo que em francês também soa como “maldito”, ilustra a famosa escultura “testa” (cabeça) de pedra, feita entre 1911 e 1912, que
integra a coleção de arte da familia Latner, de
Toronto (Canadá).
Outra obra é o retrato de “Margarita sentada” (1916), emprestado por um colecionador
italiano. Três maravilhosos nus femininos —
um deles de propriedade da família de industriais italianos Agnelli, fundadora da Fiat —,
surpreendem pelo estilo de vanguarda, linear
e atual de sua pintura.
CINEMA
GASTRONOMIA
DANÇA
A
O
O
Fotos: Divulgação
rosa e obedece a pelos menos dois critérios fundamentais: as condições econômicas do pretendente, se ele é um bom cliente da casa e se também
é um bom formador de opinião, capaz de contar
do lado de fora o que viu lá dentro. Falar bem, de
preferência.
E para o próximo inverno, quem viu de perto
as coleções afirma que existem opções tão variadas quanto as latitudes entre um pólo e outro do
planeta. Dolce & Gabbana apresentou uma coleção
napoleônica, com túnicas e jaquetas que vestiriam
o exército do imperador francês, mas com um toque moderno capaz de enlouquecer as mulheres de
hoje. Já a coleção da linha jovem da grife apostou no branco imaculado, das botas aos casacos e
chapéus de lá com trancas nos joelhos, um “must”
da estação.
Já o estilista fiorentino Roberto Cavalli se inspirou na tradição japonesa. Nas passarelas ele
apresentou uma linha de quimonos para Just
Cavalli, estilizados e revitalizados, com uma interpretação moderna e ousada, capaz de fazer
uma gueixa corar de falso pudor. Diferentes
versões, uma mais criativa do que a outra a
ponto de “construir” veste-esculturas super
coloridos e divertidos e, claro, sexy.
Pucci escolheu os anos 70, mergulhou fundo na geração paz e amor e
voltou a superfície com estampas florais e roupas provocantes. O rei Giorgio Armani decretou o fim da calcas
compridas e homenageou a feminilidade
com saias elevadas a um padrão de excelência jamais visto. São preciosas pecas, em
cores de ametista, topázio e granada e valorizadas
nos lugares estratégicos. Pernas ornamentadas, pra
que lhes quero?
Enfim, nas passarelas milanesas vence o romantismo com toques de rebeldia com causa.
Surge uma feminilidade muito sexy e nada vulgar,
com detalhes e decotes provocantes e instigantes.
E se descobre que por baixo de um pesado sobretudo de inverno bate forte o desejo vestir sedutoras
roupinhas de verão.
Divulgação
M
ilão — Engarrafamentos de luxo, discussão no trânsito, gente estressada e
apressada, modelos e compradores perdidos com mapas nas mãos. Enfim, o
caos chique de cada dia na semana da estação da
moda outono-inverno 2007 de Milão. Durante sete
dias Milão vira a capital interplanetária do universo do corte e costura. E até a polícia aproveita para
apresentar o último modelo em praça publica: um
Lamborghini capaz de atingir 340 km/h e não deixar
ninguém fugir. Mas fugir de onde e de que? Dos inúmeros desfiles, das badalações depois das horas?!!
Talvez das ecologistas de plantão. Neste frio
rigoroso, de um inverno que parece não ter fim,
as mulheres tiraram do guarda roupa os casacos
de pele e… pagaram a conseqüência desta atitude
politicamente incorreta. Nas portas dos desfiles
de Dolce&Gabbana e de Prada, algumas distintas
senhoras e senhoritas tiveram os seus casacos de
chinchila e vison cobertos com farinha.
Mas tudo é levado com muito ‘fairplay’ — até
mesmo a queda do palco dos fotógrafos no desfile
Fendi por excesso de peso —, como se já fosse esperado e estivesse previsto no roteiro original. E
dos armários não saem apenas “hábitos” polêmicos mas também vestidos, calcas e camisas extravagantes. Nota-se que os convidados aos desfiles
tendem a usar roupas das marcas, mas nem sempre isso acontece. E algumas clientes infiéis fazem
questão de mostrar as suas diferenças. Muitas mulheres vestem grife francesa em desfile italiano.
O circo da moda arma a sua lona nas praças e
parques de Milão. Grandes galpões ocupam os espaços livres entre as árvores do Parque Venezia ou do
Parque Sempione, embaixo do Arco da Paz. Outros
lugares, públicos ou privados, se prestam a cenários
dos desfiles, como palácios renascentistas no centro
histórico, o cinema de Dolce&Gabbana em via Piave,
ou o teatro Armani, na via Bergognone, numa antiga
área industrial da cidade, perto de Porta Genova.
Roma
s gravações já começaram e no próximo outono, a vida de Giuseppe Garibaldi vai estar
no telão. O título do filme de Aurelio Grimaldi
ainda não foi escolhido, mas já são cogitados
"Amore e storia" ou "Anita e Giuseppe". Tratase de uma co-produção entre Itália e Brasil que
terá como tema central o amor de Garibaldi por
Anita, mas também vai ter espaço para as batalhas. O herói italiano vai ser interpretato pelo
galã Maurizio Aiello, muito famoso pelo seu papel no seriado do "Maresciallo Rocca", vivido por
Gigi Proietti.
TEATRO
“I
MARÇO 2006
MARÇO 2006
s italianos redescobrem o prazer da dança,
depois do grande sucesso do programma
"Ballando con le stelle", de Rai Uno, apresentado por Milly Carlucci. Muita gente resolveu frequentar um curso para aprender a dançar, pensando também nesta atividade como um anti-estresse e ótimo modo de praticar atividade física.
A preferência é pelas danças latino-americanas
como tango, samba, salsa e bachata. Multiplicam-se também os restaurantes que oferecem
um espaço para danças de grupo, onde os novos
bailarinos podem se exercitar.
SHOW
l turco in Italia", drama cômico em dois
atos, texto de Felice Romani e musica
de Gioachino Rossini, será representado no Teatro de Ópera de Roma de 30 de maio a 6 de
junho. O preço dos ingresso varia de 17,00 a
130,00 euros.
/
que não falta em Roma é um bom restaurante, e existem alguns que são especiais,
não somente pela qualidade dos pratos, mas pelo atendimento. E’ o caso de "La locanda dei
girasoli", restaurante e pizzaria de propriedade
de uma cooperativa de jovens com Síndrome de
Down e seus familiares. O menu é especializado
em cozinha laziale, toscana e siciliana. Vale a
pena experimentar as massas e carnes grelhadas,
sem esquecer dos doces de fabricação própria.
Via dei Sulpici, 117H – Roma. Tel. 06/7610194.
Fechado de segunda-feira.
/
J
á começou o tour 2006 de Eros Ramazzotti, com a apresentação de músicas do seu último cd
"Calma Apparente", no qual canta "I belong to you" ("Il ritmo della passione") com a popstar
Anastácia. São muitos os shows na Itália e Europa. Dias 15 e 16 de abril se apresentará em Milão
e no final do mês, 27, 28 e 29, em Roma. O preço dos ingressos varia de 32,00 a 69,00 euros.
COMUNITÀ ITALIANA
49
Sapori d’Italia
Nayra Garofle
Fotos: Ernane D. Assumpção
Sanduíche
temperado
com rock
O “sanduba” servido com garfo e faca que
encantou paulistas, agora seduz cariocas
A
Forneria San Paolo, do restauranteur Rogério Fasano,
não está nem aí para o mito de que sanduíche é, a
alma negativa do fast food. Para eliminar o estereótipo, a casa abusa de uma decoração que foge dos
padrões de uma lanchonete convencionalmente americana. A
sanduicheria, que já é sucesso na terra da garoa, agora é point
também dos cariocas. Na parede, quadros remetem ao cinema
italiano de Fellini, Pasolini e Mastroiani. O cliente parece estar num daqueles restaurantes milaneses, simbiose perfeita da
nostalgia com o que há de mais moderno. Para a cozinha, Fasano e seus sócios, João Paulo Diniz e Alexandre Accioly, não
economizaram na arquitetura interna: O ambiente onde são
preparados os sanduíches pode ser visto pelos clientes de todos os ângulos do salão, cuja a capacidade é para 100 lugares.
A Forneria chega a servir nos finais de semana cerca de 800
sanduíches entre frios e quentes.
Há uma enorme seleção de pães, que vai desde os tramezzini romanos feitos com verdadeiro pão de miga, importado
de Buenos Aires, aos tradicionais panini milaneses feitos com
pão ciabatta e por típicos panini napolitanos assados no forno à lenha, além de um extenso menu com massas, saladas
e carpaccios.
A partir das 23h, os clientes podem escolher uma música
entre as mais de 600 opções dos clássicos do rock, como se
estivessem diante de um “jukebox man”.
Para o chefe de salão, Nicola Giorgio, a Forneria é uma
opção única no Rio.
— A receptividade dos clientes foi maravilhosa. Muitos já
conheciam a casa de São Paulo e nos perguntavam porque não
havia uma no Rio — disse o italiano de Puglia, há três anos no
Gero Rio, outro restaurante do Grupo.
A casa está aberta diariamente a partir das 12h.
Panini alla Napoli
especial para à Comunità
Napoli Carciofi – Rendimento: 1 porção
Ingredientes:
2 colheres de sopa de molho de tomate
100 gr de alcachofrinha
100 g mussarela
40 g presunto cru
1 massa de pizza
Faça uma bola de 15 cm com a massa de pizza
e leve ao forno para assar por 3 minutos. Corte
a parte de cima como uma tampa, retire a
tampa e coloque o molho de tomate no fundo,
em seguida alcachofrinha e a mussarela, e leve
para assar novamente por 7 minutos. Retire do
forno e coloque o presunto cru por cima e em
seguida cubra com a tampa da massa.
SERVIÇO: RUA ANÍBAL DE MENDONÇA, 112, IPANEMA
TEL.: (21) 2540-8045
50
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