Quasi 4 milioni di cittadini potranno decidere il
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Quasi 4 milioni di cittadini potranno decidere il
A M A I O R M Í D I A D A C O M U N I D A D E Í T A L O - B R A S I L E I R A www.comunitaitaliana.com.br Ano XIII – Nº 94 ISSN 1676-3220 R$ 7,50 Rio de Janeiro, março de 2006 Elezioni Quasi 4 milioni di cittadini potranno decidere il destino della politica per gli italiani all’estero Faustão: um caso ‘doido’ de paixão pela Itália Ernane D. Assumpção Março de 2006 10 4 Editorial Cofindústria. A vez do Brasil 6 Parliamone La responsabilità degli elettori 8Lucchesi 24Notizie 26Saúde Entrevista Faustão: “Os italianos se surpreendem comigo”. “Foi o Falcão que me despertou essa paixão” 14 Reprodução 5Cose Nostre 13, 18 e 22Opinione Música Festival de Sanremo 50Sapori d’Italia Com saudosismo, crítica e lindas cantoras, Sanremo continua sendo um grande festival da música à italiana Chaves 16 Editoria de arte 30 49 Quase 900 mil pessoas consumiram cerca de 220 toneladas da fruta e empresários se empolgam com apoio do governo 20 Olimpíadas de Turim Organização impressiona Brasil quebra o gelo e faz história nas bem sucedidas olimpíadas de inverno COPERTINA Voto degli italiani all’estero Proposte omogenee, mancanza di tempo e scarsità di soldi per la campagna elettorale. Candidati si sforzano affinché non fallisca il primo voto al Parlamento Carnaval A folia brasileira e italiana 44 Um canelloni que pode ser apreciado, sem pecados, no verão, substitui a tradicional massa por mussarela Moda A tendência para o outono-inverno 2007 Desfile com romantismo e toques de rebeldia em Milão Arte Roma aos pés do célebre Modigliani Ernane D. Assumpção Divulgação 48 Uva Sul do país em festa COSE NOSTRE Julio Vanni DIRETOR-PRESIDENTE / EDITOR: Pietro Domenico Petraglia (RJ23820JP) DIRETOR: Julio Cezar Vanni VICE-DIRETOR EXECUTIVO: Adroaldo Garani PUBLICAÇÃO MENSAL E PRODUÇÃO: Editora Comunità Ltda. TIRAGEM: 30.000 exemplares ESTA EDIÇÃO FOI CONCLUÍDA EM: 16/03/2006 às 17:30h DISTRIBUIÇÃO: Brasil e Itália REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO: Rua Marquês de Caxias, 31 Centro – Niterói – RJ – Brasil CEP: 24030-050 Tel/Fax: (21) 2722-0181 / (21) 2719-1468 E-MAIL: [email protected] SUBEDIÇÃO Luciana Bezerra dos Santos [email protected] REDAÇÃO: Giordano Iapalucci (repórter especial), e Nayra Garofle REVISÃO / TRADUÇÃO Daniela Coppo Elizabeth Thompson PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Alberto Carvalho CAPA Editoria de arte COLABORADORES: Franco Vicenzotti – Braz Maiolino – Lan – Pietro Polizzo – Venceslao Soligo – Marco Lucchesi – Domenico De Masi – Franco Urani – Giovanni Meo Zilio – Fernanda Maranesi – Giuseppe Fusco – Beatriz Rassele CORRESPONDENTES: Guilherme Aquino (Milão) Ana Paula Torres (Roma) Comunità Italiana está aberto às contribuições e pesquisas de estudiosos brasileiros, italianos e estrangeiros. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, sendo assim, não refletem, necessariamente, as opiniões e conceitos da Revista. La rivista Comunità Italiana è aperta ai contributi e alle ricerche di studiosi ed esperti brasiliani, italiani e estranieri. I collaboratori esprimono, nella massima libertà, personali opinioni che non riflettono necessariamente il pensiero della direzione. ISSN 1676-3220 Filiato all’Associazione Stampa Italiana in Brasile 4 S Cofindústria. A vez do Brasil e Brasil e Itália já constituíram laços mais do que sólidos através da presença italiana no país, dos craques brasileiros por lá, das telenovelas, e de inúmeros fatos históricos, este é o momento das afinidades fraternas se consolidarem no desenvolvimento econômico. Pelo menos são as expectativas em torno dos cinco dias, entre 27 e 31 de março, de reuniões, debates, palestras e rodas de negócios que acontecerão entre empresários, dirigentes e governantes dos dois países. O “Fórum Empresarial Brasil-Itália” acontecerá nas capitais de Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Da bota, virão o ministro das Atividades Produtivas, Paulo Scajola, o seu vice, Adolfo Urso, o presidente da Confindustria, Luca di Montezemolo, o presidente do Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), Umberto Vattani, o presidente da Associação Bancária Italiana (ABI), Maurizio Sella. Serão acompanhados por cerca de 170 empresários que serão recebidos pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e pelos seus ministros, além dos prefeitos e governadores locais. A partida para uma nova era nas relações comerciais entre os dois países foi dada pelo presidente Lula, em outubro do ano passado, em Roma. Na ocasião, ele, acompanhado do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ilustrou os avanços da política econômica. Conseguiu convencer a platéia, de aproximadamente 350 investidores italianos, da solidez e das condições favoráveis de investimentos no país emergente. Na última década, cresceram em 300% os investimentosos italianos no Brasil, mas a troca comercial ficou em apenas US$ 5 bilhões. “É pouco para um país que tem mais de 25 milhões de descendentes”, enfatizou Lula. “O mundo globalizado exige ousadia. Pequenas e médias empresas do Brasil e da Itália podem abrir interessantes frentes de investimento, tendo como fonte de inspiração a Emilia Romagna (região marcada pelas cooperativas)”, acrescentou. Montezemolo, por sua vez, se impressionou com a capacidade do Governo em reduzir o risco-Brasil de 2.400 pontos, na época da eleição, para o atual patamar de 200. “Nossas empresas olham com interesse para as parcerias público-privadas (PPPs). A inflação está sob controle e a política econômica e fiscal são severas”, afirmou Montezemolo. Segundo o ICE, as atividades serão acompanhadas por ações pragmáticas visando novos instrumentos de financiamento público e privado para pequenas e médias empresas; facilitação de operações de comércio exterior; adoção de uma via rápida para concessão de vistos de permanência para investidores italianos no Brasil e investidores brasileiros na Itália; organização Pietro Petraglia de seminários e workshops de trocas tecnológicas; viabilização de câmaras Editor binacionais de conciliação para a solução de controvérsias; entre outras. sse é um período particular na Itália. É quando percebemos a latinidade a flor da pele. Exagerações de todos os tipos marcam a disputa entre Prodi e Berlusconi. De um lado, respectivamente, um reconhecido professor, de um semblante pacato. De outro, um dos homens mais ricos do mundo, grande dirigente empresarial. O que muitos se perguntam é se um eficiente professor ou um ótimo vendedor é o que serve para a Itália? Quem sair vitorioso terá que estar preparado para tomar decisões em situações complexas e ter visões estratégicas, mas, sobretudo, elevar a auto-estima italiana. Sempre conhecida pela qualidade em tudo o que faz, a Itália parece não estar preparada para enfrentar a livre concorrência da globalização. Euro, energia, produtos chineses são algumas das pedras no sapato dos italianos. O país deve se preparar para uma nova realidade, que talvez não terá mais o Ocidente no centro de tudo. O desenvolvimento dos países asiáticos, em particular China e Índia, com mão de obra a custos baixíssimos e a introdução de novos conceitos de cultura e beleza, coloca as empresas em alerta. A questão é: buscar a competição com países que sempre tiveram produções em alta escala ou investir em tecnologia e formação para continuar valorizando o made in Italy? O mundo perderia, caso a Itália não continuasse a desenvolver seus sabores, sua arte, seus produtos com toques humanísticos. Por isso mesmo, qualquer dos candidatos que obtenha vitória, terá que dar maior atenção à escola. Valorizar as pesquisas, criar atividades sempre mais sofisticadas, investir no artesanal, elevar o nível de instrução e conhecer as tradições de outros países. Os dados de pesquisas recentes e a história dos últimos doze anos da democracia italiana apontam a esquerda como favorita. Desde 1994, a alternância entre esquerda e direita parece ser fisiológica, cabendo a vez, nessa ótica, ao grupo prodiano. á as eleições para os italianos no exterior têm como principal desafio a participação através do voto por correspondência. A escassez de tempo e a falta de campanha institucional são as principais queixas dos candidatos, que precisam enviar, numa área como a América Latina, quase 900 mil correspondências para tentar convencer os eleitores. Acompanhe nesta edição ampla reportagem sobre o assunto. E J Boa leitura! EDITORIAL Entretenimento com cultura e informação COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 “SISTEMA ITÁLIA” INVESTE NO BRASIL INSÔNIA E P ntre 27 e 31 de março o Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), a Confinsdustria e a Associação Bancária Italiana (ABI) organizam uma grande missão econômica nas capitais Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. A delegação será guiada pelo ministro das Atividades Produtivas, Claudio Scajola, pelo seu vice, Adolfo Urso; pelo presidente da Confindustria e da FIAT, Luca Cordero di Montezemolo; pelo presidente da ABI, Maurizio Sella; e pelos dirigentes do ICE. Juntos estão cerca de 170 empreendedores italianos de diversos setores. O objetivo é discutir sobre possibilidades de investimentos no Brasil. Serão ilustrados os incentivos oferecidos pelas instituições financeiras italianas e brasileiras para o desenvolvimento de empresas e de relações comerciais. As maiores entidades do empresariado local estarão presentes: FIEMG, em Belo Horizonte, a FIESP, em São Paulo e a FIERGS, em Porto Alegre. esquisa com mil pessoas entre 25 e 65 anos aponta que um em cada três italianos tem problemas crescentes para dormir e as noites se transformam em um pesadelo para eles. O estudo revela que 34% dos italianos demoram mais de 20 minutos para adormecer; 24% acordam continuamente durante a noite e têm dificuldades para voltar a dormir; enquanto que 75% dormem menos de seis horas. Além disso, 12% dos italianos com menos de 39 anos podem ser classificados como insones crônicos, assim como 17% das pessoas entre 40 e 54 anos, e até 22% dos que têm mais de 55. Para conciliar, o sono os italianos tentam de tudo: desde tomar chás relaxantes (59%) e trocar intermitentemente de canais na TV (52%) a tomar soníferos (46%) e ler um livro (41%). FÉRIAS I TOSCANA EM SÃO PAULO O O s italianos estão viajando mais. Os períodos de tempo são, porém, mais reduzidos quando estão em férias. Conforme pesquisa divulgada pelo Istat, em relação a 2004, no ano passado houve um aumento do número de viagens estimado em 107,94 milhões de viagens (9,1%). Desse total, 84% envolviam férias e 14% trabalho. Um total de 83,4% das viagens de férias efetuadas tiveram como destino uma localidade da Itália e 16,6% um país estrangeiro. Nesse caso, 79% optaram como destino a Europa, sendo a França o país preferido, vindo a seguir a Espanha, a Alemanha e a Grécia. FÉRIAS II N as viagens a trabalho, a Alemanha é o país mais freqüentado pelos italianos. A França, os Estados Unidos e a China são outros destinos importantes de quem sai de casa para trabalhar. Emilia Romagna, Lazio, Lombardia, Toscana e Veneto são as cinco regiões mais visitadas (47,8%) por quem reside na Itália. O automóvel é o meio de transporte mais utilizado (64,4%), seguido do transporte aéreo (13,6%) e trem (10,8%). AGÊNCIA CONSULAR A cidade mineira de Poços de Caldas ganhou a agência consular. A nova sede teve o aval do cônsul de Belo Horizonte, Gabrielle Annis, estimulado pelo pe. Graziano Cirina, que vive há 12 anos na estância hidro-mineral. Caravanas chegaram de diversos pontos do sul de Minas para prestigiar a inauguração. MARÇO 2006 / Carnaval de Veneza já foi o maior do mundo. Alguns historiadores acreditam que a tradição da festa nasceu nas orgias realizadas durante o Império Romano. De qualquer forma, o carnaval veneziano é um dos mais famosos do mundo por suas máscaras e elegância. A origem da palavra carnaval é italiana. A primeira edição da festa veneziana aconteceu em 1420, para celebrar uma vitória militar. Os derrotados eram satirizados em uma festa popular. O tema oficial do Carnaval deste ano foi a China. presidente da Toscana, Cláudio Martini, anunciou no início do mês a criação de uma Representação em São Paulo daquela região italiana para a América Latina. A sede vai coordenar os programas econômicos e sociais que o seu governo pretende desenvolver no continente, principalmente na formação e reciclagem da mão-de-obra e assistência aos projetos de menores abandonados. Durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Martini reafirmou o seu propósito de colaborar com o Brasil na transferência de tecnologia e modelo de cooperativa de trabalho para o desenvolvimento da pequena e média empresa lembrando que a economia italiana está atualmente assentada nesses segmentos da produção. NU À VENDA MISSÃO ITALIANA N A Ansa FUNDADO EM MARÇO DE 1994 O o dia Internacional da Mulher, um supermercado veneziano fez uma promoção pra lá de inusitada para suas clientes. Expôs nas gôndolas homens literalmente pelados, envoltos apenas com papeis celofane, códigos de barra e etiquetas com as seguintes frases: “Colha seu próprio homem sem músculos” e “Homem de primeira qualidade” foram coladas no corpo dos modelos. Os modelos por sua vez, fingiam ser produtos à venda na loja. ERUPÇÃO DO VESÚVIO U m estudo conjunto de cientistas americanos e italianos alerta que a próxima erupção do vulcão Vesúvio, na Itália, pode ser muito pior do que as autoridades italianas estão esperando. Atualmente, o país tem planos para a evacuação de 600 mil pessoas da cidade de Nápoles, vizinha ao vulcão. Com base na nova pesquisa, os cientistas dizem que até 3 milhões de pessoas estariam em risco. O Vesúvio é mais conhecido por sua erupção no ano 79 d.C., quando as lavas encobriram a cidade de Pompéia. COMUNITÀ ITALIANA capital mineira de Belo Horizonte abriga, uma importante missão italiana composta de 150 empresários e industriais italianos que tentam uma joint venture com empresas mineiras. LUCRO RECORDE O grupo segurador italiano Generali obteve em 2005 um lucro líquido de 1,9 bilhão de euros, o que representa um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Trata-se de um lucro recorde, o que levou a seguradora a planejar distribuir entre os acionistas um dividendo de 0,54 euro por ação, frente ao 0,43 euro que distribuiu no ano anterior (+0,26%). 5 PARLIAMONE con l’Avvocato Giuseppe Fusco [email protected] AL DI LÁ DEI CANDIDATI, UNA SCELTA DI CAMPO L a campagna elettorale per eleggere i Deputati e i Senatori al Parlamento italiano è in corso. Fra poche settimane dovremo scegliere le persone che ci rappresenteranno, e questo, si sa, è importante. Tuttavia, non è determinante per il futuro del nostro Paese. Mi spiego meglio: ogni candidato è presentabile, vanta benemerenze, qualità, stoffa, spessore culturale, disposizione, vocazione al servizio, intelligenza e competenza. Il Partito che lo presenta garantisce che è una persona onesta, degna, piena di volontà e di buone intenzioni: insomma, possiede tutti i requisiti necessari per svolgere un buon lavoro tecnico e político. Tutto questo è buono, ma non sufficiente, perché il candidato fa parte di un Partito che a sua volta partecipa ad una coalizione che ha precisi presupposti e principi polítici ed ideologici che interessano la maniera di intendere la persona, la società, la religione, lo Stato e il modo di organizzarlo. Chi vince le elezioni non è il Candidato soltanto, ma anche e soprattutto la Coalizione politica di appartenenza, Pertanto la scelta è soprattutto una scelta di campo. na estante cartas O Carnaval — Cores e Movimento, de Lorenzo Mattotti, reúne 40 ilustrações coloridas e 50 em preto e branco assinadas pelo desenhista, além de textos de autoria de renomados especialistas, cada um abordando um tema sobre a história, tradições e elementos do carnaval. Editora Casa 21. 120 págs. R$ 95 Como dizer tudo em italiano, de Ron Martinez e Patricia Peterle é dividido em várias seções: Italiano Geral, Comercial, para Palestras e Reuniões, para Turismo e etc. Dentro delas o leitor achará centenas de expressões de uso cotidiano e de usos mais específicos da língua. Editora Campus. 256 págs, R$ 53 NOTA DA REDAÇÃO: Esclarecemos que a publicidade da “Lista Forza Italia — Aldo Chianello e Diego Tomassini”, publicada na edição 93, foi veiculada em página especial não caracterizando apoio por parte desta publicação ou do Consulado Geral da Itália do Rio de Janeiro, que anunciou na mesma ocasião. Esta Nota da Redação é veiculada para que não haja má interpretação. Destaca-se a impressão — no canto superior direito da peça publicitária — da menção “Inserção Publicitária”. 6 Al di là delle discussioni interne e della giusta concorrenza causata dal sistema proporzionale, le due coalizioni si presentano con progetti politici, culturali, filosofici e amministrativi opposti. Per esempio, le relazioni tra cittadino e Stato (in generale, tra cittadino e amministrazione pubblica centrale e periferica): * La coalizione di centro destra dice che vuole ridurre sempre di più la ingombrante presenza dello Stato e delle sue burocrazie per permettere più libertà personale, sociale e economica in una visione liberal-democratica. Insomma, Stato al minimo, agile, poco costoso e efficiente. Essi dicono: lo Stato per il cittadino. * La coalizione di centro sinistra dice che vuole la riorganizzazione dello Stato in modo tale che sia sempre più presente nella società stabilendone indirizzo e destino. Lo Stato, amministrazione pubblica, che tutto regola e tutto concede. Essi dicono: il cittadino per lo Stato. Ambedue visioni legittime e a noi la libertà di scegliere una o l`altra. Tutto il resto viene, come si dice, a cascata. TRADIÇÕES Sugiro uma matéria sobre as tradições italianas enfocando trajetória das famílias e seus brasões. Meus bisavós, por exemplo, têm uma história bem interessante. DESRESPEITO CARLOS ALBERTO TAVOLARO por e-mail Na intenção de obter a cidadania italiana, minha filha decidiu estudar italiano na Itália. Se matriculou numa escola e procurou a Polícia Federal. Para sua surpresa, uma funcionária garantiu que ela seria expulsa imediatamente do país porque seu visto de permanência havia esgotado. O prazo máximo é de oito dias e ela já estava há dez no país. Ameaçada minha filha teve cinco dias para sair da Itália mesmo com toda documentação em dia para a obtenção da cidadania. Além disso, está impedida de retornar ao país nos próximos 10 anos. Pretendia visitar a Itália, mas depois desse incidente, vou rever meus projetos. JORGE PICCOLOTTO por e-mail PRAZER A revista é graficamente bela, com muita informação e com ótimos artigos, como o “La traversata in barca Icaraí-Santa Rosa” de Marco Lucchesi. É muito comovente, nos fala de Niterói, de um caminho que muitas vezes percorri, de seus sonhos de criança e dos Salesianos. Como se não bastasse tudo isso, ainda vem com “Mosaico” trazendo-nos poesia. É bom demais! SONIA SALES por e-mail Participe da Comunità Caros leitores, aguardamos suas sugestões, comentários e críticas sobre os textos publicados. COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 Marco Lucchesi - Articolo La Memoria Ellittica di re libri di Günter Grass hanno raggiunto in Brasile una discreta diffusione: Die Blechtrommel, Die Rättin e Ein weites Feld. Come se ognuno dei quali presentasse una sola narrativa di lungo fraseggio, sintassi complessiva, pronomi diversi che destano plurimi sentimenti e interpretazioni nei riguardi feuerbachiani del mondo. Quasi una scritta musicale, una fuga, un concerto elittico, in cui il tutto e le parti creano un disegno mobile, complesso e avvincente — dove la ragione politica agisce sulla trama della storia. Ma quel che pare sorprendente riposa nell’indipendenza del pensiero di Grass (come quella di Heinrich Böll) e che sottolinea la qualità di quelle stesse opere, libere di strani compromessi e parziali dialettiche. A lui non mancò (come neppure oggi — col Gambero) quell’ethos ampio e totale, quel senso trasversale al concetto di letterarietà (o di literaturnost), che suona per molti critici come qualcosa di strano e incompatibile — riprendendo quasi l’antica e falsa tensione tra poesia e non poesia. Grass non fa politica adoperando le sue pagine d´arte. Come pure non lo fa Dante — con Bonifacio VIII, Manzoni con Don Cristoforo, Stendhal con Bonaparte. Si tratta invece di una politica inserita nel campo della poetica. Direi quasi una poletica. Il rischio letterario — per dirla come Blanchot — ricrea un orizzonte pluricausale, e proprio per questo scema la sua densità letteraria specifica. E questa prospettiva si palesa sin dalle prime pagine dell’opera Die Blechtrommel, uscito nell’immediato dopoguerra. Il romanzo non offriva — come lo ricorda Reiner Kunze 8 — una purificazione del nazional-socialismo e tantomeno si trasformava “ in un inno alla bontà, alla verità, alla bellezza, seguendo il canone del neoclassicismo tedesco.” Grass aveva scelto il grottesco, in cui la vita del personaggio, Oskar Matzerath, corrispondeva alla degradazione morale e politica iniziatasi prima della fine della Repubblica di Weimar — come hanno dimostrato Broch e Canetti, Döblin e Mann. Un libro scomodo. Un ritratto spietato del secolo XX, della Germania quale metafora epistemologica di quel secolo troppo breve. Ma letterariamente fedele a se stesso, come a se stesso lo furono Rabelais e Hermann Broch — con quel suo notevole Die Schuldlosen — Grass si mantenne aperto a quello straordinario fiuto poetico. Lo diceva Canetti: lo scrittore è il cane del suo tempo. Veglia. Sorveglia. Annusa. Quarant’anni dopo, risorge la Germania come un Weites Feld, con i suoi Hofftaler e Fonty — in una vera memoria ellittica o di spirale vichiana — movendo dalla Guerra Franco Prussiana ai nostri giorni. Contrario all’unificazione immediata - sprovvista di un orizzonte etico inclusivo e maggiore — Grass cercava di salvare la parte orientale — l’ex-DDR — dalla sfrenata ambizione occidentale. Preferiva un processo lento e graduale. Una confederazione. E quel che allora sembrava l’eresia democratica di uno scrittore, un pensiero dissonante e biasimevole, si è purtroppo dimostrato Ulla Montan vero. Autofagia. Fagocitose. E troppi conti da fare. O da aggiustare... Dopo Weites Feld, si è tradotto in Brasile La Ratta. Capovolta la sua cronologia, non si trova in quel romanzo niente che lo ravvicini agli strani colori di un Trakl (“Die Ratten”) o al prosatore brasiliano Dionélio Machado (Os ratos). Contempliamo una sconvolgente naturalità. Come quella di una fiaba post-apocalittica, quando non ci sarà un sol uomo sulla terra, in cui gli uomini saranno “soltanto sognati dai topi, sola realtà, spesso reinventata” La metafora non conosce dei limiti ben precisi. Tutte le germanie dei suoi romanzi oltrepassano le loro frontiere, e si confondono con il mondo stesso. Ne La Ratta assistiamo ad un’epica morta dell’Umanità, tedesca e oltre che, mossa da guerre cruenti e suicide, risorge appena nella memoria dei ratti, aldilà di tutte le rovine. Lo spiraglio di un nuovo umanesimo trova nei topi il suo fermo bastione! Ma quel che ci presenta Grass non è il canto del cigno dell’umanità e neppure la forza di un destino ferreo. Non la fine di un brave new world, ma il cospetto della barbarie contemporanea e forse quel possibile anno zero. Dopo quella stessa cultura di morte e oppressione. E in ciò coincide con la cecità, di Saramago, e con l’apocalissi, di Guido Morselli. La fine avvertita. E more poetico demonstrata, con un misto di speranza e crudeltà. COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 Publi Design T Günter Grass Entrevista Não é oriundi... imagine se fosse! André Felipe Lima* N Comunità — Por que você concede poucas entrevistas? Faustão — Se eu abrir exceção terei de fazer trezentas entrevistas por dia. E não é porque sou importante, ou porque sou de televisão, não. Trabalhei em jornal, no Estadão [O Estado de S.Paulo], há mais de 20 anos e essa área de televisão é terrível. É por que não tem assunto. Nessa área de quem faz [jornalista que cobre bastidores da TV] televisão só se verifica merda. Aí, não tem assunto. C.I. — O professor de linguagem verbal Reinaldo Polito lançou um livro no seu antigo programa [Perdidos na Noite, da TV Bandeirantes na década de 1980] e disse que a primeira edição esgotou em menos de uma semana após a entrevista contigo. Qual a receita para um apresentador exercer essa influência no público e manter um programa há 17 anos, como é o caso do “Domingão”? Faustão — O fato de eu ter trabalhado muito tempo em rádio e em jornal me ajudou muito quando fui para a televisão. Trabalhei mais em TV do que em jornal. Trabalhei no Bom Dia São Paulo [TV Globo], TV Record... o jornal te dá o 10 conteúdo. Você tem de fazer o lide [as perguntas “o quê?”, “quando?”, “quem?”, “onde?”, “como?” e “por quê?” feitas por jornalistas para uma reportagem], fazer a observação pessoal, todas essas coisas. O rádio tem aquele imediatismo, agilidade, que são insuperáveis e, principalmente, porque se trabalha em condição adversa. Trabalhei em reportagem geral, cobertura de incêndio, polícia, política, chá da primeira dama. Tudo isso, mais programas de rádio, de música, de jornalismo, cobertura de carnaval, sexta-feira santa, desfile de sete setembro... o rádio te obriga a ficar muito tempo a enrolar, no bom sentido. Tudo isso me ajudou na TV. Agora, não procurei, de forma obcecada, obstinada ou neurótica, essa coisa de sucesso na televisão. Como dizem: “Nada acontece por acaso”, porque já tinha vinte e poucos anos de jornalismo. Eu ia comprar uma rádio no interior de São Paulo, aí recebi a proposta para fazer o Bom Dia São Paulo. C.I. — Qual era a rádio? Faustão — De Campinas, Araras e Batatais, a Rádio Clube Ararense. C.I. — Você começou a carreira aos 15 anos mesmo? Quem te descobriu, afinal? Fotos: Ernane D. Assumpção ão é difícil bater um papo com o apresentador Fausto Silva, o Faustão. E olha que foi preciso interromper a conversa em seu camarim, no Projac, para que ele pudesse, enfim, descansar de uma extenuante gravação do programa, que foi ao ar no domingo de Carnaval. Pausa? Nada disso. “Você não vai me perguntar nada sobre a Itália?”, inquiriu ele. Afinal, quando o assunto é “cultura italiana”, Faustão tagarela como nunca. Ele mesmo afirma não entender direito porque ama tanto a Bota. Em uma bem-humorada entrevista à Comunità, o apresentador falou sobre a transição da carreira de jornalista para a de apresentador de TV. E se justificou por ser avesso a entrevistas. Faustão começou a carreira aos 14 anos, na Rádio Centenário de Araras, do interior paulista. O saudoso radialista Blota Júnior é quem o descobriu. Foi repórter durante 20 anos do jornal O Estado de S.Paulo. Trabalhou na rádio Excelsior, onde despontou como um inovador apresentador de auditório ao comandar o revolucionário programa “Balancê”, na década de 1970, transmitido ao vivo do Teatro Piolim. Do jornalismo, extraiu a versatilidade e conhecimento que, garante ele, foram decisivos para compor o “Fausto Silva da TV”, que surgiu em 1982, no programa “Perdidos na noite”, que varava as madrugadas da TV Bandeirantes. Uma experiência que mantém há 17 anos ininterruptos o programa Domingão, da TV Globo. No final da entrevista, perguntei se iria ao show dos Rolling Stones, que aconteceu na noite daquele sábado em que conversamos no Projac: “Rolling Stones?! Que nada... vou mesmo ao Rolling sono”. Finalmente terminamos o bate-papo porque, no dia seguinte, o programa seria transmitido ao vivo. Faustão — Quatorze anos, na verdade, em 1964. Gozado... eu curtia muito rádio e futebol. Quando fui para Campinas foi para jogar bola no Guarani, com o Cilinho. C.I. — O Cilinho, que foi técnico do São Paulo na década de 1980? Faustão — Isso mesmo. Ele estava começando a carreira de técnico, em 1963 ou 64. Naquele tempo se quisesse ser modelo, jogador de futebol, cantor — puta, meu! —, a família era contra. Tinha que estudar e o cacete. Hoje, é o contrário. Se o cara quiser estudar na faculdade, não. Entra lá no Big Brother, vai ser modelo... mudou completamente. Aí, acabei indo trabalhar em rádio COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 por brincadeira mesmo. Gostava de rádio e o meu pai tinha amizade com o Blota Júnior [um dos mais conhecidos radialistas de São Paulo, morto em 22 de dezembro de 1999]. Através dele comecei a trabalhar no rádio de 1964 até 1970. C.I. — O que você apresentava naquela ocasião? Faustão — Tudo o que você possa imaginar. O rádio no interior é bom porque você fala um monte de besteira e numa rádio grande, falamos menos. Em rádio no interior tem de fazer a “hora da Ave Maria”, programa sertanejo, programa policial, entrevista, noite de autógrafos, que é outro apogeu da merda [sic] também. Você cobre carnaval... essa fauna toda acaba ajudando para que se tenha versatilidade. O fato de ter uma cultura bastante diversificada, de trabalhar com texto, na cobertura do Papa, incêndios do Joelma e do Andraus [O primeiro, em 1974, o segundo, em 1972], cobertura de seleção brasileira, Copa do Mundo... tudo me ajuda na improvisação. Uma boa dose de informação para fazer [o trabalho na TV] com emoção. O programa de domingo tem de ser feito para todas as classes, todas as idades, no pior dia da semana porque é MARÇO 2006 / o dia em que todo o mundo está vendo televisão junto. Durante a semana tem horário específico para criança, para jovem, para o esporte, para novela, para o jornalismo... domingo, não. C.I. — Muitos criticam os repórteres que cobrem futebol, mas muitos deles foram bem sucedidos... C.I. — A que você atribui esse preconceito? Faustão — Preconceitos de todos os tipos. A vida, na verdade, é um grande jogo. Ou se entra em campo e toma pontapé, perde e ganha, ou fica na arquibancada. Você se expõe. O esporte [a cobertura jornalística] te dá versatilidade. Tanto que um cara sai do esporte e vai para a ‘A vida, na verdade, é um grande jogo. Ou se entra em campo e toma pontapé, perde e ganha, ou fica na arquibancada’ Faustão — Você pega Joelmir Beting, Armando Nogueira [profissionais que iniciaram a carreira no jornalismo esportivo]... você tem toda a razão. Há um preconceito porque dizem que o “pessoal que sai do esporte é alienado”. Isso não é verdade. Há vários exemplos de gente que saiu do esporte [do jornalismo esportivo] e se deu bem em outras atividades. COMUNITÀ ITALIANA editoria de política, local, cultura e se dá bem. Agora, o inverso não acontece. Nós estamos no país dos preconceitos. Se há um país com a maior hipocrisia, é aqui. Onde fala que “não há racismo”, se fala que “existe uma igualdade”. Existe porra nenhuma! É o país do “faz-de-conta”. Se esquece um pouco disso no carnaval. Se o brasileiro tivesse um por cento da seriedade, 11 da união, do espírito de patriotismo que tem na Copa do Mundo e tivesse esse um por cento no resto, a gente não estaria na situação em que estamos. Veja o problema da educação. Só sairemos disso se haver educação decente. Isso, não tem. C.I. — Todo o repórter de futebol tem as histórias mais inusitadas possíveis... Faustão — Tenho várias. De futebol tem uma porrada de jogadores que dizia: “Ah, estou hoje realizando um sonho, vou jogar na cidade aonde Jesus nasceu: Belém do Pará”. Porra! [risos] Não lembro quem falou isso, mas tenho um conteúdo desse tipo dito por um repórter. Fomos cobrir um jogo em Jaú e um repórter estava num churrasco e tomou um limão [caipirinha]. Dormiu, e dormiu atrás do gol. E aí, durante o jogo, saiu um puta de um quebra-pau do lado dele e ele estava lá, roncando. Acho que era o Jaedson. Aí o cara [locutor] falou: “O que houve aí, Jaedson?”. Ele disse assim: “Ouve a rádio educadora de Campinas”. Daí, ele acordou [risos]. C.I. — Estamos falando de sua carreira, mas a revista é para a comunidade italiana. Aliás, você viajou recentemente à Itália? Faustão — Não sou oriundi, mas esse meu amor pela Itália descobri através de amigos italianos aqui, no Brasil, e, principalmente, do Paulo Roberto Falcão. Fiz amizade com o Falcão quando ele surgiu na Taça São Paulo [de 1972, jogando pelo Internacional de Porto Alegre] e, por interesse comum, tanto meu quanto do Falcão, por moda, levei ele à várias confecções de amigos que tenho em São Paulo. Aí, nasceu uma amizade e — quando o Falcão já estava em Roma — fiquei uns quatro dias e fui à casa dele em Balduina, na via Alfredo Prusco, cento e sete. Ele morava num condomínio aonde também morava o Giuliano Gemma. Foi ele quem começou a me mostrar o lado de moda. Nem ele sabe disso. Depois, não tive chance de contar. Estamos sempre juntos, aqui, mas um dia falei a ele que foi essa influência dele que fez com que eu me aprofundasse nas coisas da Itália. Fiz amizade com italianos que vivem aqui, como Geraldi Andriello, que é hoje o principal industrial da área de tecido e moda, é dono da Fidelli, tem cinco fábricas em São Paulo, e veio para cá em porão de navio; o velho alfaiate Raffaele Minelli, que foi um marco na história da elegância em São Paulo; Giovanni Bruno, Giancarlo Bola, Massimo Ferrari, Luciano Polarini e os irmãos Neroni [todos do ramo gastronômico]. Vou pelo menos duas vezes por ano à Itália. Tudo que você possa imaginar, eu conheço, quer dizer, só não conheço a Sicília. Historicamente eu já tinha ligação com a Itália. Conheço mais de 50 cidades, já fui mais de 40 vezes lá. Tenho um envolvimento total com aquele país a tal ponto que os meus cachorros são italianos, da raça “cane corso”. Fui eu quem trouxe a raça para o Brasil. Tenho amigos na Itália: Eros Ramazzotti, Tiziano Ferro, Nico Fidenco, Laura Pausini, Pepino di Capri. Quando eles vêm aqui, se surpreendem com o meu conhecimento sobre a Itália. Já cheguei para o Pepino di Capri e conversamos, brincando, no dialeto napolitano. Os próprios italianos se surpreendem comigo por eu não ser oriundi e 12 Opinione ‘Se há um país com a maior hipocrisia, é aqui. Onde fala que não há racismo, se fala que existe uma igualdade (...) é o país do faz-de-conta’ falar italiano e gostar da Itália como eu acho que poucos italianos gostam do país e o admiram tanto quanto eu. C.I. — Qual o seu clube de coração na Itália? Faustão — Gozado, não tenho. Curto o Milan, a Roma... acompanho tudo pela televisão. C.I. — Na sua árvore genealógica não há mesmo nenhum parente italiano? Faustão — Nada, nada. Tudo origem portuguesa. Minha esposa [Luciana Cardoso] tem cidadania italiana pelo lado da mãe e portuguesa, pelo pai. Ela não tem a cidadania italiana, mas sim a portuguesa. C.I. — Já que é um amante da Itália, não pensa em obter a cidadania por parte da sua esposa? Faustão — Isso não me frustra. Sou muito bem tratado por lá [na Itália]. A única crítica que faço está na questão da educação familiar italiana, que é complicada para eles próprios e acaba prejudicando. Eles exigem que os filhos morem perto deles. C.I. — O último censo italiano apontou índices absurdos de analfabetismo, abaixo até de países menos desenvolvidos economicamente... Faustão — O que me frustra, às vezes, é que, na verdade, a Itália não percebeu a força que tem. Era para estar numa situação melhor do que está. C.I. — Se pudesse votar na Itália, votaria em quem? Faustão — Não falaria da vida interna da política da Itália. Até porque não tenho conhecimen- to profundo sobre essa questão. Não vivo lá para valer. Então, qualquer coisa que eu fale posso estar falando besteira e prefiro não opinar. Agora, país que tem Roberto Benigni, Vitório Sgarbi e Renzo Arbore; toda a parte da televisão e cultura italianas; Domenico de Masi... tem o jornalista Gerardo Landulfo, que é da editora Polvani... assino todas as revistas que se referem à Itália. Acho que nunca vi um caso doido de paixão pela Itália como o meu. C.I. — Participa da comunidade italiana no Brasil? Faustão — Em nada. Tenho só ligação afetiva e admiração pela fibra de histórias do povo italiano, que veio no navio. Embora não tenha nada de italiano é cada vez maior meu envolvimento com a Itália. C.I. — O italiano promoveu uma das maiores diásporas nos últimos 200 anos por todo o mundo. Só no Brasil são mais de 25 milhões de oriundi... Faustão — É, através da gastronomia, arte, cultura, música e esporte. Volto à Itália, no final de abril. Devo ficar uns 15 dias, mas já fiquei um mês e meio. Vou geralmente para assuntos que as pessoas nem imaginam, sejam eles de moda, artesanal, cerâmica e etc.. A Itália é um museu a céu aberto. É o museu do design, do Armani. Vou à Fucecchio, onde tem uma fábrica de sapatos e onde fiz amizade com um tal de Bruno da Reriz e então fico sabendo de todas as novidades da área. Vou à Montecatini, um lugar de turismo mais procurado pelos italianos. Vou lá há mais de 15 anos. Quando vou para Valencia Pò, a cidade onde tem mais de 150 ourivesarias. Visito tudo por lá: às vezes saio de Roma e vou a Bari, que é uma cidade fascinante e o dialeto barese é muito legal. As regiões que não conheço são Basilicata, Calábria e Sicília. O resto, já fui a tudo. C.I. — Você disse há pouco que a Itália precisava reconhecer mais a força que tem... Faustão — O problema da Itália está em olhar para si mesma. Eles têm tanto orgulho de si mesmos, mas falta foco. O italiano, às vezes, complica coisas simples. É o povo mais criativo do mundo, mais simpático. A humanidade vai reconhecer um dia toda contribuição dessa comunidade italiana em cada país, seja fazendo café, não só na pasta, na pizza, no carpaccio, mas na movelaria, marcenaria, design... C.I. — Os brasileiros herdaram um pouco disso tudo que você mencionou? Faustão — Ah, sem dúvida. Sou apaixonado pela Itália. Para você ter uma idéia, curto toda a programação da televisão italiana, mesmo sendo uma programação mais antiga, mais lenta. Nada a ver com a brasileira. De algumas coisas eu gosto da RAI. Sei tudo o que acontece na vida artística italiana. Te juro, não sei nem explicar essa paixão pela Itália. E eu não bebo, nunca bebi na vida nem cerveja, vinho... nada. É curioso. Nem eu sei explicar porque não bebo. Trabalhei em jornal, rádio... lugares em que todo o mundo bebe e fuma, mas eu nunca bebi. Meu pai incentivou os filhos a beberem, mas eu não consegui. Somos seis irmãos, cinco irmãs e eu. Sou o mais velho. A única droga em que mexo é o meu programa [risos]. (colaborou Luciana Bezerra dos Santos). COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 Reprodução Política Sanremo nuoce al buonumore Povia ha trovato la formula giusta per penetrare nei cuori semplici degli italiani Ezio Maranesi P untuale come la morte, anche nel 2006, sul finire dell’inverno, é arrivato il Festival di Sanremo. Un tempo non esistevano i vaccini oggi disponibili, quindi si poteva star certi che il morbillo e la parotite sarebbero arrivati, e quando arrivavano eravamo a posto, tranquilli; era come aver pagato un debito e ci si sentiva sollevati. L’incubo era passato. Ora si aspetta Sanremo, sappiamo che deve arrivare, lo temiamo. Poi Sanremo arriva, lo guardiamo, ci annoiamo, scoliamo fino in fondo il calice amaro, ma poi ci sentiamo meglio, con il piacere del dovere compiuto. E come la parotite, che si dice nuoccia alla virilità, Sanremo nuoce al buonumore, ci rende tristi quasi come un carnevale paulistano. Ma ormai Sanremo fa parte di noi, come il compleanno, come la Quaresima, come la pioggia di marzo, e ci sentiremmo orfani se ci fosse repentinamente sottratto. Così, siamo quasi felici quando, anno dopo anno, Sanremo colpisce ancora. Sono ormai 56 i colpi sparati, e siamo ancora vivi. Sulle canzoni dell’edizione 56 c’é poco da dire. Come sempre, alcune sono buone, altre meno, altre da gettare. Ma va riconosciuto lo sforzo, a mio parere riuscito, di fuggire dalla banalitá. È un fatto positivo. Addirittura, la canzone vincente è una geniale mescolanza tra l’idiozia, la furbizia e la sottigliezza metafisica. L’autore Povia si era già presentato l’anno scorso con la canzone “Quando i bambini fanno oh... “. Era fuori concorso, altrimenti avrebbe vinto. E i bambini hanno fatto oh... l’anno intero, mentre gli adulti facevano “oh... santo cielo, ancora...“. Quest’anno, esauriti i bambini, ci ha provato col tubare dei piccioni, che fanno prrr... E ha vinto. Ha trovato la formula giusta per penetrare nei cuori semplici e nell’intelletto discutibile degli italiani che l’hanno votato. Aspettiamoci che, per il prossimo Sanremo, Povia e i suoi imitatori ci delizieranno con pigolii, muggiti, barriti, ruggiti, belati, ecc. Ma le canzoni mi interessano poco; sono giochini che si vestono di serietà MARÇO 2006 / quando rendono fortune ai loro autori e interpreti. Delle altre, quelle che non rendono, magari molto belle, non si parlerà mai più. Mi interessa Sanremo come fatto di costume. È uno show televisivo come tanti altri ma in più ha preparazione, impatto e risonanza unici nel mondo italiano dello spettacolo. Probabilmente anche la dimensione del costo è unica. Grandi quindi sono le aspettative, inesauribili i commenti e severe le critiche. E infatti se ne è parlato molto; in toni tiepidi le persone in qualche modo coinvolte o politicamente corrette, in toni aciduli le altre. Il verdetto più severo: l’auditel, giudizio universale dell’era cibernetica. Panariello, ahimé per lui, ha avuto meno spettatori che Bonolis, la Ventura, ecc. Sarà messo al rogo. Ma non voglio ripetere cose già dette da altri. Vorrei piuttosto cogliere alcuni flash, per trarre poi alcune bonarie conclusioni sui valori che ispirano oggi il nostro cammino. Per esempio, facevano parte del circo quattro corazzieri femmine, tanto imponenti quanto imbranate. Hanno cercato di farle parlare ma non c’è stato verso. Meglio cosí. Il sito del Corriere della Sera, riproducendo foto apparse su un settimanale femminile, ce le ha mostrate con pochissimi veli, in qualche caso senza velo alcuno. Si capiva chiaramente che, in quella veste (per modo di dire), erano più a loro agio, ed è un peccato che abbiano voluto vestirle, anche se si trattava di abiti di griffe. Ci sono stati poi gli ospiti e, su questo punto, pungenti sono state le critiche. Ma voglio dire anch’io la mia sull’ospite John Travolta. Questo signore, si fa per dire, è stato in scena una decina di minuti, ha detto circa dieci parole, ovviamen- COMUNITÀ ITALIANA te in inglese, ha fatto finta di canticchiare una canzone che non conosceva, e se n’è andato in gran fretta come se il teatro stesse prendendo fuoco. I giornali dicono che abbia preso (guadagnato sarebbe una parola impropria) un cachet di 400.000 euro. Si capiva chiaramente, dall’espressione tesa del viso, che il Travolta, mentre scappava, teneva mentalmente stretto il suo malloppo e era molto ansioso di investirlo in borsa. Una impresa seria farebbe causa al Travolta e/o licenzierebbe il direttore della produzione, ma per la RAI 400.000 euro non fanno differenza. Fabrizio del Noce, il direttore, afferma: gli spettatori vogliono lo show, noi glielo diamo per avere alti indici di ascolto perché sono essi che ci permettono gli investimenti. Come l’ingaggio di Travolta. Penso alla nostra sinistra disubbidiente, in servizio permanente effettivo. Perché invece di inseguire certe cause idiote non “disubbidisce” per una causa giusta: non pagare il canone che la RAI esige, a termini di legge, per propinare ai suoi utenti un prodotto cosí scadente? Quanto al festival della canzone, ritengo non debba diventare uno show, nel quale le canzoni sembrano essere un pretesto fastidioso e trascurabile. È il festival della canzone; la canzone è protagonista e il contorno sia correttamente presente ma leggero, affinché il susseguirsi delle canzoni non diventi simile alla lettura dell’elenco telefonico, o meglio, con la nuova vena animalista, una visita accademica al giardino zoologico. I meno giovani ricorderanno i festival degli anni ’50 e ’60: per favore, ridateci Nilla Pizzi! 13 Musica UOMINI – VINCITORE POVIA “…solo con te” “Sparirò" “Liberi di sognare" “Vorrei avere il becco" “L’uomo delle stelle" “L’alfabeto degli amanti" Alex Britti Luca Dirisio Gianluca Grignani Povia Ron Michele Zarrillo AFP Fotos: Ansa DONNE – VINCITRICE ANNA TATANGELO “Processo a me stessa” “Com’è straordinaria la vita" “Tempesta” “Essere una donna" “Lei ha la notte" “Noi non possiamo cambiare" Anna Oxa Dolcenera Simona Bencini Anna Tatangelo Nicky Nicolai Spagna GRUPPI – VINCITORI NOMADI Da sinistra, Victoria Cabello, Giorgio Panariello e Ilary Blasi, i conduttori del Festival di Sanremo. A destra Vittoria Elena Risketa canta il brano che le ha fatto vincere il concorso canoro nazionale Macedonia ‘Vorrei avere il becco’ vince Festival di Sanremo Con metafora sulla fedeltà coniugale Povia batte Nomadi, Anna Tatangelo e Riccardo Maffoni Ana Paula Torres L Correspondente • ROMA La 56ª edizione del Festival della canzone italiana è iniziata con un lungo monologo del conduttore Giorgio Panariello con tanto di ringraziamenti e classiche battute. "Come prima cosa volevo ringraziare lo scenografo, Dante Ferretti, che ha fatto questo capolavoro straordinario che mi circonda". Poi, continua: "Immaginate la mia emozione: questo palcoscenico è stato calpestato da Baudo, Buongiorno, Corrado, Carrà. Qui è caduto Jovanotti, Benigni, e pure la spallina di Patsy Kensit". E subito dopo, Panariello ha chiamato sul palco del teatro Ariston di Sanremo le sue compagne femminili di avventura, Ilary Blasi, moglie del calciatore romano Francesco Totti, e Victoria Cabello. Finalmente si parte con la presentazione delle canzoni in gara, mentre l’ospite di onore della serata è l’attore John Travolta. L’audience si rivela una grande delusione per la Rai, con 44,45% di share e 9.141.000 spettatori, 14 contro i 54,69% di share e 16.599.000 spettatori conquistati la scorsa edizione da Paolo Bonolis. La seconda serata è stata segnata dalle scuse di Ilary Blasi per il seno scoperto improvvisamente, e da quelle di Panariello per un ritmo che manca, non solo alla produzione ma anche alle canzoni, tutte di carattere molto melodico. "Trovo che le pubblicità dentro al Festival siano massacranti. È una delle cose che non faranno mai partire questo Festival. Anche volendo, è difficile, se lo show viene continuamente spezzettato. Si perde il ritmo, il pathos e la grinta. Questi stop sono veramente troppi", si difende il conduttore, mentre si dimentica che sono proprio le pubblicità che rendono possibile il pagamento di superospiti, come ad esempio John Travolta, che avrebbe ricevuto niente meno che 400 mila euro. Insomma, tutte scuse, perché anche Bonolis aveva gli spot l’anno scorso. "Panariello, scenografia e canzoni non vanno", hanno dichiarato i membri della categoria dei pubblicitari. Per completare, il conduttore cerca di trovare altri motivi al fallimento, finendo per peggiorare ancora di più l’immagine di sé e del suo Festival. "Io vengo da un film, la Cabello da Mtv, la Blasi ha fatto un bambino. Fateci prendere il passo. L’anno scorso Paolo Bonolis veniva da una frequenza televisiva lunga, aveva il ritmo dentro l’orecchio". Ma Panariello non convince nessuno con tutte queste spiegazioni del perché dei brutti risultati. Per questa seconda puntata, un altro giro delle canzoni in gara, Francesco Totti in platea e l’attore Jesse McCartney come ospite. Mercoledì, pausa, va in onda la partita di calcio tra Italia e Germania. Giovedì, torna il Festival nella sua terza serata con un’ incredibile sfilata di ospiti. Ma Leonardo Pieraccioni, Carlo Verdone, John Cena, gli olimpionici di Torino 2006 e tutti gli altri non sono bastati a far riprendere quota agli ascolti, che si attestano in media sui 6.234.000 telespettatori con il 33,49 % di share. Ormai arrivati sulla quarta e penultima serata, Fabrizio Del Noce, direttore di Rai Uno, dichiara di non pensare più agli ascolti, ma di voler concludere la kermesse con dignità. "Francamente ci aspettavamo qualcosa di più per come la serata è stata costruita, per il buon risultato dal punto di vista artistico, ma gli ascolti non sono più il nostro obiettivo, che in- COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 vece è finire il Festival con dignità artistica". I finalisti della 56ª edizione di Sanremo sono: Dolcenera e Anna Tatangelo nella categoria "donne", Michele Zarrillo e Povia per "uomini", Nomadi e Zero Assoluto per "gruppi", e Simone Cristicchi e Riccardo Maffoni per la categoria "giovani". La finale del Festival targato Giorgio Panariello si risolleva negli ascolti, portando a casa una media ponderata del 48,23% di share. La serata è iniziata con lo spirito del Sanremo di una volta, quello bello ed elegante di Domenico Modugno, autore di "Vecchio frac", canzone che viene interpretata da Giancarlo Giannini. Ma i veri protagonisti della serata sono gli artisti che più e meglio di altri hanno fatto trionfare la musica italiana all'estero: i commendatori Laura Pausini ed Eros Ramazzotti e il Grand'Ufficiale Andrea Bocelli. In realtà, anche Zucchero è stato nominato commendatore, ma non era presente. Loro hanno ricevuto queste onorificenze dallo Stato italiano e per farne la consegna a Sanremo, il Presidente Carlo Azeglio Ciampi ha incaricato il sottosegretario alla Presidenza del Consiglio, Gianni Letta, che nel pomeriggio si era presentato come "un postino di lusso, lieto e onorato di essere a Sanremo per la consegna delle onorificenze". Nella serata conclusiva del Festival è stato Andrea Bocelli il primo a cantare, interpretando "Il mare calmo della sera" e poi con la popstar Christina Aguillera, duetta con "Somos novios". La sua presentazione si conclude con "Because we believe", scritta per le Olimpiadi di Torino 2006. Dopo arriva Eros Ramazzotti, che entra sul palco cantando "Terra promessa", con la quale vinse a Sanremo nel 1984, nella categoria "giovani". In seguito, esegue "Una storia importante" e "Adesso tu", altri suoi due successi. Poi, interpreta "I belong to you" con Anastacia. Per concludere con i superospiti, arriva Laura Pausini che canta alcuni dei suoi successi come "La solitudine" e "Strani amori". Poi interpreta "She" di Charles Aznavour rivisitata in italiano. Alla domanda di Panariello su di un sogno ancora irrealizzato, Laura confessa: "Essere madre e moglie. Ancora non ci sono riuscita, spero che accada presto". Intanto una cosa davvero bella accade, quando la Pausini ed Eros Ramazzotti, prima della proclamazione del vincitore, eseguono insieme "Nel blu dipinto di blu" nell'arrangiamento originale di Modugno. Finalmente arriva il verdetto. Vincono Anna Tatangelo, Povia, i Nomadi e Riccardo Maffoni nelle varie categorie in cui è stato suddiviso il Festival, mentre il grande vincitore del Sanremo 2006 è Povia con la canzone "Vorrei Vittoria di Povia in un festival avvelenato dalle critiche. Onorificenze a Bocelli, Ramazzotti e Pausini MARÇO 2006 / COMUNITÀ ITALIANA “Dove si va” “Svegliarsi la mattina" “Un discorso in generale" “Solo lei mi dà” “Un altro posto nel mondo" “Musica e speranza" Nomadi Zero Assoluto Noa, Carlo Fava & Solis String Quartet Sugarfree Mario Venuti & Arancia Sonora I ragazzi di Scampia con Gigi Finizio GIOVANI – VINCITORE RICCARDO MAFFONI “Rido…forse mi sbaglio” “Nel tuo mare” “Non dimentico più” “Di luna morirei” “Con un gesto” “Irraggiungibile” “Sole negli occhi” “Che bella gente” “Davvero” “Capirò crescerai” “Preda innocente” “Un mondo senza parole” Ameba 4 Andrea Ori Deasonika Melena Hellwig Ivan Segreto L’aura Riccardo Maffoni Simone Cristicchi Virginio Antonello Tiziano Orecchio Monia Russo avere un becco". E' l’attrice Virna Lisi a consegnargli il premio, ma lui forse non ci fa nemmeno troppo caso, data la sua grande commozione. Ringrazia subito il suo produttore e poi si rivolge alla sua compagna Teresa dicendole "Volevo dirti che ti amo e ti amerò per sempre e ti ringrazio di aver dato alla luce una bambina bellissima come Emma. Dedico questa vittoria a mia mamma e mio papà, sono quarant'anni che stanno insieme, ma non li vedo mai darsi un bacio, quindi papà, ti prego, alzati e dài un bacio alla mamma". Povia fa vedere a tutti la sua semplicità, proprio quella che il cantante esprime nella sua canzone. Attraverso una metafora si serve dei piccioni per parlare della fedeltà coniugale. "La struttura portante della società è la famiglia, e se si sgretola questa struttura, si sgretola questa società. Questo il senso della mia canzone. La gente, a certi valori ci ha sempre creduto, nonostante la crisi degli affetti, dei sentimenti", spiega. Insomma, un risultato a sorpresa. Erano più favoriti i Nomadi con la canzone "Dove si va" sulla guerra e la speranza. Il pubblico, con il televoto, ha premiato la famiglia ed i sentimenti espressi nella canzone di Povia invece delle radici operaie della "rossa" Emilia Romagna dei Nomadi, storico gruppo italiano che è tornato a Sanremo dopo 35 anni dall’ultima partecipazione. Ormai è finita la 56ª edizione del Festival della canzone italiana. Tra un anno vedremo cosa succederà alla prossima kermesse che tornerà alla conduzione di Pippo Baudo, un presentatore non certo alle prime armi nel calcare il palcoscenico dell’Ariston. 15 Capa Fotos: Chaves Valeu a pena Lula discursou, bebeu vinho e prometeu mais incentivos para o setor. Os produtores de uvas gostaram do que ouviram e os turistas brindaram os resultados da 26ª Festa da Uva Luciana Bezerra dos Santos C AXIAS DO SUL — A 26ª Festa Nacional da Uva e a 20ª Feira Agroindustrial em Caxias do Sul rendeu mais do que esperavam os organizadores e prefeitura local. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez prestigiou o evento e anunciou novos subsídios para a produção de vinho no País. Os principais investidores do Rio Grande do Sul, naturalmente, empolgaram-se, não somente com a pompa do discurso de Lula, mas também com o saldo do mega-encontro, que registrou a presença de 890 mil pessoas na cidade, com os turistas gastando uma média diária de R$ 80 no evento. E o mais importante: do volume total de uvas colhidas na cidade, cerca de 10% a 15% têm como destino a venda in natura, basicamente as variedades Niágara e Isabel, que foram distribuídas durante o evento. Foram consumidas 220 toneladas de uvas e gerados cerca de 2,5 mil postos de trabalho durante a Festa da Uva, que aconteceu de 17 de fevereiro a 5 de março. Para esta edição, a organização e prefeitura de Caxias do Sul gastaram mais do que em 2005. Foram desembolsados R$ 6,5 milhões, enquanto que no ano anterior R$ 5 milhões foram consumidos. A terceirização de serviços foi prioridade. Os principais investimentos no parque em que a 16 festa e a feira aconteceram foram na abertura e pavimentação de vias, instalação de câmeras de segurança, implantação de estacionamento com espaço para 300 ônibus e reforma geral das redes elétrica e hidráulica. — Vimos que seria mais econômico e produtivo terceirizar as contratações do que fazêlas diretamente pela comissão [organizadora] — explicou Paulo Poletto, diretor administrativo e financeiro da Comissão Comunitária e da empresa da Festa Nacional da Uva. O esforço empreendedor valeu a pena. Quem visitou Caxias do Sul não teve do que reclamar. A empresária carioca Isaura Gouvea, que até então só conhecia a festa pelos comentários de amigos, resolveu antecipar o carnaval e trouxe a tira-colo o marido, o engenheiro Ademir Paviani, e a filha Clara, de 10 anos. — Este ano resolvemos mudar o roteiro do carnaval. Como estamos de férias, optamos pela Serra Gaúcha, que não conhecíamos. Estou adorando a Festa. É tudo diferente: os costumes, a cultura... estou me sentindo na Europa. Minha filha nunca imaginaria que comeria uva no pé — assegurou a empresária. Durante a apresentação do espetáculo Som e Luz, havia uma animada turminha da terceira idade, com 15 pessoas. Incauta, a repórter perguntou se todos eram de Caxias mesmo. E logo veio a resposta, com sotaque mineiro: “Não, uai! Somos de Belo Horizonte!”. Os idosos viajaram cerca de 18 horas para prestigiar o evento e apreciar as belezas da Serra Gaúcha. Segundo a responsável pelo grupo, Ivone Mendonça, a viagem “é cansativa”, mas vivenciar de perto os costumes da região... “não tem preço”. — Espero estar viva em 2008 para estar novamente aqui — almeja a simpática aposentada, Adelaide Novaes, que desde que o marido faleceu começou a viajar Brasil a fora com suas amigas da terceira idade. LULA SE ESBALDOU O presidente Lula fez discurso. Nas entrelinhas, percebeu-se que tentará manter o posto nas próximas eleições. Mas nem tudo foi falação. Sobrou tempo para que se divertisse. Com a primeira-dama Marisa Letícia e os ministros Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário, Roberto Rodrigues, da Agricultura, Dilma Rousseff, da Casa Civil, Lula passeou pelos pavilhões da Feira e arriscou-se, na Casa do Colono, a debulhar o milho durante a Olimpíada Colonial da Festa da Uva. E não é a primeira vez que o presidente se COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 sente a vontade em Caxias do Sul. Na edição de 2004 participou da prova de fazer bíguli. O embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise, também pegou carona na comitiva presidencial e prestigiou a Festa da Uva. Mas a turma do vinho queria mesmo é saber de apoio à produção. Foi atendida. Na abertura da Festa da Uva, Lula garantiu que o financiamento de R$ 250 milhões para os produtores de vinho não é falácia. Tanto que os recursos já estão disponíveis nas agências do Banco do Brasil, desde 20 de fevereiro. Do montante, R$ 150 milhões são do EGF (Empréstimo do Governo Federal) e os R$ 100 milhões restantes, da iniciativa privada. O EGF terá juros anuais de 8,75% e o pagamento das parcelas mensais ocorrerá no peLula e dona Marisa foram recebidos pelo governador Germano Rigotto. ríodo de maio a dezembro de 2007. Muito vinho e a certeza de que via participar da corrida eleitoral A linha de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Fami— Estive com o Lula durante a abertura, pontos percentuais, como crédito presumido, filiar) caiu como uma luva. O objetivo do programa é melhorar a venda, fiscalização e qualidade mas não conversamos muito, apenas dei o meu cando em 12% — citou Rigotto. Mesmo não sendo do ramo do vinho, a Marda produção da uva e do vinho no Rio Grande queijo para ele e tomamos um vinho. Na minha do Sul. Vinte mil produtores de uva e mais de opinião, os políticos estão em campanha perma- copolo também participou da Festa e da Feira 650 vinícolas serão beneficiados. A expectativa nente. Vencem as eleições e, no dia seguinte, já Agroindustrial. A empresa, uma das maiores faé de que a medida ajude a cumprir a política de estão trabalhando suas imagens para uma próxi- bricantes de ônibus da América Latina, antecipou novos investimentos. Durante o encontro preço mínimo da uva: R$ 0,42 por quilo da fru- ma — alfinetou Randon. Durante a vista do presidente à Caxias do com Lula, foi cogitada a melhoria do sistema de ta. Porém Lula deixou claro aos produtores que a política do “Deus dará e ao vosso reino, nada” Sul, foram inevitáveis os comentários a respeito financiamento, para que as empresas nacionais não vai funcionar. Sobretudo quando o assunto dos efeitos do escândalo “Mensalão” e da valo- tenham mais condições de renovar suas frotas. é apoio federal à exportação do vinho brasileiro rização do real sobre o dólar na economia. Ran- Além das fábricas do Brasil, a Marcopolo, cujo don, por exemplo, ressaltou como incômoda a capital é exclusivamente nacional, mantém para que se torne mais competitivo. — Nem vocês podem ficar pensando que situação política de Brasília, especificamente plantas industriais no México, Colômbia, Porpara os viticultores: tugal e África do Sul. Em 2005, essas unidades tudo depende de uma — A crise do ‘Men- produziram 16,4 mil ônibus e o faturamento reação do governo, nem salão’ e outras crises gistrado foi de R$ 1,7 bilhão, dos quais 55% o governo pode ficar sempre afetam os em- vieram das exportações e o restante, do merpensando que tudo depresários. Outro fator cado brasileiro. pende da vontade indiruim também foi a seca — Devemos produzir entre as fábricas espavidual. Nós temos que que atingiu a região sul lhadas no Brasil cerca de 50 unidades por dia assumir a responsabiliem 2005. O Rio Grande dos diversos modelos. A expectativa para 2006 dade coletiva — desfedo Sul exportava nove é de que nosso faturamento deverá chegar a R$ riu Lula. Segundo ele, é milhões de toneladas 1,8 bilhão — enfatizou Valter Gomes Pinto, dipreciso que o produtor de soja e, com a se- retor corporativo da Marcopolo e vice-presidente brasileiro pare de reclaca, chegou a exportar do evento. mar da presença do vidois milhões, ou seja, A Festa da Uva vem recheando os cofres púnho argentino no Brasil o estado perdeu sete blicos e privados. O prefeito de Caxias do Sul, e pense em alternativas milhões de toneladas e, José Ivo Sartori, neto de italianos do Veneto, para levar o vinho braRAUL RANDON, EMPRESÁRIO com isso, receita tam- nasceu em uma colônia em Farroupilha e recosileiro ao mercado porbém — disse o empre- nhece que a Festa é um evento que só deu certo tenho. — Não há temnesses anos todos por causa do mutirão que se po para lamentar, há tempo para trabalhar cada sário, um crítico da valorização do real. Segundo ele, a moeda brasileira está muito constrói em torno dela. O lucro se traduz em invez mais — completou. Mesmo assim, Lula anunciou em Caxias do valorizada sobre o dólar, o que “acaba dificul- vestimentos, como o do pólo metal-mecânico. — Foi através da Festa da Uva que o muSul convênios para o programa de apoio às ex- tando as exportações”. — E cada vez mais está ficando difícil expor- nicípio desenvolveu o lado econômico, social, portações do setor vinícola, maior controle na fiscalização nacional de vinhos e liberação de tar. E parece que o real será mais valorizado ain- industrial, político, agrícola e cultural. Comecei R$ 1 milhão para compra de espectrômetro de da. A meu ver este ano será mais difícil ainda. minha carreira política em Caxias do Sul. Lemmassas, que equipará o Laboratório de Enologia Não vejo boas coisas para o Brasil da maneira bro-me que jogava bola com meus amigos do seda Secretaria Estadual da Agricultura, localizado em que está, com um real muito valorizado em minário aqui nesta área, onde acontece a Festa cima do dólar. da Uva — aponta Sartori. Sem eufemismos, ele em Caxias do Sul. O governador do Rio Grande do Sul, Germano destaca que a renda per capita de Caxias “gira Os empresários e executivos presentes na Festa da Uva gostaram do que ouviram, mas Rigotto, também esteve no evento e enfatizou em torno de US$ 2 mil” e o PIB “é de R$ 5,6 sempre com um pé-atrás. Como o empresário que os subsídios ao vinho não vêm apenas de bilhões”. — É o terceiro maior PIB do estado. Os Raul Randon, do Grupo Randon, que reconhece Brasília. Ele lembrou aos produtores sobre o re- investimentos do município na área da educação as vantagens para os produtores que não vão passe, nos últimos três anos, de R$ 7,5 milhões chegam a 30% do nosso orçamento e na área da mais precisar esperar tanto tempo para receber do governo do Estado ao Instituto Brasileiro do saúde, mais de 17%. Vinho (Ibravin), além de mais R$ 3 milhões preSó resta agora esperar o que a Festa da Uva o dinheiro das suas safras. de 2008 vai reservar de bom para os investi— O montante do financiamento está dentro vistos para este ano. — Os estados do Brasil têm alíquotas de dores gaúchos... e aos turistas também. Já há do que esperávamos. Acredito que não faltará dinheiro — disse o empresário, que recebeu Lu- ICMS de 25% para o vinho. No Rio Grande do Sul, data marcada: de 21 de fevereiro a 9 de março a alíquota era de 17% e foi diminuída em cinco de 2008. la em seu estande. ‘O montante do financiamento está dentro do que esperávamos. Acredito que não faltará dinheiro’ MARÇO 2006 / COMUNITÀ ITALIANA 17 Opinione Il Brasile che non decolla C i stiamo ormai avvicinando alla scadenza elettorale di ottobre e la stampa pubblica che il PIL brasiliano é cresciuto nel 2005 di soli 2,3%, ben poco se si tiene conto di una sia pure contenuta espansione demografica, mentre la media mondiale del periodo è stata di ben 4,3%. In effetti, sia pure con qualche oscillazione annua, è questa la media di crescita del PIANO REAL, quindi degli ultimi 12 anni, in cui il Brasile ha privilegiato la stabilità monetaria, la privatizzazione dell’economia, la modernizzazione dell’industria e della produzione agricolo/zootecnica, con interventi sociali prevalentemente rivolti alla scuola ed alla sussistenza delle classi più povere. Quindi i dati brasiliani di per sé non sarebbero scoraggianti, anche perché parrebbe forse preferibile contrapporre ad una tumultuosa crescita economica una razionalizzazione del sistema di vita, con particolare attenzione alla conservazione/ripristino dell’ambiente ed al contenimento demografico, considerando che i 6,5 miliardi di abitanti sono già abbondantemente eccessivi per il nostro pianeta. Peraltro, pur ammettendo uno sforzo serio e coerente nel settore economico dal 1995 in poi, che ha avuto anche inaspettata prosecuzione con il Governo Lula, occorre riconoscere che - qualora il Brasile avesse applicato criteri di gestione normalmente corretta - i risultati sarebbero stati ben diversi, con indici di crescita annui che sarebbero potuti essere del 7/10%, come avviene in altri paesi in fase di sviluppo quali Cina, India, Russia, Argentina, Venezuela. Basti ricordare che, in America Latina, il Brasile ha presentato la minor crescita dopo Haiti e che – nel ranking mondiale – è retrocesso in pochi anni da 8ª a 13ª potenza. La situazione è difficile da comprendere, in quanto a corretti interventi di política economica ha corrisposto, specie in questi ultimi anni, un’ espansione senza precedenti dei Franco Urani prezzi delle materie prime (siderurgiche, agricole, zootecniche) di cui il Brasile è ricchissimo, è stata raggiunta l’autosufficienza energetica, tecnologicamente il Paese ha fatto passi da gigante nell’industria, informatica, telefonia, il saldo commerciale è stato nel 2005 di oltre 40 miliardi di dollari, l’espansione della popolazione è in constante diminuzione, non vi sono più state recenti crisi esterne che abbiano messo in difficoltà il sistema Brasile, come in passato le vicende Irak e Russia. Si desume quindi che i problemi di amministrazione del Paese siano serissimi e costituiscano un insopportabile freno al suo logico sviluppo. Proviamo ad indicarli di seguito: • la mancanza di strutture, di cui avevamo scritto nei mesi scorsi, e cioé di strade, ferrovie, idrovie, porti, sistemi di insilaggio, energia elettrica, di cui si parla da anni senza avere ancora trovato una soluzione. La congiuntura internazionale presenta ampia liquidità e certamente gli interventi finanziari stranieri potrebbero essere ingenti se garantiti con chiarezza per un periodo sufficiente di uso dell’opera, anche di 30/40 anni; • la generalizzata cattiva amministrazione della cosa pubblica a livello federale, statale e municipale, con qualche eccezione che suscita speranze (Stati di S. Paulo, S.ta Catarina, Minas Gerais, Ceará...). I motivi sono di incompetenza, spesso di insufficiente definizione dei ruoli, purtroppo estesa corruzione, problemi questi esplosi soprattutto nel 2005 in sfera federale, comunque già da prima esistenti sia pure con minore intensità; • le imposte brasiliane che, nel loro complesso sono di circa il 38% del PIL, le più elevate dell’America Latina ed a livello europeo, utilizzate in gran parte per retribuire una macchina pubblica che funziona male e per il pagamento di interessi astronomici, tra i più elevati del mondo considerato il tasso d’inflazione inferiore al 6% all’anno; • il lavoro sommerso a livelli elevati, anche come difesa alla tributazione eccessiva; • la forte rivalutazione del Real soprattutto motivata dall’afflusso di capitali esteri speculativi per gli elevati interessi brasiliani; • la pessima distribuzione del reddito che non accenna a migliorare; • il sistema politico brasiliano che, dopo il periodo militare, ha partorito una Costituzione che rende di estrema difficoltà l’esercizio del potere esecutivo che deve venire a continui compromessi con il legislativo; • l´estrema lentezza del potere giudiziario; • la mancanza di piani di sviluppo a lungo termine impegnativi e condivisi. L’Italia - che andrà alle urne agli inizi del prossimo aprile – presenta molti problemi analoghi a quelli brasiliani, peraltro senza la potenzialità di soluzioni rapide ed efficaci che sembrerebbero a portata del Brasile, se prevarranno buon senso e corrette amministrazioni. Fotos: Ansa Esporte Deu certo! Balanço da Olimpíada de Inverno mostra que Turim revitalizou-se como há muito não se via nas cidades italianas Guilherme Aquino Correspondente • MILÃO M — Os Jogos Olímpicos de Inverno de Turim resgataram o prestígio da cidade, refém até poucos anos atrás da fábrica de automóveis Fiat. A Olimpíada deu um banho de infra-estrutura e pavimentou a estrada cultural e tecnológica da antiga capital do Reino de Itália. Os turineses ganharam a sua linha de Metrô. Os museus receberam um toque de modernidade — o Egípcio, por exemplo, ganhou uma nova iluminação à altura da importância das obras expostas. O comércio, o turismo, a gastronomia e os serviços levaram uma injeção de otimismo. Cerca de 10 mil jornalistas italianos e estrangeiros amplificaram para o mundo inteiro as qualidades de Turim e das cidades — sedes espalhadas nos vales das montanhas olímpicas. A organização impecável da gigantesca máquina olímpica funcionou como se fosse de casa há muito tempo. E, de longe, se notava que não se tratava apenas de um complexo aperfeiçoamento dos erros e a acertos vistos e estudados em olimpíadas anteriores, de inverno e verão. O toque italiano, da abertura ao fechamento, foi o fio condutor de um espetáculo inesquecível. Não dá para esquecer o olhar congelado — ou seria de fogo? — de Barbara Poli Fusar ao companheiro de patinagem no gelo Maurizio Margaglio depois que a chance de medalha escorregou das mãos após uma queda na pista. A decepção na desclassificação de Giorgio 20 ILÃO Rocca num tombo rocambolesco-digno de iniciante — no slalom, mostrou que até os ídolos têm os pés de gelo e são traídos pela falta de frieza. Ou a alegria de subir no lugar mais alto do pódio do italiano Enrico Fabris, o mais veloz nos 1.500 metros sobre patins, a vitória dos quatros cavaleiros da neve na prova do esqui de fundo, 4x10km, como Valbusa, Piller Cottrer , Zorzi e Di Centa, este último repetiria a dose sozinho ao ganhar a última competição dos Jogos, os 50 quilômetros do esqui de fundo, uma versão branca, nevada — mas não menos suada e espetacular — da vitória de Stefano Baldini na maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas. A Itália, como anfitriã, não fez feio mas levou para casa menos medalhas do que na última edição de inverno, em Salt Lake City. Das 15 modalidades, os “azzurri” subiram no pódio em 11, mas na contagem final ficaram em nono lugar, atrás da Alemanha, Estados Unidos, Áustria, Rússia, Canadá, Suécia, Coréia e Suíça. A competição leal, a esportividade e a fraternidade foram o tripé desta quermesse entre os 2,5 mil atletas de 84 nações. Passados os momentos de tensão com as ameaças de protestos, de greves, de terrorismo, blitz antidoping, ficam os instantes mágicos presenteados pelo russo Pushenko, medalha de ouro na patinação artística, pelo austríaco Benjamim Raich, com o ouro no peito no slalom e no gigante e EXÉRCITO DE BRANCALEONE NA NEVE O Brasil participou dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim com nove atletas, sendo quatro para o Bobsled. Os outros cinco disputaram provas individuais. Num País onde a neve cai muito raramente, mesmo assim em condições para lá de especiais, é difícil crer em bons resultados. Mas a equipe nacional, composta por três mulheres e seis homens, formada por uma carioca, uma mineira, um gaúcho, um baiano, quatro paulistas e um suíço — naturalizado brasileiro — foi muito mais além de uma simples figuração no gelo. Sobre uma prancha de snowboard, o País tropical por natureza deslizou para as glórias do olímpo gelado. ‘Ficar entre as dez melhores do mundo é fantástico’ ISABEL CLARK, EX-SURFISTA DA PRAIA DA BARRA E NONA COLOCADA NA PROVA DE SNOWBOARDER QUADRO DE MEDALHAS País Ouro Prata Bronze Total 1º Alemanha 11 12 6 29 2º EUA 9 9 7 25 3º Áustria 9 7 7 23 4º Rússia 8 6 8 22 5º Canadá 7 10 7 24 6º Suécia 7 2 5 14 7º Coréia do Sul 6 3 2 11 8º Suíça 5 4 5 14 9º Itália 5 0 6 11 10º França 3 2 4 9 11º Holanda 3 2 4 9 12º Estônia 3 0 0 3 13º Noruega 2 8 9 19 14º China 2 4 5 11 15º Rep. Tcheca 1 2 1 4 16º Croácia 1 2 0 3 — Me dediquei a vida inteira pra chegar bem neste momento, ficar entre as dez melhores do mundo é fantástico — disse a brasileira que trocou o Rio de Janeiro por Whistler, no Canadá, para se dedicar aos treinos. E o resultado apareceu. Ela completou o percurso em meio a saltos e curvas sem ver a neve muito de perto como suas adversárias. Na pista de boardcross, montada na cidade de Bardonechia, só deu aquela menina do País tropical surpreendendo a todos e a si mesma. O preconceito brasileiro de que os esportes de neve são para gente rica começa a derreter com a “vitória” de Isabel. Ela foi apresentada ao snowboard em 1994 durante um viagem aos Estados Unidos. Mas gostou tanto que foi trabalhar numa estação de esqui para custear as despesas de morar longe da casa dos pais no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro. E assim continuou a abrir a sua estrada sem depender da família até ser instrutora e, apenas este ano, com patrocínios e o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro, pode se dedicar integralmente aos treinos. Ou seja, do céu caiu apenas a neve. A experiência acumulada e o resultado na Olimpíada de Turim fazem a brasileira sonhar em criar no Brasil um centro de esportes de neve. Isabel é estudante de arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro e quer montar um projeto para desenvolver algumas modalidades invernais em espaços fechados, como ocorre em vários países. — Este é um sonho que tenho há algum tempo, é difícil mas não impossível — revela a atleta. Sem carros do corpo de bombeiros para desfilar a céu aberto pela orla carioca, ela continua na Europa para conhecer as tecnologias capazes de realizar o seu sonho. Isabel vai visitar a Holanda, que a exemplo de outros países, tem centros de treinamento indoors, a portas fechadas. — No Brasil tem muita gente talentosa que precisa apenas de condições ideais para mostrar a sua qualidade — destacou ela. Mas antes de voltar a terrinha natal, a snowboarder competira na etapa mundial em Lake Placid, nos Estados Unidos. Somente depois é que ela vai poder retornar ao Brasil e matar as saudades e a sede, com um suco de graviola. A responsável pelo feito foi a carioca Isabel Clark, 29 anos de praia. Ela competiu com 23 concorrentes, todas com posições melhores que a sua no ranking mundial. Mas ao final a brasileira conquistou a nona colocação na prova de snowboarder. A ex-surfista de praia, da Barra, deixou para trás, entre manobras radicais e saltos ousados, atletas que têm a neve no quintal de casa até seis meses por ano. Uma francesa, uma suíça e uma alemã caíram durante a apresentação. Já a brasileira equilibrista não cometeu erros. Decepção. Barbara Poli Fusar escorrega, perde medalha e se consola com Maurizio Margaglio COMUNITÀ ITALIANA uma despedida duplamente dourada de Michaela Dorfmeister, no super G e descida livre, aos 33 anos de idade. A festa de Turim marcou também a tirania dos patrocinadores. Era quase impossível entrar nas áreas de competição com grifes não oficiais. Os espectadores com bonés, camisas, macacões e casacos com frases publicitárias recebiam uma fita isolante em cima de cada letra, desenho ou escrita indesejáveis aos “donos” dos espaços enquadrados pelo olhar eletrônico das tele-câmeras. Para muitos, os Jogos Olímpicos de Inverno são um luxo, um festival do circo branco de alguns paises ricos do ocidente. É verdade que os atletas, escondidos em roupas quase de astronautas, e as pistas geralmente brancas causam um impacto quase monótono a primeira vista e a um observador superficial. Mas por debaixo de um macacão de alta tecnologia e por cima de uma pista de neve-artificial ou natural — ou de gelo — está o confronto entre homens e a natureza, a disputa entre homens, tempo e espaço, exatamente com os princípios da mais comum das competições que têm como únicos objetivos superar limites e proporcionar emoções. / MARÇO 2006 MARÇO 2006 / COMUNITÀ ITALIANA 21 Opinione Una ‘mesaça’ Un editore, un disegnatore e cinque scrittori di origine italiana e di fama mondiale si sono incontrati per discutere sul mercato editoriale brasiliano testandogli il polso I Giordano Iapalucci l 16 febbraio passato, entrando nella sala lettura è di 1,8 libri per abitante all’anno, ma in la fraternità di tutti i popoli nella sua ultima dell’Istituto Italiano di Cultura, al quarto questo indice è compreso anche il libro didatti- opera. Un po’ una condanna a chi fa la guerra. In seguito, Marina Colasanti, che svolge un piano di Casa d’Italia, si percepiva subito co. Il costo medio di un libro, nonostante i costi un’aria intrisa di grande cultura, sapienza non alti rispetto ad altri paesi, il Brasile si deve importante lavoro sui bambini e la letteratura e erudizione. Alla tavola rotonda sul tema del confrontare con il basso potere d’acquisto della infantile e vede nell’utilizzo della biblioteca mercato editoriale brasiliano, organizzato dalla popolazione brasiliana. un elemento importante per la creazione di un Camera di Commercio e Industria italo-brasiliaIn questo senso è stata opinione comune a grande e potenziale lettore. — Stiamo cercando di impulsionare la lettuna di Rio, con l’appoggio del Consolato Italiano tutti gli interlocutori di risaltare l’importanza dela Rio e dello stesso Istituto di Cultura, hanno l’utilizzo della biblioteca quale elemento di demo- ra dei più giovani facendo sì che questi portino i preso parte personalità di spicco sia del mondo cratizzazione della cultura, dell’educazione e del libri a casa, nel tentativo di creare delle persone imprenditoriale editoriale come Paulo Rocco, di- piacere di leggere. Ad oggi esistono circa 5.000 che irraggino e promuovano la letteratura anche rettore-presidente della Editora Rocco, sia nell’ambiente dove vivono. È necessario fare un lavoro sulla lettura perché non è illustri scrittori come Affonso Romano de Sant´Anna, Marina Colasanti, Marco Luccerto collocando un libro nelle mani dei bambini che automaticamente lo si fa chesi, Amelia Sparano e anche il famosissimo caricaturista e disegnatore Lan (Landiventare un lettore — ha sottolineato franco Vaselli). Marina Colasanti. Il grande magnetismo e il modo di Come ha sottoineato il rappresentante della Camera di Commercio, Vittorio Romafare sobrio ma di chi mostra una grande profondità nei sentimenti e nello stato nelli, per la prima volta è riuscita l’operad’animo hanno visto Marco Lucchesi in zione di riunire un personaggio come Pauun appassionato eloquio. lo Rocco del settore imprenditoriale con — È una grande allegria e onore per esponenti della cultura. L’imprenditore ha illustrato importanti numeri dell’editoria me poter stare in una mesaça così piena di persone che fanno parte della mia biobrasiliana. Con dati del 2004, questa fattura circa 2 miliardi e 400 mila reais con Da sinistra Affonso Romano di Sant’Anna, Lan, Marina Colasanti, grafia di formazione culturale. In qualche maniera ho grandi debiti culturali con tutuna produzione di circa 15.000 nuovi tito- Paulo Rocco, Marco Lucchesi e Amelia Sparano ti loro – ha commentato Lucchesi. li. Di questi, ben 3376 titoli sono di autori inglesi, 519 di francesi e al terzo l’Italia che pa- municipi sul territorio brasilano ma 2.000 di questi Lanfranco Vaselli, in arte Lan, personaggio ancora non predispongono di una biblioteca. trasversale nell’ambito editoriale e letterario in reggia con la Spagna con 364 titoli. — Il problema della lettura in Brasile non quanto appassionato disegnatore e caricaturista - Se pensiamo che qui lo spagnolo è una lingua molto parlata, per i titoli italiani è un dato viene risolto perché siamo incompetenti. È molto della realtà popolare carioca, ha illustrato l’imporpiuttosto signifiativo. Quello che preoccupa pe- semplice! Quando si vuol fare, si fa, quando non tanza della letteratura nella sua vita. rò è la tiratura che è molto ridotta. Esiste una si vuole, non si fa. Si fanno una serie di discorsi — Vista la mia vita errante in cui si soffre media di circa 3.000 esemplari per ogni autore. ma non cambia nulla. Non esiste nessun politico anche spesso di solitudine, i libri non mi hanno Questo è dovuto al fatto che il mercato brasilia- che si dica contro i libri, ma perché allora non mai fatto cadere in depressione. Oggigiorno sono non è in grado di assorbire tutti questi titoli cambiano le cose? Dobbiamo finirla com il classi- no un illustratore di libri e non ne scriverei mai co “discorso doppio”. Dobbiamo collocare la let- uno. Il mio compito è quello di attrarre maggior– ha spiegato Paulo Rocco. La rete di distribuzione, all’infuori dei gran- tura nel dna dei brasiliani come avviene in Italia mente i lettori, e ciò che mi ha sempre portato di centri urbani, è piuttosto deficitaria. Secon- – si è sfogato Affonso Romano de Sant’Anna. a disegnare è il grande amore per la città di Rio; Conciso, ma estremamente significativo, l’in- è per questo che dico di trattarla come fosse la do una recente ricerca si contano poco più di 1.000 librerie in tutto il Brasile, ovvero lo stesso tervento di Amelia Sparano in cui ha messo in casa di ognuno in un rapporto di rispetto e di numero che ha la sola Buenos Aires. L’indice di risalto il suo amore per il libro, per la pace e per civilizzazione — ha ammonito Lan. Notizie LA NUOVA DIRETTRICE DELL’ISTITUTO ITALIANO DI CULTURA SI INSEDIA AD HIGIENÓPOLIS OPERA DI ARCHITETTI ITALIANI IN AMAZZONIA F G iorella Arrobbio Piras, due lauree, esperta di scienze giuridico-economiche e organizzazione aziendale, ci ha concesso questa intervista ancora presso la sede di Rua Frei Caneca. Lei ha assunto in questi giorni la direzione dell'Istituto. Vorremmo sapere un po' del suo percorso professionale. Vengo da Buenos Aires, ma ho svolto la mia attività in Germania, in Austria, nell'ex-Jugoslavia, in Svizzera, in Turchia e nella Corea del Sud. In Argentina come si è trovata? Mi sono trovata molto bene. Abbiamo organizzato stagioni di musica classica, mostre d’arte antica e contemporanea, rassegne cinematografiche, ma non abbiamo dimenticato la musica. Ricordo il successo ottenuto da Eros Ramazzotti, Laura Pausini, Tiziano Ferro. Un successo altrettanto grande lo hanno avuto anche Miranda Martino, Iva Zanicchi e Edoardo Vianello. Per San Paolo, quando prevede che si trasferirà nella nuova sede? Sulla carta il trasferimento è previsto per il 31 marzo, ma dipende dall’andamento dei lavori. L’edificio ospiterà gli uffici dell’Istituto e la biblioteca, mentre i corsi di lingua italiana rimarranno in questa sede. Quali le competenze specifiche dell'Istituto? La diffusione della lingua e cultura italiane, di quella cultura, cioè, che distingue e rende unico il nostro Paese. Una delle rivendicazioni della comunità sarebbe l'implementazione di una biblioteca circolante. È un’idea che non è affatto impossibile da realizzare. Anzi! Auspico però che l’accesso alla biblioteca dell’Istituto venga valorizzato, perché ci sono circa 20.000 libri a disposizione. La biblioteca della nuova sede sarà molto più razionale, avrà due belle sale di lettura, e a disposizione direttamente del pubblico ci saranno tutte le opere di consultazione e quelle di teatro e narrativa. Quali saranno le prossime promozioni culturali? Ci sarà la mostra "Luce e ombra tra Rinascimento e Barocco", presso la Pinacoteca di Stato. Poi una retrospettiva di Fulvio Pennacchi, grande pittore italiano vissuto in Brasile. Stiamo lavorando anche alla realizzazione di mostre di design, che è uno dei nostri più importanti biglietti da visita. Apriremo la stagione di musica classica con l’Orchestra Giovanile Italiana. Avremo anche il Balletto del Teatro di Torino. Parteciperemo alla Biennale Internazionale del Libro con lo "Stand Italia". Poi ci sarà la "Settimana della Lingua Italiana" con la presenza della scrittrice Dacia Maraini. (V.S.) iuseppe Landi e Gino Coppedé, due italiani che fecero la storia dell’architettura della città di Belém. Landi si dedicò alle strutture pubbliche e religiose, importando il barocco italiano e contrapponendolo a quello lusitano, mentre Coppedé progettò la grandiosa Basilica di Nazaré. Landi ingentilisce i palazzi e le chiese di linee e tratti semplici. Anche gli interni delle sue chiese sono quasi spogli. Voleva così sollecitare nei fedeli più la meditazione che la soggezione privilegiata dall’oro del barocco sfarzoso. L’opera di Landi si distacca così dall’architettura lusitana del periodo, che vede affermarsi il barocco portoghese nell’edilizia religiosa civile. Sono gli anni delle fortune economiche con la produzione del cacao, delle spezie, del cotone, ma soprattutto dell’oro di Minas Gerais. Il prossimo aprile sarà allestita una mostra a Belém e verrà creato il "Circuito Landi", destinato agli studenti della scuola media. ABRUZZESE IN BRASILE L a visita è stata guidata dal consigliere regionale, Donato Di Matteo che ha sottolineato "Siamo qui in Brasile per conoscere le vere esigenze dei nostri connazionali". Medico di professione, il consigliere ha incontrato rappresentanti delle strutture sanitarie. "Devo dire che a San Paolo c’è una struttura molto valida di professionisti che fanno la prima accoglienza, con i quali ho stabilito dei contatti per la fornitura di medicinali di vario tipo in modo che possano sviluppare ulteriormente la loro opera di assistenza gratuita", ha spiegato. Inoltre, parla dell’importanza di riaprire l’ospedale italiano a San Paolo. L’ Abruzzo vuole intensificare la sua presenza in Brasile, promuoversi turisticamente, ma anche nei settori culturale ed economico. Offrire ai giovani la possibilità di realizzare stage e specializzazione presso le sue università è uno degli altri obiettivi. (V.S.) L’ICE ALLA CONVENTION SUL COMMERCIO INTERNAZIONALE S i è tenuta a Milano il mese scorso la Convention sul Commercio Internazionale. Riccardo Landi, direttore dell’ICE per il Brasile, era presente e ci ha rilasciato questa intervista. Quali sono gli obiettivi di questo incontro? Promuovere lo scambio di opinioni e di proposte sulle possibili nuove strade da intraprendere per favorire l'internazionalizzazione del Sistema Italia. Riguardo il mondo finanziario e bancario, come vanno le cose? La questione del sostegno finanziario per l'internazionalizzazione del Sistema Italia è stata evidenziata più volte, anche da parte dei ministri Claudio Scajola e Adolfo Urso. Sono state spesso citate delle priorità settoriali e geografiche dell’Italia, nelle quali il Brasile ha figurato molte volte. Quindi l'Italia avrebbe le strutture ed i capitali per investire in Brasile? Le risorse economiche a disposizione del sistema pubblico per la promozione e l'internazionalizzazione a livello generale non sono in aumento. Questo è ciò che concerne quello pubblico, e quello privato? Le piccole e medie aziende devono investire all’estero con accuratezza e per farlo devono essere guidate dalle istituzioni pubbliche. Per il Brasile sarà un anno di incrementi molto significativi, sia nei settori tradizionali che in quelli nuovi. Però, rimane sempre il problema delle risorse che non crescono e danneggiano il Sistema Italia. Cosa si potrebbe fare per aiutare le aziende? Ci vuole un coordinamento alle attività affinché non ci siano ripetizioni di interventi e sovrapposizioni, che poi potrebbero non produrre i risultati desiderati. L’assenza di banche italiane in Brasile non crea delle difficoltà all'imprenditore? È forse la più grande difficoltà, dato che le aziende presentano dei prodotti o delle tecnologie di altissima qualità-prezzo, le istituzioni pubbliche si sforzano per creare ottimi incentivi, ma quando si va a negoziare il costo completo dell'operazione, vengono fuori le condizioni finanziarie sfavorevoli. Non si potrebbe stabilire un accordo con la banca brasiliana di fomento? Questa ipotesi è giusta, almeno finché le banche italiane non saranno tornate in Brasile. E nel frattempo vanno istaurate collaborazioni anche con gli istituti brasiliani, come il BNDS. Quali sono i partecipanti alla missione di fine marzo in Brasile? La Confindustria, l'ICE e l'ABI, oltre alla presenza del ministro delle Attività Produttive Claudio Scajola e del suo vice Adolfo Urso. (V.S.) BERLUSCONI E PRODI: AUDIENCE RECORD S econdo l’Auditel, che misura l’audience, oltre 16 milioni di italiani hanno visto il primo dibattito televisino tra Silvio Berlusconi e Romano Prodi, trasmesso dalla radiotelevisione statale, la RAI. Mancando ormai poco alle elezioni generali del 9 e 10 aprile, il confronto tra i candidati ha registrato un audience record, simile a quello ottenuto durante le trasmissioni di partite di calcio della nazionale italiana. 24 COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 MARÇO 2006 / COMUNITÀ ITALIANA 25 Saúde Saúde de Paget (alteração do processo de remodelação do esqueleto). Existe também o remédio do mercado americano ibandronato sódico, consumido uma vez por mês por via oral. — Mas qualquer uma destas opções deve ter o acompanhamento médico para avaliação de caso a caso — pondera a especialista. 14 milhões de idosos brasileiros têm a doença P 26 preventivo de sua evolução — explica a reumatologista Evelin Goldenberg. Medicamentos específicos lançados recentemente já circulam no mercado brasileiro, divididos entre bisfosonatos, que inibem a reabsorção óssea, e tereparatide, drogas que estimulam a formação do osso. Entre os bisfosfanatos estão o risendronato, ingerido via oral uma vez por semana, o pamindronato, de uso endovenoso a cada três meses, e o zolendronato sódico, aplicado uma vez por ano via endovenosa, e já utilizado para tratar a doença Reprodução ‘BEBA’ MODERADAMENTE C A cerveja, acredite, atua positivamente sobre os processos inflamatórios em algumas doenças crônicas. É o que aponta um estudo divulgado pela faculdade de Medicina da Universidade de Innsbruck. Segundo a equipe de pesquisadores, os experimentos realizados com células sanguíneas demonstraram que a cerveja pode bloquear algumas infecções e doenças crônicas. As substâncias contidas nos extratos de cevada parecem ter um impacto parecido ao que se atribui ao vinho tinto. E os chás verde e o preto no organismo, cujo efeito positivo para a saúde, sobretudo nas doenças coronárias, é reconhecido cientificamente. MALHAÇÃO S Reprodução A médica Evelin Goldenberg é autora do livro “O coração sente, o corpo dói — Como reconhecer e tratar a fibromialgia” (Ed. Atheneu), mestre e doutora em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — Escola Paulista de Medicina. Defendeu tese de doutorado sobre o tratamento da fibromialgia com acupuntura. É também coordenadora do curso de pós-graduação em reumatologia, com ênfase ocupacional do Hospital Albert Einstein, São Paulo. e você é magro, não pense que pode deixar de se exercitar. Segundo um estudo britânico publicado no International Journal of Obesity, as pessoas magras também correm risco de ter problemas cardíacos. A equipe de cientistas mediu os níveis do colesterol LDL (chamado de colesterol ruim, que bloqueia as artérias do coração) em três diferentes grupos de pessoas: 37 magros que fazem exercícios, 46 magros que não se exercitam e 28 obesos adeptos da ginástica. Eles constataram que os magros que se exercitam tinham níveis bons de LDL, mas que magros e obesos que não se exercitam tinham níveis mais altos e semelhantes entre eles. MENOS REFRIGERANTES ientistas da República Tcheca desenvolveram uma vacina que pode ajudar a prevenir infecções de ouvido em crianças pequenas. Também conhecida como otite, a infecção pode ser bastante dolorosa e, muito raramente, pode provocar danos de longo prazo. Segundo a revista médica The Lancet, a vacina é efetiva contra duas bactérias, streptococcus pneumoniae e haemophilus influenzae. Especialistas britânicos manifestaram preocupação com a vacinação de crianças contra o que geralmente é uma infecção branda. LONGEVIDADE P ouco conhecido aqui no Brasil, o mirtillo, também chamado de arando ou uva do monte, na Europa e nos Estados Unidos, é ingerido sob a promessa de longevidade, devido às propriedades nutricionais. Segundo o pesquisador da Embrapa, Luis Eduardo Correia Antunes, a iguaria contém substâncias antioxidantes, que retardam o envelhecimento e inibem o aparecimento de certos tipos de câncer. Além de regularizar a taxa de açúcar no sangue. No Brasil, o mirtillo pode ser encontrado nos supermercados mais sofisticados. COMO COMER CHOCOLATE O consumo de bebidas gasosas foi ligado à obesidade por um estudo realizado por pesquisadores americanos. O cientista Barry Popkin, que dirigiu a pesquisa, pediu às autoridades de saúde do país que obriguem os fabricantes de refrigerantes a incluirem nas embalagens uma advertência sobre esse risco. Popkin disse aos meios de comunicação locais que a obesidade está aumentando nos EUA devido à alta média de consumo de bebidas gasosas. O pesquisador também se pronunciou a favor de um aumento dos impostos a este tipo de bebida, como a decisão adotada para o caso do fumo, outro produto considerado pelos analistas como prejudicial à saúde. A obesidade dobrou nos adultos dos EUA nos últimos 30 anos, e triplicou entre as crianças. Segundo os últimos estudos, cerca de 60% da população tem sobrepeso ou é obesa. COMUNITÀ ITALIANA s desentendimentos entre os casais não resultam apenas em irritação e, às vezes, lágrimas. Eles podem endurecer as artérias, de acordo com um estudo da Universidade americana de Utah. Mas o que causa o espessamento e a obstrução das artérias é diferente em homens e mulheres. Nas mulheres, os problemas de circulação acontecem quando elas ou o parceiro demonstram hostilidade entre si. Nos homens, o problema ocorre quando um dos dois quer controlar o outro. O estudo envolveu 150 casais. BOA AUDIÇÃO Reprodução C ientistas da Universidade da Califórnia identificaram uma droga que parece bloquear o avanço do mal de Alzheimer, de acordo com um estudo publicado no jornal médico Neuron. A droga AF267B reverteu a perda de memória e problemas de aprendizado em testes realizados em camundongos. Análises mostraram também que ela reduz a quantidade de pedaços e nódulos de proteínas geralmente encontrados em pacientes com a doença. A droga foi desenvolvida para ativar receptores de um químico cerebral chamado acetilcolina, abundantes em duas áreas do cérebro, o hipocampo e o córtex. Evelin Goldenberg: “identificação precoce é fundamental Dados alarmantes sobre a osteoporose foram apresentados recentemente durante o último congresso mundial da IOF (Fundação Internacional de Osteoporose), realizado em 2000, em Chicago: cerca de 200 milhões de pessoas no planeta estão sofrendo da doença, e as fraturas por fragilidade tornaram-se um grande desafio em termos de saúde pública mundial. No Brasil, os primeiros indicadores de um censo que vem sendo realizado alertam para o grande número de idosos (14 milhões), população de maior risco para desenvolver a osteoporose. Atualmente a OMS conceitua de forma mais técnica e operacional os pacientes osteoporóticos: seriam aqueles que ao realizarem o exame de densitometria óssea, têm uma (BMD) densidade mineral óssea abaixo de -2,5 desvios-padrão comparado com a massa óssea de adultos jovens. Sólidos estudos epidemiológicos demonstraram que a redução de um desvio-padrão aumenta em duas vezes o risco de desenvolvimento de uma fratura. Estes dados fornecem bases teóricas para a utilização de medicamentos que, ao aumentarem a BMD, reduzam o risco das fraturas por osteoporose. Atualmente nos Estados Unidos só obterá liberação do FDA o medicamento que prover aumento da massa óssea e redução efetiva das fraturas. Reprodução CURA PARA ALZHEIMER O ESTATÍSTICAS ASSUSTAM Divulgação erda de altura, com visual corcunda, diminuição da caixa torácica, prisão de ventre pela curvatura do corpo sobre o abdômen e, finalmente, a dor. Estes são os principais sinais de que a osteoporose avançou. O grande problema é que até chegar a esse estágio, a doença é silenciosa, não provoca dor e seus sintomas são discretos. Com a diminuição da massa óssea, cresce naturalmente o risco de fraturas. Em mulheres, a fratura vertebral é observada em 16% dos casos, a fratura do fêmur, em 17,5%, e a fratura do pulso está presente em 16% das pacientes, sendo que em 39,7% é possível observar um dos três tipos. O melhor caminho é a prevenção e não basta apenas utilizar suplementos alimentares. Em pesquisa recente, o New England Journal of Medicine publicou que o uso do cálcio e da vitamina D como suplementos alimentares não previne a osteoporose. O estudo foi realizado com um grupo de mulheres acima de 50 anos durante um período de sete anos. Para uma boa prevenção é fundamental conhecer o grupo de risco, composto por mulheres em idade média de 50 anos, que apresenta menopausa precoce. As orientais com pele clara e de baixa estatura são as vítimas mais comuns. Além do índice baixo de cálcio, o aumento do consumo de sal e café, o sedentarismo, o uso prolongado ou excessivo de certos medicamentos, como a cortisona, o abuso do álcool, o tabagismo, o uso de hormônios firoidianos e a hereditariedade também contribuem para aumentar os riscos do desenvolvimento da doença. — Seja em consulta clínica ou através de exames específicos, a identificação precoce da osteoporose é fundamental para um tratamento BRIGAS DE CASAL Reprodução Osteoporose SaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSalute Reprodução SaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSaluteSaúdeSalute / MARÇO 2006 MARÇO 2006 / Se você não vive sem chocolate, prefira a parte da manhã (até no café da manhã vale) e o início da tarde para degustá-lo: Evite comer à noite. Como ele é estimulante, pode atrapalhar o sono ou até causar insônia em pessoas mais sensíveis; Não coma chocolate antes das principais refeições, como almoço e jantar. Ele pode tirar a fome e fazer com que você deixe de lado alimentos importantes para uma dieta equilibrada; O chocolate branco é feito com manteiga de cacau e, por isso, tem mais calorias do que o preto, que é feito apenas com o cacau. Opte pelo preto; Evite comer em dias muito quentes, pois pode causar diarréia; Os chocolates light têm menos gordura e, por isso, menos calorias. Os diet (que são a maioria) têm menos açúcar e são indicados para pessoas com diabetes; Chocolate com biscoito, frutas etc. em geral têm menos calorias do que os chocolates ao leite; Os pais devem deixar as crianças comer chocolate após as refeições. Dessa forma, evita-se que elas comam um doce de sobremesa e, depois, um chocolate no meio da tarde. COMUNITÀ ITALIANA 27 Notizie Notizie CAMPANIA A RIO Scheda lunga 65 cm per le prossime elezioni C I P febbraio il virus dell’influenza aviaria è arrivato nella Penisola e nonostante abbia ucciso solo alcuni cigni ed anatre, il consumo di carne di pollo, tacchino e uova è crollato del 70%. Il governo garantisce che è tutto sotto controllo, ma la popolazione continua ad avere paura. Questi forti cambiamenti nel mercato, mettono in rischio duecentomila posti di lavoro. ADESSO È SICURO, LUIGI TENCO SI SUICIDÒ N on ci sono più dubbi né misteri. Il cantante si suicidò nella notte del lontano 27 gennaio 1967 a San Remo, dopo la sua eliminazione dal Festival, al quale aveva partecipato con la canzone "Ciao amore ciao", cantata in coppia con Dalida. L’esame autoptico del corpo di Tenco era stato richiesto dal procuratore di San Remo, Mariano Gagliano, per chiarire i fatti. I MUSEI VATICANI COMPIONO 500 ANNI Reprodução S ono i musei più visitati d’Italia con una media di 35 a 39 persone al minuto e code croniche. Per quest’anno innumerevoli sono le iniziative in programma per festeggiare il V centenario. Si inaugurano nuovi allestimenti, si presentano i restauri dei dipinti murali del Pinturicchio, si apre il nuovo settore della Necropoli Romana, lungo la via Trionfale. Mostre, convegni, emissioni filateliche, eventi liturgici, sono alcune delle altre manifestazioni previste. Berlusconi sempre più ricco S "Più spazio alle donne all'interno della Chiesa", dice il Papa D urante l’incontro che ha avuto con i parroci romani per dare inizio alla Quaresima, Benedetto XVI ha annunciato che ci saranno nuovi spazi e ruoli all’interno della Chiesa per le donne, ma che continuerà ad essere impossibile concedere loro il sacerdozio, perché "è un sacramento, non un potere di cui la Chiesa può disporre a suo piacimento". A CASA CON LE CENERI DEI FAMILIARI MORTI ono state pubblicate le dichiarazioni di reddito dei parlamentari e del governo. Silvio Berlusconi continua ad essere il più ricco, ma il suo reddito nel 2004 è un quarto di quello dichiarato nel 2003, scendendo da 12,762 milioni a "soli" 3,55 milioni di euro. Ma i suoi guadagni presto torneranno ai livelli più alti dato che nel 2005, le otto società controllate da Fininvest hanno chiuso il bilancio con quasi 173 milioni di utili. "Aiutate più in casa", dice Ciampi agli uomini I n tempi di pari opportunità, emerge il triste dato sulle faccende domestiche che continuano ad essere destinate sempre e solo alle donne, nonostante anche loro abbiano un lavoro fuori casa. Ed il rimprovero agli uomini arriva direttamente dal presidente Ciampi: "Auspico nuovi equilibri nella vita di coppia, una migliore ripartizione dei compiti", dichiara nell’8 marzo. Secondo Eurostat, le italiane lavorano più degli uomini, ma guadagnano meno e hanno meno occasioni di carriera. L ’iniziativa si va diffondendo in varie città italiane, dopo la legalizzazione da poco più di un anno. Nel 2005, 370 cittadini romani hanno chiesto di portare a domicilio i resti del caro estinto. Nello stesso anno le cremazioni nei cimiteri della capitale hanno raggiunto quota 20 per cento del totale delle esequie, con un aumento del 23,4 per cento rispetto al 2004. Di certo si tratta di un’alternativa molto più economica dell’acquisto di un posto al cimitero. Reprodução I Più spazio alle donne in politica CARITAS APRE IL SUPERMERCATO DEI POVERI L E ntro l’estate, presso il quartiere di San Giovanni, sarà aperto un vero e proprio supermercato riservato ai poveri di Roma. All’"Emporio della famiglia" si potrà accedere e prelevare generi alimentari e di prima necessità gratuitamente grazie ad una carta ricaricabile. La struttura sarà finanziata in parte con i soldi raccolti nella Fontana di Trevi. COMUNITÀ ITALIANA Reprodução IL CROCIFISSO RESTA NELLE SCUOLE er le prossime elezioni politiche del 9 e 10 aprile verrà utilizzata una maxi scheda che è stata subito soprannominata "scheda lenzuolo". Le coalizioni risultano disposte orizzontalmente con i loro simboli in successione. "So che si è fatta dell’ironia sulla lunghezza delle schede. Vorrei ricordare che negli Stati Uniti la lunghezza qualche volta va ben oltre il metro", dichiara il ministro degli Interni, Giuseppe Pisanu. E aggiunge: "La correzione delle schede si è resa necessaria proprio per salvaguardare la neutralità delle modalità di voto". Pisanu ha anche ufficializzato la data delle elezioni amministrative che si svolgeranno il 28 maggio. mportante incontro della comunità campana organizzato dal presidente della Associazione Campani a Rio, Alfredo Apicella presso la sede del Coni-Brasile. Hanno partecipato, oltre al Dirigente Responsabile Settore Politiche Migratorie della Regione Campania, Massimo Angrisano e al console Ernesto Bellelli, numerosi conterranei della terra di Pulcinella. Due obiettivi prinicipali dell’incontro. Il primo quello di stringere maggiormente i legami con le associazioni campane all’estero, mostrando che le istituzioni campane sono presenti oltre che in maniera epistolare anche fisicamente. Il secondo quello della promozione della stessa regione Campana e dei suoi prodotti all’estero. - Da due anni stiamo formando 10 ragazzi e ragazze per metterli in collegamento con il mondo della piccole e media impresa campana in modo tale da costruire questo ponte tra la Campania e i vari paesi dove sono più radicati i nostri discendent – ha fatto presente Massimo Angrisano. L’incontro, poi è stato un’occasione per mostrare gli ottimi risultati del corso di pizza acrobatica che sta coinvolgendo sempre più allievi e il rilancio di vecchi progetti come quello della compagnia teatrale napoletana per poter sfruttare lo splendido palco al 2º piano di Casa d’Italia e così tenere vivo il legame culturale con la tradizione, cultura e cinema campano. Reprodução A Daniela Federici Reprodução on "Escucha", versione spagnola di "Resta in ascolto", Laura Pausini ha vinto un Grammy come miglior album pop latino, cosa mai accaduta ad una donna nella storia della musica italiana. Persino il presidente Carlo Azeglio Ciampi ha voluto esprimere la sua soddisfazione: "Questo riconoscimento testimonia il valore della musica leggera italiana e di una delle sue più giovani e rappresentative interpreti". Come se non bastasse, dagli Stati Uniti sono arrivati altri due riconoscimenti per Laura. L’artista ha ricevuto due indicazioni ai Billboard Latin Music Awards, in programma il 27 aprile a Miami. Lei parteciperà nelle categorie Latin Pop Album of the Year Female, con "Escucha" e Latin Pop Airplay Song of the Year con la versione spagnola di "Vivimi". POLLO IN CADUTA LIBERA l Consiglio di Stato sostiene che il crocifisso deve restare in classe non in quanto "suppellettile" o "oggetto di culto", ma perché "è un simbolo che esprime valori civili come tolleranza, rispetto reciproco, valorizzazione della persona e dei suoi diritti, che hanno un’origine religiosa ma che sono poi quelli che delineano la laicità dello Stato". Questa la risposta al ricorso di una finlandese che aveva chiesto la rimozione del crocifisso dalla scuola media frequentata dai suoi figli ad Abano Terme (Padova). LAURA PAUSINI VINCE IL GRAMMY / MARÇO 2006 a strada è ancora molto in salita, ma qualche piccolo cambiamento ci sarà quando si insedierà il quindicesimo parlamento repubblicano. Invece di 96 donne, come accade 5 anni fa, ci saranno 150. Il ministro per le Pari Opportunità, Stefania Prestigiacomo commenta: "Un incremento ci sarà, ma non sarà la rivoluzione rosa per la quale mi sono battuta. L'obiettivo è molto lontano". I partiti con maggior numero di donne restano Ds e Prc. MARÇO 2006 / COMUNITÀ ITALIANA 29 Copertina «Elezioni 2006« «Elezioni 2006« Reprodução Reprodução Voto: più rappresentatività agli italiani all’estero Ci si avvicina lentemente, anzi si avvicinano lentamente. Si parla ovviamente delle tanto attese elezioni politiche per il rinnovo del parlamento italiano. Per la prima volta nella storia italiana anche i residenti all’estero potranno parteciparvi. In Italia si svolgeranno domenica 9 e lunedì 10 aprile. Per i residenti all’estero la procedura di voto sarà per corrispondenza D Giordano Iapalucci opo essere stata modificata per ben due volte, la carta costituzionale, per sancire il diritto al voto agli italiani residenti all’estero, con la Legge 27 dicembre 2001, n. 459 sono state messe nero su biano le norme per l’ esercizio del diritto di voto. Secondo un recente decreto del Ministero dell’Interno, di concerto con quello degli Esteri e degli Italiani nel Mondo sono 3.520.809 gli italiani che, fuori dall’Italia, dovranno ricevere il plico contenente la scheda elettorale. Per l’elezione dei 12 deputati e 6 senatori al Parlamento Italiano, la legge prevede che gli oltre 3 milioni e mezzo di elettori residenti all’estero siano suddivisi in 4 ripartizioni chiamate circoscrizioni estero: a) Europa, compresi i territori asiatici della Federazione russa e della Turchia; b) America meridionale; c) America settentrionale e centrale; d) Africa, Asia, Oceania e Antartide. In Europa risiedono il 57% dei votanti (2.039.149). Seguono poi America meridionale con i suoi 885.673 (25%), America settentrionale e centrale (403.597), Africa, Asia, Oceania e Antartide con 192.390. In Sudamerica si concorre all’elezione di 3 deputati e 2 senatori ma sembra proprio che i rappresentanti brasiliani siano svantaggiati rispetto a quelli argentini. Quest’ultimi possono contare su ben il 52% dell’elettorato attivo presente nell’America del Sud mentre quelli brasiliani su poco più del 23%. Oltre a questo gli elettori argentini sono più concentrati: la sola Buenos Aires ha quasi tanti voti (143.528) quanto tutto il Brasile (173.380). 30 ‘L’Italia ce la farà ad andare forte nel mondo, e così sarà possibile organizzare anche un po’ di felicità con un senso di solidarietà, e di giustizia redistributiva’ — Romano Prodi Questo si traduce in una maggiore comunicazione ed efficacia nella campagna elettorale. — Credo che sarebbe importante che i due maggiori paesi dell’America Latina, Brasile e Argentina portino per lo meno 1 deputato e 1 senatore a testa in Parlamento — augura Edoardo Pollastri, candidato al senato per l’Unione. COME SI VOTA Come detto la legge che disciplina il voto degli italiani all’estero è la 459 del 27 dicembre 2001: chi la volesse consultare non è difficile trovarla su internet (www.parlamento.it/parlam/leggi/ 01459l.htm). Saranno presentati alcuni punti importanti della nomativa affinché l’elettore possa avere meno dubbi e più certezze nel momento di apporre la croce. Innanzi tutto rispetto al sistema di voto brasiliano esiste una radicale differenza: in Italia (e quindi anche in occasione di questo appuntamento elettorale per chi risiede all’estero) non si vota elettronicamente come in Brasile, ma su materiale cartaceo (scheda elettorale) con penna nera. Come stabilisce la legge “l’elettore vota tracciando un segno sul contrassegno corrispondente alla lista da lui prescelta o comunque sul rettangolo che lo contiene. Ciascun elettore può inoltre esprimere due voti di preferenza”. Attenzione quindi si possono dare fino a due preferenze, non di più! ‘Il voto di preferenza è espresso scrivendo il cognome del candidato nella apposita riga posta accanto al contrassegno votato. È nullo il voto di preferenza espresso per un candidato incluso in altra lista’. Ma come arriveranno a casa degli italiani residenti all’estero le schede elettorali? Saranno gli stessi consolati che dopo aver provveduto alla stampa del materiale elettorale invieranno entro il 22 marzo prossimo, presso le residenze, un plico contenente il certificato elettorale, la scheda elettorale, una busta affrancata recante l’indirizzo dell’ufficio consolare competente e un foglio con le indicazioni delle modalità per l’espressione del voto, il testo della legge sopracitata e le liste dei candidati nella ripartizione di appartenenza. È importante che gli elettori COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 ‘Il 9 aprile si confronteranno due diverse visioni dell’Italia, quella della libertà e dello Stato leggero e quella dei partiti che vengono da una vecchia ideologia’ — Silvio Berlusconi che, a quattordici giorni dalla data delle votazioni in Italia, (ovvero al 27 marzo n.d.r.) non abbiano ricevuto al proprio domicilio il plico, lo richiedino presso l’ufficio consolare. Affinché il voto sia valido, le schede elettorali non devono recare alcun segno di riconoscimento e devono essere rispedite “non oltre il decimo giorno precedente la data stabilita per le votazioni in Italia”: ossia il plico elettorale deve essere rispedito tassativamente entro il 30 di marzo. Possono sembrare piccole cose ma sono molto importanti per la riuscita finale e il conseguimento di quello che viene chiamato diritto-dovere del voto. I tempi, infatti, in tutto questo processo elettorale saranno molto importanti. Anche i rispettivi uffici consolari dovranno attenersi a rigidi ma inevitabili paletti. Le buste che non perverranno entro le ore 16.00 di giovedì 6 aprile non saranno spedite in Italia per essere scrutinate e quindi non concorreranno alla formazione del nuovo parlamento italiano; la legge prevede infatti che siano incenerite. MARÇO 2006 / LA “CAMPAGNA ELETTORALE” Tempi stretti, anzi strettissimi. Forse il termine “campagna elettorale” per la circoscrizione estero e nello specifico per il Brasile è molto forzato. Chi fosse stato in Italia in quest’ultimo mese si sarà reso conto di quanto al di là dell’Ocenano sia anche troppo accesa. — La campagna elettorale in italia appare come una lotta all’ultimo sangue. Noi, in America Latina per fare una campagna elettorale efficace avremmo avuto bisogno di molto più tempo con un territorio 70 volte l’Italia. È difficile anche riuscire a raggiungere tutte le persone. Non hanno tenuto conto che è la prima volta che votiamo e quindi la struttura è da costruire in parte — spiega il candidato alla Camera per l’Unione, Arduino Monti. Ma c’è anche chi ritiene che non tutti i mali vengono per nuocere e questo può anche essere positivo per le comunità italiane. — Fare campagna sarà molto complicato. Ma da un certo punto di vista esiste anche un vantaggio. Nel senso che chi ha sempre lavorato COMUNITÀ ITALIANA per la comunità, costituito patronati e associazioni è conosciuto in ogni caso. Chi invece vuole presentare delle liste opportuniste dell’ultimo minuto avrà un gran lavoro nel farsi conoscere — commenta Piero Ruzzenenti candidato alla Camera per la Lista Tremaglia. Nell’analisi sui programmi dei vari partiti, come delle liste civiche si può notare una certa somiglianza. No, non si tratta di scopiazzature o cose del genere. Si sa, quando si deve rappresentare una comunità più o meno grande che sia, le ideologie si mettono un pò da parte e ciò che subentra è la necessità di rispondere ai bisogni dei componenti di tale comunità. Vale anche per il candidato sardo o toscano che in parlamento privilegerà gli interessi della Sardegna e della Toscana anche se in prospettiva nazionale, con la necessità dell’organizzazione sociale, macro e micro-economica le ideologie emergono. Anche i candidati che usciranno dalla circoscrizione estero dovranno confrontarsi con problemi legati a questioni e problemi nazionali nonostante ciò che più conta agli elettori sarà la rappresentanza in Parlamento dei propri bisogni e interessi. ‘La proporzione di voti annullati sarà enorme; questo dovuto alla poca, praticamente nulla campagna istituzionale’ CLAUDIO PIERONI 31 Copertina «Elezioni 2006« «Elezioni 2006« nullati sarà enorme; questo dovuto alla poca, praticamente nulla campagna istituzionale. Ritengo necessario cambiare la legge per dare un tempo sufficiente per la divulgazione all’estero visto che questa non ci permette una campagna elettorale corretta — commenta il membro del Consiglio Generale degli Italiani all’Estero e del Comites di San Paolo, Claudio Pieroni. Proprio per quanto riguarda il Consiglio Generale degli Italiani è nata una grande polemica. Con una decisione del TAR (Tribunale Amministrativo Regionale) è stato deciso il blocco delle attività a poche settimane dal voto. — In un momento così importante del voto all’estero, una lotta di tanti anni del CGIE ci costringono a rimanere silenziosi visto che neanche una riunione della commissione informazione per discutere la campagna elettorale ci hanno autorizzato a fare — continua Pieroni. I PARLAMENTARI ESTERI IN ITALIA Come si concilia il lavoro dei parlamentari che saranno eletti tra interessi nazionali e delle co- munità? Come i loro colleghi italiani si rapporteranno in sede parlamentare e come verranno visti in ottica politica? Lo abbiamo chiesto ad alcuni candidati e rappresentanti delle comunità, ma ciò che sarà davvero importante, anzi fondamentale, sarà il peso della rappresentanza, ovvero dimostrare ai parlamentari italiani e all’Italia intera che gli italiani residenti all’estero sono presenti nell’atto di democrazia politica più alta: il voto. Comune in tutti i candidati e non solo, è l’appello ad andare a votare, che poi sia destra o sinistra poco importa ma che almeno chi sarà eletto lo sia con una base forte e ampia. — Il riuscire a conciliare la politica interna con quella delle comunità italiane all’estero dipenderà dalla qualità e dalla capacità dei candidati eletti. In realtà dovremo fare quello che facciamo tutti i giorni. Forse sarà più facile per noi eletti all’estero partecipare ed essere attenti alla politica italiana che per i parlamentari eletti in Italia condividere i problemi degli italiani che vivono nel mondo — spiega Fabio Porta, candidato alla Camera per L’Unione. ALCUNI NUMERI SULLO STIPENDIO E ALTRE FACILITAZIONI DEI PARLAMENTARI IN ITALIA: Stipendio totale Euro 19.150,00 al mese Stipendio base circa Euro 9.980,00 al mese Portaborse circa Euro 4.030,00 al mese (generalmente parente o familiare) Rimborso spese affitto circa Euro 2.900,00 al mese Indennità di carica (da Euro 335,00 circa a Euro 6.455,00) — Sono dell’opinione che i candidati eletti dovrano abitare in Italia, e forse di tre in tre mesi visitare la loro base, ma sarà impossibile coprire tutto il territorio. I consiglieri CGIE e Comites saranno fondamentali in questo contesto, al contrario di quello che molti dicono, ovvero che CGIE e Comites perderanno il loro spazio. Dovranno essere un ponte fra la comunità locale e i parlamentari eletti. Chiaramemnte gli eletti saranno rappresentanti al completo e non solo parzialmente; chiaro che dovrano occuparsi piu di noi all’estero, ma anche le questioni nazionali dovranno interessare per rappresentarci nelle problematiche italiane. Esiste una buona parte dei politici italiani che non concorda con questo principio e credo che metteranno degli ostacoli. È il primo mandato dei nostri deputati e senatori e quindi sarà un periodo di conoscenza, studio e scambi di reciproche esperienze — commenta Claudio Pieroni. — Noi, come liste civiche avremo probabilmente più difficoltà sotto l’aspetto della collocazione politica all’interno del Parlamento rispetto ai partiti. L’importante è non scendere a compromessi ma fare accordi, altrimenti ti ritrovi alla mercé di tutti. Chi vincerà ed ha famiglia sicuramente avrà problemi. Bisognerà che si divida un pò qua e un pò là — chiarisce Corrado Bosco, candidato per la lista civica Usei. — Ritengo che per fare un lavoro ben fatto in favore delle comunità italiane bisogna passare almeno 20 giorni al mense in Italia. Poi l’attività principale non sarà tanto quella di venir qui a fare discorsi ma stare là a fare le leggi o proporne di nuove. Insomma creare quelle condizioni affinché si possa aiutare concretamente gli italiani all’estero. Non si può svolgere bene questo lavoro stando nelle proprie sedi che sia Brasile, Argentina o Australia. Quindi sarà un lavoro piuttosto massacrante. Evidentemente bisogna dedicarsi. Se uno vuole avere solo il piacere di fregiarsi di titolo di senatore o deputato, allora serve a poco — esplica Piero Ruzzenenti, candidato alla Camera per la Lista Tremaglia. Per il senatore Enrico Pianetta, garante per il Brasile di Forza Italia, il lavoro dei parlamentari eletti all’estero sarà esattamente come quello dei parlamentari eletti in Italia. Come prevede l’articolo 67 della Costituzione, ogni parlamentare rappresenta la Nazione e la Repubblica. Si tratta di rappresentare le comunità italiane all’estero e di affrontare e risolverne i problemi. I parlamentari eletti dovranno promuovere misure per gli italiani all’estero. Crede quindi che la capacità di aggregazione di consenso e la valutazione delle disponibilità finanziarie che permettano di varare misure per garantire i diritti dei nostri connazionali all’estero, sia la sfida a cui i parlamentari dovranno confrontarsi. PARTITI E LISTE IDIPENDENTI Arquivo + GRATIS: Telefono cellulare; tessera del cinema; tessera teatro; tessera autobus – metropolitana; francobolli; viaggi aereo nazionali; circolazione autostrade; piscine e palestre; FS; aereo di stato;cliniche; assicurazione infortuni; assicurazione morte; auto blu con autista; ristorante. 32 COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 Il 26 febbraio scorso è scaduto il termine per la presentazione di contrassegni delle liste che si presenteranno alle elezioni. Esiste una certa differenza tra le liste presentate in Italia e quelle nelle circoscrizioni estero. Anche tra le stesse circoscrizioni ci sono differenze. Alcuni partiti hanno deciso di coalizzarsi con altri in alcune circoscrizioni e in altre concorrere da soli. L’ “Italia dei valori”, di Antonio Di Pietro (ex-magistrato di “mani pulite” che indagò sull’affare “tangentopo- MARÇO 2006 / li negli anni novanta”), per esempio, ha presentato un proprio simbolo e propri candidati solo in Europa, unendosi alla coalizione di centrosinistra (Unione) nelle altre tre ripartizioni. Per quanto riguarda i due principali blocchi, quello di sinistra e quello di destra le strategie sono state differenti in chiave esteri. Da una parte il centro-sinistra ha confermato la sua compattezza intorno al simbolo dell’Unione e al nome di Romano Prodi, alla cui coalizione faranno parte ben 8 partiti (Ds, Margherita, Rosa nel pugno, Rifondazione Comunista, Comunisti Italiani, i socialisti di Craxi, Verdi e Socialdemocratici); dall’altra il centro-destra la cui coalizione in Italia è chiamata “La casa delle libertà” ha optato per la presentazione di quattro partiti separati. Si tratta di Forza Italia, Per l’Italia nel mondo con Tremaglia, UDC (Unione Democratici Cristiani) e Lega Nord. — È necessario essere solidali con l’alleanza di cui facciamo parte. Bisognerà discutere in un processo dialettico inevitabile in una democrazia parlamentare. L’unanimità come dicono i brasiliani é burra, ovvero stupida. La dialettica, visto che sono di formazione marxista è una cosa importante. Che poi le differenze restano, questo è assolutamente normale, non siamo tutti uguali, altrimenti non avremmo formato un’alleanza — commenta il motivo della coalizione “Unione” Arduino Monti. Ruzzenenti spiega invece il motivo della scelta di correre separati sottolineando che sarebbe piuttosto difficile spiegare ad un brasiliano di 4ª generazione cosa e quali sono i partiti in Italia. — Storicamente l’elettorato brasiliano vota le persone e non i partiti. Quindi penso sia tempo perso cercare di divulgare un’ideologia — dichiara Piero Ruzzenenti nella scelta del nome Tremaglia come lista elettorale. Condivide in parte il ragionamento anche Edoardo Pollastri che spiega come sia più un voto di fiducia più che politico. — L’elettorato attivo residente all’estero non ha piena conoscenza e coscienza di cosa sono e rappresentano i partiti italiani in lizza per le elezioni. È importante per questo che ci siano dei nomi forti di richiamo ed un processo di politiJoão Carnavos Per il candidato al Senato, Antonio Chianello proprio in virtù della globalizzazione, certi tipi di problemi sono molto simili da paese a paese. — La nostra filosofia si deve basare sull’amore, sulla famiglia e sulla cooperazione, principi base in qualunque parte del mondo. Tutto questo lo possiamo trasferire anche dentro il Parlamento. Non ci sono segreti. Il fine ultimo deve essere il benessere dell’umanità — afferma il candidato di Forza Italia. Elemento dolente direttamente collegato alla difficoltà di una forte campagna elettorale è la partecipazione al voto. Secondo alcune previsioni più o meno ottimiste non dovrebbe arrivare al 50% la percentuale di chi voterà. — Credo ad un 40% dei votanti. Ma dobbiamo considerare che la proporzione di voti an- Le buste che non perverranno entro le ore 16 di giovedì 6 aprile non saranno spedite in Italia per essere scrutinate; la legge prevede infatti che siano incenerite cizzazione, in un prossimo futuro, degli elettori — spiega il candidato al senato per l’Unione. Correrà da solo il partito di Mastella, l’Udeur, che ha deciso di non fare fronte comune con il centro-sinistra. C’è chi, poi, ritenendo di rimanere distanti da schemi politici o magari anche delusi da certe scelte programmatiche o legate alle candidature, ha deciso di far coinfluire le proprie forze in liste indipendenti chiamate più comunemente liste civiche. — Non sono rimasto soddisfatto con l’ideologia del mio partito visto che ha deciso di candidare altre persone anche di opposta ideologia. Ciò che mi ha fatto decidere per una lista indipendente è che non siamo soggetti a certi tipi di discorsi partitici. Non c’è stata una preparazione di questi al di fuori dei confini italiani. Vogliono poi comandare nella scelta dei candidati — illustra Corrado Bosco, candidato per l’Unione Sudamericana Emigrati Italiani (USEI). Altra lista presente in America meridionale è l’AISA (Associazioni Italiane in Sud America), a cui sono legati nomi come Adriano Bonaspetti, Gianni Boscolo e Walter Petruzziello per il Brasile. CURIOSITÀ Ci sono alcuni “vip” tra i candidati in alcune circoscrizioni estero. Si tratta di della famosa Rita Pavone che vive in Svizzera e che concorre al senato per la lista “Per l’Italia nel mondo con Tremaglia”; di Guido Renzi, altro cantante conosciuto sopratutto alla fine degli anni sessanta che concorre nella ripartizione Nord America per la Lega Nord-Movimento per le autonomie e Willy Pasini, sessuolo e giornalista, sempre per la circoscrizione Europa e sempre per la lista Tremaglia. COMUNITÀ ITALIANA 33 Copertina «Elezioni 2006« me un attacco alla laicità dello Stato italiano. Antonio Di Pietro, leader dell’Italia dei valori, si è detto meravigliato per l’infrazione al “protocollo secolare” che vieta al pontefice di ricevere politici in campagna elettorale. Esponenti di Forza Italia allo stesso tempo hanno fatto sapere che il Papa, anche quando incontra personalità istituzionali, non fa mai politica, ma esercita il suo magistero. Anche importanti esponenti della letteratura italiana si sono pronunciati in merito all’appuntamento elettorale. Chi ha fatto la voce grossa contro l’operato del governo sono stati Umberto Eco e Claudio Magris, intellettuali molto conosciuti all’estero. In una recente intervista a Repubblica lo scrittore de “Il nome della Rosa” ha fatto sapere che nel caso di altri cinque anni di sfacelo, potrebbe pure andarsene all’estero, ma la maggioranza di voi in questo paese deve viverci. Ha suscitato un polverone la scelta da parte del più importante giornale italiano e con la maggior tiratura, di appellarsi ad una tradizione non tanto italiana ma più anglosassone, ovvero quello di schierarsi apertamente nella scelta della coalizione politica. È stata de “Il corriere della sera” il cui direttore Paolo Mieli ha invitato gli elettori a cambiare direzione rispetto alle ultime elezioni del 2001 e di andare con il centrosinistra. Le reazioni non si sono fatte aspettare e lo stesso Berlusconi ha fatto sapere che “il Corriere è un giornale che supporta la sinistra. I suoi lettori sapevano già di leggere qualcosa vicino al giornale PIANETTA Unità. Ciò che ha scritto Mieli dimostra che la sinistra ha conquistato un altro pezzo della società”. Anche gli esponenti del centro-sinistra si sono fatti sentire. Fausto Bertinotti, segretario del partito della Rifondazione comunista ha detto che “Mieli ha compiuto una scelta di trasparenza democratica fornendo garanzie per tutti non mistificando la realtà”. ‘La capacità di aggregazione e la valutazione delle disponibilità finanziarie sarà la sfida con cui i nostri colleghi dovranno confrontarsi’ 34 LA SCELTA È TUA Nella scelta finale del voto, data anche la sovrapposizione di molti punti nei vari programmi Italiani votate! In un’intervista in esclusiva il console italiano a Rio, Massimo Bellelli, parla sul nuovo e atteso appuntamento elettorale dell’Italia e degli italiani residenti all’estero presentando aspetti importanti nella disputa per due senatori e tre deputati nella circoscrizione estero dell’America del Sud Giordano Iapalucci Il membro della Presidenza del CGIE, Claudio Pieroni dei partiti e coalizioni sarà forse interessante che l’elettore pensi anche a ciò che comporterà il proprio voto nel futuro dell’Italia visto che il parlamento legifererà anche e sopratutto per leggi che avranno effetto in Italia. È dunque importante che l’elettore si informi bene sulle legislature, sui governi passati, sullo stato dell’economia presente e passata, come anche sui programmi dei partiti. Si dice sempre che gli italiani all’estero sono una risorsa per l’Italia. Ma poiché esiste un rapporto di reciprocità in questa affermazione anche gli italiani all’estero saranno contenti e rincuorati da una sana e robusta economia italiana che potrà aiutare negli scambi commerciali. Non sono poi da sottovalutare le linee ideologiche sull’organizzazione statale delle due forze politiche principali. Entrambe si dichiarano per uno “stato leggero”. Da una parte, il centro-sinistra, lo vede come una istituzione che organizza e affina le proprie funzioni di arbitro e non di giocatore e che determina le regole della concorrenza in tutti i settori. Dall’altra uno stato che, come ha più volte ripetuto Berlusconi, “faccia poco ma faccia bene” e che per il resto ceda il passo ai privati, secondo quel concetto di sussidiarietà che è uno dei cardini della concezione dello stato liberale di Forza Italia. Buon voto a tutti quindi, essendo coscienti che il risultato dei voti delle circoscrizioni estero potrà far pendere l’ago della bilancia per il risultato generale delle elezioni. UTILITÀ — La Farnesina prosegue la propria campagna di informazione sul voto all’estero e comunica che sono operativi due nuovi numeri telefonici che permetteranno di accedere a un’esauriente serie di risposte pre-registrate automatiche gratuite, nelle lingue italiano, inglese, francese, spagnolo e portoghese. Per chi chiama da rete fissa, il numero a disposizione è il 0039.06.97742103: dopo aver digitato il numero, l’utente avvertirà il segnale di occupato e dovrà riagganciare; sarà quindi richiamato automaticamente e potrà ascoltare gratuitamente la registrazione. Il Ministero ha inoltre predisposto un numero mobile internazionale — 0044.76.24800978 — per chi invia sms. Tali servizi si aggiungeranno al servizio informativo gratuito con numero verde italiano 800.90.80.08. COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 Comunità Italiana — Come lei osserva lo svolgimento delle diverse campagne elettorali dei candidati? Massimo Bellelli — A prescindere dalla valutazione politica dei vari partiti i loro programmi sono piuttosto simili. C’è qualcuno che crede ad una ideologia ma la piattaforma programmatica si può dire che è uguale per tutti. Quello che sarà importante affinché arrivino effettivamente i finanziamenti per le richieste dei deputati e senatori eletti nelle circoscrizioni estero sarà la percentuale dei votanti. Per essere ascoltati nel parlamento italiani questi devono avere una rappresentanza popolare più ampia possibile. CI — L’elettorato attivo in Brasile è di 174.380 tra camera e senato. In Argentina (378.958) sono più del doppio. Sono cosi avvantaggiati i candidati argentini? Console — Si, sicuramente sono favoriti. La sola Buenos Aires (143.528) ha quasi come tutti i votanti del Brasile. Quindi è ovvio che una campagna elettorale in una città che ha lo stesso numero dei voti di un paese dalle dimensioni continentali avrà un ritorno diverso. Certo che i candidati dell’Argentina premeranno più per il loro paese che per gli altri, ma questo è tutto sommato comprensibile. Esiste un altro elemento molto importante però che è l’allineamento delle liste dei votanti. Chi è stato più virtuoso avrà maggior ritorno in sede elettorale. Se uno considera che il Brasile non è emerso in prima posizione nell’allinemento dei dati risulterà ulteriormente penalizzato. Per quanto riguarda Rio de Janeiro siamo allineati alla media mondiale quindi la circosrizione di Rio non ne dovrebbe uscire perdente da questo punto di vista. Esistono però altre circoscrizioni in Brasile che non sono state cosi virtuose. Questo anche perché il Brasile ha una dotazione organica inferiore rispetto all’Argentina e questo ci permette di operare in maniera meno efficiente. CI — Ci può spiegare meglio l’allineamento? Console — L’allinemento è “fusione” della lista del Ministero degli Interni con quella degli Esteri. La lista del Ministero degli Esteri è di gran lunga più ampia di quella degli Interni ma si voterà in base a quest’ultima. La nostra in compenso è più completa nel senso che si tratta di lista con indirizzi più precisi e corret- ti. Quella degli Interni può contenere indirizzi di persone non più viventi o che hanno cambiato indirizzo. Un allineamento non completo prevederà molti indirizzi sbagliati o non aggiornati. Quindi molte schede non arriveranno neanche a destinazione. È per questo che è molto importante il lavoro sull’allineamento, che tra l’altro non si ferma nonostante ormai tali della circoscrizione. In Italia non esiste questo tipo di problema. CI — Quale sarà l’importanza dei deputati della circoscrizione estero? Console — Vedo alcuni elementi significativi. È la prima volta che si vota ed è stato un processo molto lungo e difficile. È stata modificata la Costituzione per ben due volte; fatto storico questo. L’importante è che gli italiani all’estero possano eleggere dei rappresentanti che diventino portavoce dei loro bisogni. Questo, in fondo, è stato l’obiettivo della legge. In realtà all’estero nonostante le liste di partito, i bisogni sono più o meno omogenei a prescindere dal colore politico. Non esistono grandi differenze. L’importante, quindi, è avere una voce diretta in parlamento. Certo che gli stati che riusciranno ad essere maggiormemnte rappresentati avranno un vantaggio, anche perché, per il tipo e la configurazione del sistema elettorale, i resti andranno a confluire su coloro che avranno maggiori preferenze. Quindi sicuramente gli stati minori non avranno rappresentazione. In questo caso parlo di Venezuela, Bolivia, Ecuador ecc. Non sappiamo neanche se il Brasile ne avrà, forse se la giocherà sui resti. Se non dovrà esserci un eletto in Brasile sarebbe importante che si stabilisse un collegamento con coloro che saranno eletti. Non c’è dubbio che la presenza in parlamento sarà molto importante visto che potranno presentare progetti di legge come interrogazioni parlamentari. In questo senso si parla di grande passo storico. CI — Quali problemi incontrati in questo processo di riconoscimento politico? Console — I problemi maggiori come ho detto sono i tempi molto stretti. Le elezioni sono state indette l’11 febbraio quindi solo due mesi sono pochi sopratutto in un’area continentale. La campagna elettorale sarà estremamente ridotta. Noi come Consolato non possiamo far altro che invogliare gli italiani a votare il più possibile. Abbiamo costituito presso il consolato un ufficio elettorale con un numero dedicato per dare le informazioni. Noi come Rio de Janeiro, poi, abbiamo perso un migliaio di votanti dovuto appunto all’allinemanento. Questo vuol dire che manderemo meno schede però in teoria dovrebbero arrivare quasi tutte. Meno quantità ma più qualità potremmo dire. Arquivo Comunità Da un punto di vista meramente tecnico ci saranno delle piccole differenze tra il sistema elettorale adottato in Italia e all’estero. Una di queste è per esempio che nel Belpaese si vota in due giorni: domenica 9 e lunedì 10, aprile mentre all’estero le votazioni si svolgeranno per corrispondenza. È poi da sottolineare che in Italia esiste con un sistema proporzionale senza preferenze con premio di maggioranza, differente dall’estero in cui si possono scegliere le preferenze. Quest’ultima è stata una decisione per favorire non tanto la scelta del partito ma della persona che ha operato nella collettività e per la comunità. Dalle prime elezioni elettorali dell’era repubblicana (1948), la campagna elettorale in Italia ha sempre vissuto momenti di grande tensione e “violenza politica” tale da offuscare e mettere in secondo piano i reali programmi delle varie forze politiche. Si parla da molto tempo ormai del “confronto all’americana” (chissà poi perché bisogna imitare sempre tutto dal paese che ha commercializzato la politica) tra i due principali candidati alla poltrona di premier: Romano Prodi, per l’Unione, e Silvio Berlusconi, per il Polo delle Libertà. Per quest’ultimo, che ha da sempre improntato una politica molto legata all’aspetto comunicativo, è il miglior “campo di battaglia” per confrontarsi con il proprio avversario. Non sembra però andato secondo le previsioni del premier il confronto del 14 marzo scorso. Il “professore”, secondo i più importanti organi di comunicazioENRICO ne italiani e stranieri (non di partito), avrebbe “vinto” questo primo incontro. A seguito di questo sembra essere nata una certa polemica e crisi nel centrodestra. I suoi due alleati principali, Fini (AN) e Casini (Udc) sembrano aver preso le distanze. Lo stesso leader di Alleanza Nazionale ha dichiarato la necessità di essere “più realisti e più umili visto che in Italia le cose non vanno bene e che, oggettivamente, esistono dei problemi”. Non l’ha certo digerita bene Berlusconi accusandoli di voler abbandonare la nave come i sorci. “Non hanno capito che se affondo io affondano anche loro. E’ chiaro che quei due stanno facendo una corsa per il dopo 10 aprile. Entrambi pensano di prendere il mio posto, di farmi fuori. Evidentemente ancora non hanno imparato a conoscermi .Anche se io perdo le elezioni, non me ne vado” ha dichiarato alla stampa italiana il leader di Forza Italia. Sembra poi che anche la Chiesa e il Vaticano non stiano facilitando il clima politico italiano. È dell’inizio di marzo l’annuncio del ricevimento ad udienza privata tra il Santo Padre, Berlusconi, Pierferdinando Casini (presidente della Camera) e Clemente Mastella (segretario Udeur). C’è chi nel centro-sinistra ha visto la visita co- Vezio Nardini IN ITALIA «Elezioni 2006« ‘In realtà, all’estero, nonostante le liste di partito, i bisogni sono più o meno omogenei a prescindere dal colore politico’ MARÇO 2006 / per le elezioni del 9 aprile le liste dei votanti sono state chiuse al 31 dicembre. Oltre a questo i tempi previsti dalla legge sono molto stretti. Il 22 marzo dobbiamo inviare tutto il materiale per posta. Il voto deve tornare entro il 6 di aprile per poterlo poi spedire a Roma per essere scrutinato il 9. Ci sono quindi 15 giorni tra andata e ritorno che non sono certo molti sopratutto con le dimensioni continen- COMUNITÀ ITALIANA 35 Consolato Generale d’Italia Rio de Janeiro COMUNICADO COMUNICATO ELEIÇÕES DO PARLAMENTO ITALIANO VOTO NO EXTERIOR POR CORRESPONDÊNCIA ELEZIONI DEL PARLAMENTO ITALIANO VOTO ALL’ESTERO PER CORRISPONDENZA Com Decreto do Presidente da República de 11 de fevereiro de 2006, foi fixada para os dias 9 e 10 de abril de 2006 a eleição para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República. Na Itália, as votações serão realizadas nas sedes eleitorais dos Municípios de residência no domingo dia 9 de abril (das 08:00 às 22: 00 hs) e na segunda-feira dia 10 de abril (das 07:00 às 15:00 hs). Os cidadãos italianos permanentemente residentes no exterior, inscritos nas listas eleitorais da Circunscrição do exterior, podem participar das eleições votando POR CORRESPONDÊNCIA. Deverão votar nos candidatos que se apresentarem na respectiva repartição da Circunscrição do exterior. O eleitor residente no exterior, que não tenha manifestado a sua opção de votar na Itália, receberá por correio do Consulado competente, até o dia 22 de março, um ENVELOPE contendo: um folheto informativo que explica como votar, o certificado eleitoral, a cédula eleitoral (duas para o eleitor maior de 25 anos que pode votar também para o Senado), um envelope completamente branco, um envelope já selado com o endereço do próprio departamento consular, as listas dos candidatos da própria repartição e o texto da lei sobre voto no exterior. O eleitor, utilizando o envelope já selado e seguindo atentamente as instruções contidas no folheto informativo, deverá expedir SEM ATRASO as cédulas eleitorais votadas, de forma que cheguem ao próprio Consulado até no máximo às 16:00 hs (horário local) do dia 6 de abril de 2006. O voto é pessoal e secreto e é terminantemente proibido votar mais vezes e enviar cédulas eleitorais por meio de terceiros. Quem violar as disposições em matéria eleitoral será punido de acordo com a lei. O eleitor que até a data de 26 de março de 2006 não tiver ainda recebido o envelope eleitoral, poderá dirigir-se ao próprio Consulado para verificar a sua situação eleitoral e solicitar uma segunda via. A partir da entrada em vigor da Lei no. 22 de 27 de janeiro de 2006 – disponível no site www.esteri.it – podem votar por correio nas mesmas modalidades e até os prazos acima indicados também os cidadãos que se encontram temporariamente no exterior por motivos de trabalho ou em missões internacionais que, para este fim, tenham se registrado nas devidas listas até o dia 13 de fevereiro de 2006. O CONSULADO GERAL DA ITALIA ESTÁ A DISPOSIÇÃO DOS CIDADÃOS PARA QUALQUER INFORMAÇÃO ADICIONAL. Tel.(021)2122 1315 ramal 2118. INFORMAÇÕES DETALHADAS TAMBÉM PODEM SER OBTIDAS NO SITE www.esteri.it “VOTO ALL’ESTERO”, OU NO TELEFONE 00xx / 39/ 06/ 97742103, QUE FORNECE RESPOSTAS PRÉ-DEFINIDAS GRATUITAMENTE. Con Decreto del Presidente della Repubblica in data 11 febbraio 2006 sono state indette per il 9 e 10 aprile 2006 le votazioni per l’elezione della Camera dei Deputati e del Senato della Repubblica In Italia le votazioni si svolgono presso i seggi istituiti nei Comuni di residenza nei giorni di domenica 9 aprile ( dalle ore 8,00 alle ore22,00 ) e di lunedì 10 aprile (dalle ore 7,00 alle ore 15,00) All’estero, i cittadini italiani ivi stabilmente residenti, iscritti nelle liste elettorali della Circoscrizione estero, possono partecipare alle elezioni votando PER CORRISPONDENZA. Essi votano per le liste di candidati presentate nella rispettiva ripartizione della Circoscrizione Estero. A ciascun elettore residente all’estero, che non abbia optato per il voto in Italia entro il 21 febbraio, il Consolato competente invia per posta, entro il 22 marzo, un PLICO contenente: un foglio informativo che spiega come votare, il certificato elettorale, la scheda elettorale (due per chi, avendo compiuto 25 anni, può votare anche per il Senato), una busta completamente bianca, una busta già affrancata recante l’indirizzo dell’Ufficio consolare stesso, le liste dei candidati della propria ripartizione, il testo della legge sul voto all’estero. L’elettore, utilizzando la busta già affrancata e seguendo attentamente le istruzioni contenute nel foglio informativo, dovrà spedire SENZA RITARDO le schede elettorali votate, in modo che arrivino al proprio Consolato entro - e non oltre - le ore 16 ora locale del 6 aprile. Il voto è personale e segreto ed è fatto divieto di votare più volte e inoltrare schede per conto di altre persone. Chiunque violi le disposizioni in materia elettorale, sarà punito a norma di legge. L’elettore che alla data del 26 marzo non avesse ancora ricevuto il plico elettorale, potrà rivolgersi al proprio Consolato per verificare la propria posizione elettorale e chiedere un duplicato. A seguito dell’entrata in vigore della legge 27 gennaio 2006 n. 22 – consultabile sul sito www.esteri.it - possono votare per posta con le stesse modalità ed entro i termini suddetti anche alcune categorie di cittadini temporaneamente all’estero per motivi di servizio o per missioni internazionali che si siano a tal fine registrati in appositi elenchi entro il 13 febbraio scorso. IL CONSOLATO GENERALE E’ A DISPOSIZIONE DEI CITTADINI PER QUALSIASI ULTERIORE INFORMAZIONE. Tel.(021) 2122 1315 int.2118 INFORMAZIONI DETTAGLIATE SONO INOLTRE DISPONIBILI SUL SITO www.esteri.it “VOTO ALL’ESTERO” O TRAMITE IL NUMERO 003906 97742103 CHE FORNISCE RISPOSTE PRE-DEFINITE GRATUITE. Per informazioni: Consolato Generale Rio de Janeiro: (xx) 2122-2118; Ambasciata – Brasilia – (xx) 61-3442-9900; Consolato Generale – São Paulo – (xx) 11-3549-5643; Consolato Generale – Curitiba – (xx) 41-3383-1751; Consolato Generale – Porto Alegre – (xx) 51-3230-8237; Consolato – Belo Horizonte – (xx) 31-3281-4211; Consolato – Recife - (xx) 81-3466-4200 MARÇO 2006 / COMUNITÀ ITALIANA 37 Copertina «Elezioni 2006« Istruzioni per restituire le schede Ripartizione: America Meridionale Plico Elettorale All’interno del plico, tra le altre cose, troverete: • 2 schede elettorali di colore diverso, una per ciascuna votazione (Camera e Senato) • ATTENZIONE: chi non ha compiuto 25 anni di età riceve solo 1 scheda per la Camera dei Deputati • 2 buste, una completamente bianca e una più grande già affrancata con l’indirizzo dell’Ufficio Diplomatico-Consolare. • le liste dei candidati della Ripartizione Scheda Elettorale Scheda Elettorale CAMERA SENATO Liste Liste Candidati Candidati Si vota tracciando un segno sul contrassegno (o simbolo) della lista prescelta o sul rettangolo che lo contiene. Si può esprimere il voto di preferenza scrivendo il cognome del candidato nella riga accanto al contrassegno votato Il voto è personale, libero e segreto Dopo aver votato, utilizzando una penna di colore nero o blu, inserire la scheda o le schede elettorali nella busta bianca e chiudere la busta Scheda Elettorale Scheda Elettorale CAMERA SENATO Inserire la busta bianca nella busta già affrancata con l’indirizzo della Rappresentanza Diplomatico-Consolare Inserire il tagliando del certificato elettorale nella busta già affrancata ATTENZIONE non inserire il tagliando nella busta bianca che deve contenere solo le schede. Consolato Generale d’Italia Rio de Janeiro LETTERA AI CONNAZIONALI Il 9 e 10 aprile prossimi si votera’ in Italia per l’elezione della Camera dei Deputati e del Senato della Repubblica. Si tratta della prima volta in assoluto che i cittadini italiani all’estero potranno direttamente votare alle elezioni politiche, per corrispondenza e senza recarsi in Patria. Gli elettori qui residenti potranno eleggere, nell’ambito della circoscrizione del Sud america, 3 deputati e 2 senatori quali loro diretti rappresentanti e portavoce. E’ un momento importante nel processo democratico nazionale che desidero sottolineare attirando l’attenzione sul fatto che per consentire il voto al voto all’estero per corrispondenza, il Parlamento italiano ha modificato la stessa costituzione della Repubblica. La richiesta del voto all’estero era stata avanzata da molti anni, e con crescente insistenza, da molti di voi che sensibili alla vita politica italiana desideravano avere la possibilita’ di parteciparvi attivamente, contribuirvi ed influenzarla per orientare ancor di piu’ l’attenzione verso le esigenze della collettivita’ italiana all’estero. Oggi il voto e’ una realta’. Il processo elettorale e’ stato avviato, le liste e le candidature sono state presentate e nei prossimi giorni riceverete i plichi elettorale con le istruzioni per il voto e le schede. Tra i candidati ai seggi della Camera e del Senato vi sono diversi residenti, non solo in Brasile, ma anche in questa stessa circoscrizione consolare. La qualificata e diversificata presenza dei diversi candidati, ognuno con un bagaglio di esperienze e di capacita’, dimostra, ove vi fosse qualche dubbio, la sensibilita’ verso l’Italia ed il suo processo democratico. E’ importante che in questo momento gli elettori, a prescindere dalla fede politica o dall’appoggio al candidato preferito, seguano e partecipino al voto che costituisce un diritto ed un dovere civico e il coronamento dell’impegno degli italiani all’estero, delle forze politiche in Italia e dell’Amministrazione pubblica stessa, qui rappresentata dalla rete diplomatico-consolare. Il Consolato Generale di Rio de Janeiro, proprio per aiutare ed assistere i cittadini qui residenti nell’espletamento del diritto di voto, ha istituito uno specifico ufficio elettorale presso cui gli elettori possono fin d’ora controllare se sono regolarmente iscritti nelle liste dei comuni in Italia e - ove non vi fossero - avanzare domanda per esservi inclusi. Per evitare di trovarsi all’ultimo momento in condizioni di non votare invito tutti fin da ora a rendersi parte attiva e diligente in tale processo. POSTA Chiudere la busta già affrancata e spedirla all’Ufficio Diplomatico-Consolare NON AGGIUNGERE IL MITTENTE 38 Il CONSOLE GENERALE MASSIMO BELLELLI COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 Reprodução João Carnavos «Elezioni 2006« 3,5 milhões de italianos poderão votar no exterior Nove de abril, o dia em que o que conta é a escolha dos italianos que vivem no exterior Renata Gonçalez S Especial para Comuntà PAULO — O compromisso foi firmado em outubro de 2005, quando a Assembléia Legislativa italiana aprovou a reforma eleitoral que determina a votação de concidadãos residentes nos cinco continentes - e regularmente inscritos junto às representações consulares - para o Senado e para a Câmara dos Deputados da Itália. Ou seja, tornou-se oficial que italianos e descendentes com passaporte de todo o mundo participariam da renovação do Parlamento, prerrogativa que foi obtida por meio da lei de nº 459 de 27 de dezembro de 2001. Ao todo, o eleitorado que compõe a chamada Circonscrizione Estero é formado por mais de 3,5 milhões de pessoas. População que, apesar de viver muito além das fronteiras da Bota, agora participará pela primeira vez das eleições italianas. A Circonscrizione Estero, ou Circuncrição do Exterior, será composta pelos votos dos eleitores divididos em quatro repartições, respeitando-se os limites continentais. São elas: Europa, América do Norte e Central, América do Sul e a quarta formada pela África, Ásica e Oceania. Em cada uma delas, os respectivos candidatos têm trabalhado dia e noite em suas campanhas eleitorais e apresentam seus planos de governo, que invariavelmente aliam os interesses comuns da comunidade italiana àqueles dos países onde ÃO MARÇO 2006 / residem e a qual pretendem representar no Parlamento em Roma. Interesses que, com base nos programas eleitorais, se mostram muito uniformes, com diferenças somente na ideologia de cada grupo político. Pelo menos é o que indicam os partidos e coligações que se mostram mais fortes em cada comunidade italiana no exterior. Existem os que difundem os ideais da Forza Italia, o partido do atual premiêr Silvio Berlusconi, bem como se mostram presentes listas de candidatos da Lega Nord, o partido de origem lombarda que nasceu sob o ideal de separar o Norte do Sul da Itália. Há também listas que defendem novas coligações, que podem ter ou não qualquer vínculo com os partidos políticos existentes, entre elas ‘A circunscrição América do Sul é a segunda maior das repartições continentais’ COMUNITÀ ITALIANA a L´Unione (de esquerda), Per l´Italia nel Mondo con Tremaglia, l´AIIE (Alternativa Independente Italiani all´Estero) e l´Italia dei valori. Outros partidos que outrora usufruíram de certo prestígio na Itália ainda se fazem presentes, como é o caso da UDC (Unione Democatici Cristiani). Na circunscrição Europa, mais precisamente na Inglaterra, o advogado e diretor de um jornal de Londres Raffaele Fantetti é um dos que mais reforçam o apoio à reeleição de Silvio Berlusconi na Itália, ao lançar-se candidato a uma cadeira na Câmera dos deputados pelo partido Forza Italia. Também no Velho Continente, dão apoio à candidatura do partido de centro-direita os candidatos ao Parlamento Carlo Alberto Brusa, Massimo Romagnoli, Salvatore Albelice, Giampiero Camurati, Carlo Erio e Antonella Rebuzzi. A circunscrição européia, a maior de todas, com mais de 1,6 milhão de votantes, é também, sem dúvida alguma, o principal colégio eleitoral do partido de Berlusconi. Na circunscrição América do Norte e Central, composta por cerca de 350 mil eleitores, a lista de maior expressão é a da AIIE (Alternativa Independente Italiani all´Estero), presente nos três principais países que a encabeçam: Estados Unidos, Canadá e México. Para representar a comunidade norte-americana no Senado italiano, a coligação indica a contadora Sonia Spadoni39 Copertina «Elezioni 2006« Os respectivos candidatos têm trabalhado dia e noite em suas campanhas eleitorais e apresentam seus planos de governo, que aliam os interesses comuns da comunidade italiana àqueles dos países onde residem vivem nos Estados Unidos. A menor das circunscrições, com cerca de 160 mil eleitores inscritos, reúne os continentes África, Ásia e Oceania. Entre os candidatos desponta Nino Randazzo, jornalista residente em Sydney e que também preside a 1a Comissão do CGIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior). Randazzo concorre ao Senado italiano pela frente de centro-esquerda L´Unione. O principal apoio à centro-direita da circunscrição também vem da Austrália, com a candidatura de Luigi Casagrande ao Senado e de Teresa Restifa à Câmara dos deputados, ambos pela Forza Italia. LISTA DI CANDIDATI DELL’AMERICA DEL SUD Senato Associazioni Italiane in Sud America Camera Senato Forza Italia Camera Senato Lega Nord Camera Senato L´Unione Camera Senato Per l´Italia nel Mondo con Tremaglia Camera Senato UDC PLULARIDADE POLÍTICA Com quase 800 mil votantes, a circunscrição América do Sul é a segunda maior das repartições continentais. É também aqui que encontra-se a maior diversidade política de listas. No mais numeroso colégio eleitoral da repartição, 40 Camera Luigi Pallaro Argentina Walter Petruzziello BRASIL Italo Colafranceschi Uruguai Vito Antonio Miraglia Venezuela Ricardo Merlo Argentina Felisa Pomilio Argentina Rodolfo Borghese Argentina Adriano Bonaspetti BRASIL Gianni Boscolo BRASIL Nello Collevecchio Venezuela Fina Franchini Chile Aldo Chianello BRASIL Luigi Olivi Paraguai Franco Tirelli Argentina Giovanni di Raimondo Argentina Diego Tomassini BRASIL Daniela Chierichetti Uruguai Gaetano Duma Venezuela Vittorio De Stefano Venezuela Clementina Di Ruggiero Venezuela Graziano Lardoni Argentina Mazio Arcari BRASIL Bruno Boschiero Uruguai Salvatore Barraco Venezuela Mirella Giai Argentina Dario Ventimiglia Argentina Edoardo Pollastri BRASIL Giovanni Jannuzzi Argentina Francisco Rotundo Argentina Natalina Berto BRASIL Arduino Monti BRASIL Fabio Porta BRASIL Marisa Bafile Venezuela Franco Livini Argentina Nicolò Mazzola BRASIL Giacomo Canepa Uruguai Giuseppe Angeli Argentina Elio Bruno Squillari Argentina Antonio Laspro BRASIL Piero Stefanon Ruzzenenti BRASIL Luigi Barindelli BRASIL Roberto Cavallo De Robertis Venezuela Teresina Settembrini Argentina Claudio Juan Pitton Argentina Vitaliano Vita Venezuela Aldo Giuseppe Lamorte Uruguai Nicolas Moretti Argentina Domenico Pugliese Argentina Francesco Domenico Magno Argentina Sandro Pollastrini BRASIL Giacomo Cesar Marasso Chile Claudio Zin Venezuela COMUNITÀ ITALIANA a Argentina, destacam-se os candidatos Franco Livini, que concorre a uma cadeira no Senado pela lista Per l`Italia nel Mondo con Tremaglia, juntamente com o candidato a deputado Giuseppe Angeli. Mas o favoritismo da lista da Associazioni Italiane in Sud America aponta o candidato Luigi Pallaro, presidente da Câmara de Comércio Italiana de Buenos Aires e vice-presidente do CGIE, como o preferido dos ítalo-argentinos. Pallaro concorre ao Senado pela Circunscrição América do Sul, tendo como aliado o presidente do Comites portenho, Ricardo Merlo, que candidadou-se à Câmara dos Deputados. Ainda pela Argentina, a lista da L’Unione mostra-se mais forte com os nomes de Mirella Giai, candidata ao Senado, e Giovanni Jannuzzi e Francisco Rotundo, que concorrem a uma vaga na Câmara pelo mesmo partido. Com menor expressão, mas presentes na campanha eleitoral na América do Sul, estão as listas da Forza Italia, Lega Nord, UDC e Associazioni Italiane in Sud America. LISTA DI CANDIDATI DELL’AMERICA DEL SUD / MARÇO 2006 Senato Udeur Camera Senato Unione Sudamericana Emigrati Italiani Camera Vittorio Vagiu Ugo Di Martino Emilio Condò Aldo Tela Antonio Castaldo Emilio Noseda Claudio Pezzili Mario Macario Zito Michele D´Angelo Giuseppe Bressi Aldo Memmo Corrado Bosco Eugenio Sangregorio Michele De Luca Maria Concepcion Cesarano Laura Suarez Frizzera Francisca Maria Costantino Angelo Del Duca Argentina Venezuela Argentina Argentina Argentina Argentina BRASIL Colombia Argentina Argentina Argentina BRASIL Argentina Argentina Argentina Argentina BRASIL TEM 17 CANDIDATOS Argentina Uruguai INFORME PUBLICITÁRIO IL RESPONSABILE COMMITTENTE: EUGENIO CAMANDONA Alieto, ao lado dos candidatos a deputado Don Serafini John Adamo e Francesco di Lero. Dos dois outros países, completam a lista da AIIE Antonio Massana, do Canadá, e Paolo de Francesco, residente no México. Segue também com força na mesma circunscrição a candidatura de Rocco di Trolio, imigrante nascido na Campania e que hoje vive no Canadá. Di Trolio concorre ao Senado pela L´Unione. Por conta de sua origem ítalo-meridional, o principal foco da campanha do candidato são as comunidades oriundas das regiões do Sul da Itália, espalhadas principalmente nos Estados Unidos e no Canadá. A UDC é bastante cotada na circunscrição da América Setentrional e Central, tendo como candidatos ao Senado o jornalista e secretário do partido no Canadá, Vittorio Coco, e o presidente da Câmara de Comércio Italiana de Nova York, Berardo Paradiso. Para a Câmara, os indicados da UDC são Domenico Mignone, Massimo Seracini e Gaetano Mattioli Cechini, todos oriundi que hoje «Elezioni 2006« As oito listas elaboradas para as eleições na circunscrição América do Sul contêm nomes de candidatos residentes no Brasil. Quatro deles concorrem ao Parlamento italiano pela L´Unione, que até então apresentou a mais bem estruturada candidatura no país, e cujos inscritos saíram na frente na divulgação de suas propostas em diversos Estados. A lista é encabeçada pelo presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria de São Paulo, Edoardo Pollastri, que concorre ao Senado, e é completa pelos candidatos a deputados Fabio Porta, Natalina Berto e Arduino Monti. Também com quatro candidatos que vivem no Brasil, a lista Per l´Italia nel Mondo con Tremaglia indica ao Senado Nicolò Mazzola, executivo da empresa Consist e membro do Comites paulista. Antonio Laspro, Piero Stefano Ruzzenenti e Luigi Barindelli são os candidatos à Câmara dos deputados. A lista independente intitulada Associazioni Italiane in Sud America apresenta como candidato ao Senado o advogado Walter Antonio Petruzziello, residente em Curitiba. Para a Câmara, foram indicados Adriano Bonaspetti, que mora em Porto Alegre, e o paulistano Gianni Boscolo. Pela Udeur (Unione Democratici per l´Europa), outra lista independente, o nome de Claudio Pezzili, fundador da Associazione Piemontese del Brasile, figura como candidato do Brasil à Câmara. Outro que lançou-se candidato a senador em uma lista independente é o presidente da Associação Calabresa do Rio de Janeiro e membro do Comites carioca, Corrado Bosco, que fez parte do CGIE e foi presidente do Comitês por dois mandatos, inscrito pela Unione Sudamericana Emigrati Italiani. Nas listas formuladas pelos partidos de direita também constam nomes de ítalo-brasileiros. Pela UDC, Sandro Pollastrini concorre a uma cadeira na Câmara dos deputados. Forza Italia tem Diego Tomassini como candidato à Câmara, e Aldo Chianello ao Senado. Por fim, o vice-presidente da Câmara de Comércio Ítalo-Brasileira de São Paulo, Marzio Arcari, é o único residente no Brasil presente na lista da Lega Nord, como candidato a deputado. 41 Copertina «Elezioni 2006« «Elezioni 2006« Perfis dos candidatos brasileiros nas eleições A ssistência social e previdenciária; adequação estrutural consular para melhor atender os cidadãos italianos nestes países; formação e cooperação cultural; apoio às empresas nos setores de pesquisa, desenvolvimento sustentável, tecnologia e crédito. Garantir aos italianos residentes no exterior os mesmos direitos sociais e econômicos previstos na Constituição Italiana. Incentivo de bolsas de estudo e de vagas no mercado de trabalho na Itália, intercâmbio entre universidades de ambos os países e estágio em empresas. potencializar a presença italiana em projetos de cooperação internacional e de desenvolvimento sócio-econômico. Na área da saúde, maiores condições de paridade de tratamento nas áreas de previdência e assistência social e solidária para a comunidade italiana re- UNIONE sidente na América do Sul. Inclusão de todos os idosos italianos que vivem no exterior e que passam por dificuldades econômicas. Melhorias no atendimento consular e a promoção de oportunidades de estudo e de trabalho. Restabelecimento das ligações aéreas diretas entre Brasil e Itália, até então abandonadas pela Alitalia. Difundir eventos gratuitos que promovam a cultura italiana, entre eles cinema e espetáculos teatrais. Esta é a síntese dos programas eleitorais dos divesos grupos políticos que participam do pleito. Todos demonstram uniformidade nos anseios para os italianos no exterior. Candidato à Câmara Candidato ao Senado Biografia * Diretora e conselheira do Comites (Comitato degli Italiani all´Estero) de São Paulo; * Desde 1975 atua como assistente-social na periferia de São Paulo junto à Prefeitura, contribuindo para a recuperação e formação de crianças e jovens carentes; * Presidente das obras sociais do Jardim Clímax. * Coordenadora Nacional do Patronato InasCisl desde 1989. Biografia * Formado em Sociologia Econômica na Universidade La Sapienza, em Roma; * Entre 1982 e 1986 foi presidente da do Movimento Estudantil da Ação Católica Italiana; * Presidente do Patronato Ital Uil; * Vice-presidente do Comites (Comitato degli Italiani all´Estero). FORZA ITALIA Biografia * Diploma em Sociologia em junho de 1973 na Universidade de Paris-VIII, Vincennes; * Fundador da revista “Forum Democratico”; * Eleito no COMITES de Rio dois mandatos consecutivos, foi o Presidente; * Presidente do Circolo Laziale de Rio; * Vice-Presidente da Associação “Anita e Giuseppe Garibaldi”; * Diretor Didático da Associação Cultural Ítalo-Brasileira do Rio de Janeiro; * Membro do Consiglio Internazionale della FILEF. 42 ASSOCIAZIONI ITALIANE IN SUDAMERICA PER L’ITALIA NEL MONDO CON TREMAGLIA Antonio Laspro Nascimento: Balvano, na Basilicata Idade: 67 anos Luigi Barindelli Nascimento: Esino Lario, na Lombardia Idade: 66 anos Walter Antonio Petruzziello Nascimento: Pratola Serra, na Campania Idade: 54 anos Niccolò Mazzola Nascimento: Castelbuono, na Sicília Idade: 77 anos Biografia * Formado em Direito e Administração de Empresas * Diretor do Patronato Enasco; * Atuou como diretor na SAI - Società Assicurativa Industriale di Torino (Grupo SulAmerica de Seguros); Generali do Brasil e Colider/Fivap - Credito Finanziamento e Investimento; * Membro da: Associazione Basilicata di San Paolo; Federazione dei Lucani in Brasile; Circolo Italiano di San Paolo; Lega Italica; Fusie (Federazione Stampa Italiana all´Estero); Asib (Associazione Stampa Italiana in Brasile); Lions/Club Internacional; Comites di San Paolo (Comitato degli Italiani all´Estero) e CGIE (Consiglio Generale Degli Italiani all´Estero). Biografia * Formado em Engenharia Eletrotécnica pelo Politécnico de Milão; * Responsável pelos procedimentos de controle de qualidade das Centrais Nucleares na construção da Hidrelétrica de Itaipu; * Fez parte do Comitê de Presidência do CGIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior) entre 1991 e 2004; * Fundador do Centro de Cultura Italiana; Scuola Italiana D´Arte Mazio Tremaglia e do Consórcio entre Regiões Italianas e Estados do Brasil. Biografia * Formou-se em Economia Política e Direito, com especialização em Direito Comercial pela Universidade de Turim; * Atua como advogado em Curitiba (PR), onde presta consultorial internacional no campo empresarial; * Assessor jurídico do Consulado Geral da Itália em Curitiba (PR); * Foi presidente do Comites (Comitado degli Italiani all´Estero) - circunscrição do Paraná e Santa Catarina entre 1997 e 2004; * Vice-presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria de Curitiba; * Lecionou Economia Política na PUC (Pontifície Universidade Católica) do Paraná. Biografia * Formado em Física pela Universidade La Sapienza de Roma; * Vice-presidente internacional de Relações Públicas da empresa Consist, tendo trabalhado na Arábia Saudita, Iraque, Bolívia, Colômbia e Argentina; * Membro do Comites (Comitato degli Italiani all´Estero) de São Paulo; * Presidiu a Federação Latino-Americana de Informática e Telecomunicações entre 1999 a 2005. PER L’ITALIA NEL MONDO CON TREMAGLIA Fabio Porta Nascimento: Caltagirone (Sicília) Idade: 43 anos Arduino Monti Nascimento: Ceprano (Ciociaria) Idade: 60 anos PER L’ITALIA NEL MONDO CON TREMAGLIA UNIONE Natalina Berto Nascimento: Veggiano, no Vêneto Idade: 62 anos UNIONE PER L’ITALIA NEL MONDO CON TREMAGLIA Diego Tomassini Nascimento: Pisa, na Toscana Idade: 43 anos Biografia * Formado em Ciências Estatística e Econômicas pela Universidade La Sapienza de Roma; * Conselheiro técnico da Câmera ÍtaloBrasileira de Comércio e Indústria de São Paulo; * Consultor empresarial de escritórios públicos e privados da União Européia; *Coordenador do Projeto Muep (Monitoring Unif for Environmental Protection); * Membro do Conselho da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). ASSOCIAZIONI ITALIANE IN SUDAMERICA Gianni Boscolo Nascimento: São Paulo (SP) - família originária do Vêneto Idade: 46 anos Piero Stefanon Ruzzenenti Nascimento: Roma Idade: 56 anos Biografia * Vice-Presidente do Comites do Rio de Janeiro; * Coordenador do CTIM no Brasil; * Conselheiro da Camera di Commercio e Industria do Rio de Janeiro; * Conselhero da Associação Culturale Italo-Brasileira; * Diretor do Centro de Promoção de Artes e Profissões do Rio de Janeiro; * Presidente da Sociedade de Consultorias Comerciais; * Título de Cavaliere al Merito della Repubblica Italiana. Biografia * Formado em Administração de Empresas na Faap (Faculdade Armando Álvares Penteado) e Mackenzie; * Foi vice-presidente da Gioveb (Gioventù Veneta del Brasile) entre 1995 e 2002, onde atualmente é conselheiro-diretor e coordenador empresarial; * Presidente do Conselho Deliberativo da Federação das Associações Venetas do Estado de São Paulo; * Fundador e coordenador das Confederazione Giovanile del Veneti nel Mondo; * Representante da Federação Vêneta e da Gioveb para cursos voltados à comunidade ítalo-brasileira. ASSOCIAZIONI ITALIANE IN SUDAMERICA Adriano Bonaspetti Nascimento: Savona, na Ligúria Idade: 71 anos Biografia * Fomado em Ciências Contábeis e Administração de Empresas; * Dirigiu empresas como Olivetti, Terragro e Morganti S.A; * Preside o Comites (Comitato degli Italiani all´Estero) do Rio Grande do Sul; * Fundador e diretor cultural da Acirs (Asso- COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 ciazione Culturale Italiana del Rio Grande do Sul); * Idealizador do programa radiofônico La Domenica Italiana rádio Guaíba); * Foi membro do CDIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior); * Fundador e vice-presidente da Associazione Liguri nel Mondo di Porto Alegre; * Membro do Conselho Diretivo da Fisia (Federazione delle Istituzioni Scolastiche d´America). MARÇO 2006 / UNIONE SUDAMERICANA EMIGRATI ITALIANI Corrado Bosco Nascimento: Fuscaldo Marina (Cosenza) Idade: 64 anos Biografia * Membro do COMITES - Comitato degli Italiani all’Estero, exercendo sua presidência por 11 anos; * Representante dos calabreses no Brasil, ora como Consultor, ora como Especialista em Emigração e Imigração; * Membro do Conselho Administrativo do Patronato INAS/CISL - Instituto Nazionale di Assistenza Sociale; * Presidente Nacional da CIM no Brasil Confederazione degli Italiani nel Mondo. * Presidente do CGIE Brasil – Consiglio Generale degli Italiani all’Estero, representando os italianos junto ao Ministério do Exterior da Itália; * Presidente da ACRJ – Associação Calabresa do Rio de Janeiro; * Em 1990, membro do Conselho Gestor da Escola Italiana “Guglielmo Marconi” do NOTA DA REDAÇÃO: Até o momento do fechamento desta edição não obtivemos as informações relativas aos candidatos: Sandro Pollastrini, Claudio Pezzilli, Marzio Arcari. COMUNITÀ ITALIANA FORZA ITALIA Antonio Aldo Chianello Nascimento: Rio de Janeiro (RJ) - família originária da Calábria Idade: 52 anos Biografia * Médico oftalmologista especialista em Oftalmologia Cirúrgica formado pela Universidade Gama Filho; * Presidente do Hospital Italiano do Rio de Janeiro; * Membro do Conselho Diretivo da Aliança dos Hospitais Italianos no Mundo; * Presidente da Acib (Associação Cultural Ítalo-Brasileira. UNIONE Edoardo Pollastri Nascimento: Alessandria (Piemonte) Idade: 73 anos Biografia * Formado em Economia e Comércio pela Universidade de Bari; * Foi superintendente do Grupo Financeiro Italiano Findim (Finanziaria Industriale Immobiliare Mobiliare), presidente da Visagis S/A e da Argenmilla (Buenos Aires); * Entre 1960 e 1974, foi titular da cátedra de Contabilidade e Economia Empresarial e vice-reitor na Universidade de Estudos de Asmara (Etiópia); * Presidente da Câmera Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria de São Paulo. 43 Comportamento Fotos: Ernane D. Assumpção C Il fantastico carnevale di Rio 44 ome tutti gli anni dal 1984, quando è stata fondata la Avenida del Samba nella Marquês de Sapucaí su progetto di Oscar Niemeyer, il carnevale di Rio de Janeiro dimostra un’organizzazione che lascia tutti a bocca aperta. Centinaia di migliaia di persone si sparpagliano sulle gradinate, nei palchi e in tutti gli spazi che possono essere occupati per vedere il maggior spettacolo popolare della terra, mentre migliaia di lavoratori si avvicendano affinché le scuole del Gruppo di Accesso A e Speciale possano passare e incantare la moltitudine. In questi quattro giorni di festa, incontriamo professionisti e personalità di tutti i settori della società. Le comunità, nella maggior parte povere, mostrano il lavoro realizzato durante tutto l’anno a varie celebrità e a televisioni di diversi paesi nel mondo. La cultura e lo spirito carioca emozionano e contagiano grazie agli enormi carri allegorici, ai colori, ai corpi seminudi, al suono della batteria, ma specialmente alla creatività e al sorriso stampato sui visi. GRUPPO SPECIALE Sempre più la sfilata delle scuole di samba del Gruppo Speciale si professionalizza e diventa più competitiva. Il risultato di ogni scuola viene analizzato da un gruppo di giurati che, rigorosamente, si attiene ad ogni dettaglio. C’è chi dice che questo metodo dovrebbe essere abolito perché ingiusto con l’enorme mole di lavoro per COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 L´atrice Juliana Paes ha inpersonificato lo spirito della festa; Sopra, a sinistra, il carro della Império Serrano; Mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca; La bellezza degl´integranti della campionissima Vila Isabel; Il re momo Alex de Oliveira in mezzo alla regina del carnevale Ana Paula Evangelista e la principessa Eliane Babo; In fondo un carro della Viradouro la preparazione di migliaia di persone che fan sí che la festa divenga realtà. Quest’anno le 14 scuole hanno sfilato mostrando i loro temi con grande ricchezza. - Salgueiro, la scuola più popolare del quartiere Tijuca, ha aperto le sfilate con il tema ‘Microcosmo: ciò che gli occhi non vedono, il cuore non sente’. Era lussuosa, ma è stata danneggiata dall’eccesso di gruppi interni di persone che non partecipano alla scuola. - Rocinha ha sfilato sotto la pioggia ed è stata danneggiata da carri allegorici che si sono rotti. L’evoluzione del tema ‘Felicità non ha prezzo’ è stata debole, il che ha causato la sua discesa al Gruppo di Accesso A. - Imperatriz Leopoldinense ha cercato nei romanzi epici di Alexandre Dumas la sua ispirazione. In ‘Uno per tutti, tutti per uno…’ ha inserito pure la storia di Garibaldi e la lotta di questo italiano per vedere libere anche le terre del sud del Brasile. - Caprichosos de Pilares ha realizzato un’ottima sfilata con il samba-tema ‘Nella festa con lo Espírito Santo (N.d.T.: lo Stato), lo Espírito Santo ce l’ha messa tutta’. La scuola ha fatto vedere dai rituali di candomblé al condimento della deliziosa culinaria della regione. MARÇO 2006 / - Vila Isabel, la grande campionessa, ha innovato con il tema ‘Soy loco por ti America, la Vila canta la latinità’ e le è andata bene. Il pubblico si è emozionato con l’ottima batteria e la scuola è riuscita ad animare con la dimostrazione dell’orgoglio latinoamericano. Il presidente venezuelano Hugo Chávez ha fatto centro decidendo di finanziare la scuola con US$ 1 milione per mezzo della statale petrolifera venezuelana PDVSA. - Grande Rio è arrivata al secondo posto, con gli stessi punti della campionessa. Il tema della scuola era ‘Amazonas: l’Eldorado è qui’, che parlava dell’eredità degli Inca e le ricchezze della Foresta Amazzonica. Carri e evoluzione non perfetti hanno in parte danneggiato la scuola. - Beija-Flor al quinto posto con ‘Dal caos iniziale all’esplosione della vita. Acqua, nave madre dell’esistenza’. Una sfilata tecnicamente perfetta che voleva far riflettere sul bisogno della preservazione ambientale. - Porto da Pedra ha avuto un carro rotto, ma si è recuperata ed è riuscita a rappresentare bene il suo tema ‘Benedetta sei tu tra le Donne del Brasile’, che ha messo in luce l’importanza della donna per lo sviluppo nazionale. - Mangueira quando si parla di animazione, è campionessa. La scuola più popolare del Bra- COMUNITÀ ITALIANA sile ha cantato l’importanza del fiume São Francisco con il tema ‘Dalle acque del Vecchio Chico nasce un fiume di speranza’, dalla sua scoperta da parte di Americo Vespucci fino ai problemi della siccità. È arrivata quarta. - Viradouro ha presentato uno dei suoi migliori carnevali. Con ‘Architettando follie’ ha mostrato la maniera brasiliana di costruire case e templi per celebrare la vita. In omaggio a geni popolari come l’Aleijadinho, fino ad arrivare all’architetto Oscar Niemeyer, riferimento nazionale. - Mocidade ha sfilato l’allegria di vivere con il tema ‘La vita che ho chiesto a Dio’. Il carnevalesco Mauro Quintaes ha voluto mostrare come sarebbe bello se il carnevale non finisse e se il mondo girasse al suono del samba. - Unidos da Tijuca ancora una volta ha mostrato un carnevale originale e allegro. ‘Ascoltando tutto che vedo, vedo tutto ciò che ascolto’ è stato acclamato da molti come il tema campione, ma è arrivata al sesto posto. Omaggio a Mozart, ha mostrato la musica classica in verso, prosa e samba. - Império Serrano è stata una delle più emozionanti, con il tema ‘Processione della speranza va in direzione al Guerriero’. Tutta la religiosità brasiliana e la fede del popolo sono stati premiati da una sfilata che ha fatto alzare il pubblico in piedi per applaudire. - Portela ha una storia molto più grande delle sfilate che presenta da qualche anno. Con il tema ‘Brasile segna la tua faccia e mostrala al mondo’, la scuola ha mostrato le qualità del popolo brasiliano attraverso la mescolanza di razze e religioni. 45 Comportamento O histórico carnaval de Ronciglione Cidade medieval do Lazio é famosa pela beleza e alegria de seus desfiles e pela tradicional corrida de cavalos Ana Paula Torres Fotos: Ana Paula Torres Correspondente • ROMA R oma — Carros alegóricos gigantes em Viareggio, festas a fantasia em Veneza, antigos ritos populares e desfiles em Putignano, onde o carnaval começa no dia 26 de dezembro. Estes são alguns dos mais famosos carnavais da Itália, que atraem turistas de todas as partes do mundo. Mas, na realidade, cada cidade italiana possui a sua programação de eventos carnavalescos. De norte a sul, todo italiano e turista vira folião. A escolha entre desfiles, danças nas praças e rituais de origens muito antigas é realmente vasta. A cidade de Ronciglione, na província de Viterbo, situada a cerca de 70 quilômetros de Roma, organiza um dos melhores carnavais do Lazio. A programação é bem variada, comprendendo desfile dos cavaleiros "Ussari", desfile de fantasias e carros alegóricos, bailes e as "corse a vuoto". Existem documentos que comprovam a tradição e origem seculares do carnaval "ronciglionese". Neste ano, as comemorações aconteceram de 19 a 28 de fevereiro, com maior concentração de eventos de quinta-feira, 23, a terça-feira, 28 de fevereiro. O início oficial das festividades é marcado por rituais tradicionais. Na tarde de quinta-feira, a banda da cidade e as "Majorettes" desfilam pelas ruas do centro, anunciando a volta 46 do rei Carnaval. Em seguida, ocorre o ingresso triunfal do rei Carnaval, acompanhado da banda, "Majorettes" e "Ussari". O prefeito entrega as chaves da cidade ao rei Carnaval e à sua corte. Começa a folia. Os cavaleiros "Ussari" dão início à histórica cavalgada. Logo após, acontece o grande desfile das crianças. De acordo com uma antiga tradição, a comunidade de "Sant’Orso" distribui biscoitos e vinho, antes do baile na praça. Na noite de sexta-feira, organiza-se o grande baile de gala. De sábado a terça-feira, acontecem eventos muito esperados como o desfile de gala e aquele do grupo "nasi rossi", que distribui ao público pratos de "rigatoni" quentinhos. Mas nada se compara às emocionantes "corse a vuoto". É o nome dado às corridas de cavalos sem selas nem cavaleiros, pelo centro histórico. Trata-se de um evento presente na cidade desde o século XV. Mas este costume nasceu em Roma, onde durante o carnaval, os cavalos eram obrigados a correr de "Campo de’ Fiori" até "Castel Sant’Angelo". Nove cavalos, adestrados para este evento, percorrem cerca de 1 km galopando somente através do próprio instinto. Ronciglione é dividida em nove escuderias, cada qual com suas cores, estendardos e tradições. Participam da competição dezoito cavalos, dois para cada escuderia. O prêmio final é um "palio", representado por um estendardo artístico, obra de vários mestres da pintura italiana. Depois de tanta folia, na noite de terça-feira, todos os participantes acompanham o cortejo fúnebre do rei Carnaval. Banda, carros alegóricos com sátiras políticas, máscaras e, além de confetes e serpentinas, muito vinho e biscoito. Este é o carnaval de Ronciglione Ronciglione recebeu milhares de visitantes, atraídos pela fama e tradição de seu carnaval. — Moro em Frosinone e valeu a pena ter vindo de longe para ver o carnaval. Gostei muito do desfile, parece que todos os moradores participam ativamente — conta Maria D’Onofrio. — Já é a terceira vez que venho de Florença para ver o carnaval daqui. Acho emocionante a corrida de cavalos, mas o desfile e os outros eventos também são muito bonitos — relata Paolo Rossi. Corrida de cavalos sem selas nem cavaleiros. Evento cultural desde o século XV COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006 MARÇO 2006 / ORIGEM ANTIGA Não se sabe ao certo quando foi que o primeiro vilarejo surgiu. De acordo com um documento do ano de 1103, Ronciglione teria sido fundada em 1045, sobre suas antigas ruínas. Este centro urbano guarda um passado de glória do qual muito se orgulham seus habitantes. Foi uma cidade famosa, rica e importante, que em 1513 recebeu Leonardo da Vinci. Em 1768 Carolina d’Austria fez uma parada em Ronciglione antes de chegar a Nápoles para se casar com o príncipe Borbone. Por lá também passaram os papas Benedetto XIII e Pio IX, em 1727 e 1857, respectivamente, além do rei Vittorio Emanuele III em 1906. Ronciglione é um característico burgo medieval, que entre os séculos XV e XVII se ampliou, dando espaço à construção de palacetes e igrejas. Depois de 1799, quando a cidade sofreu saqueamento e incêndio provocados por franceses comandados pelo General Valterre, apesar de ter sido reconstruída, não conseguiu COMUNITÀ ITALIANA mais se reafirmar. As indústrias pouco a pouco desapareceram, caracterizando a falta de capacidade empreendedora que em séculos anteriores, tinha distinguido Ronciglione de outros centros urbanos. Pelo clima agradável e localização próxima ao lago di Vico e aos montes Cimini, Ronciglione vem se transformando em uma meta turística interessante durante o verão. Quem visita a cidade não pode deixar de ver o "Castello della Rovere", de época medieval que tinha a função de proteger o burgo. A igreja de "Santa Maria della Provvidenza", do século XII, também é um outro símbolo arquitetônico de grande importância histórica. Ao lado do "Palazzo Comunale, obra de 1540, encontra-se o "Duomo" em estilo barroco, construído no século XVI. A "Porta Romana", de 1612, a igreja "Santa Maria della Pace", de 1581, a "Fontana dei cavalli marini" de 1566, são algumas das outras obras que merecem atenção especial. 47 Moda Plumas, paetês e muita farinha Exposição passeia pela alma moderna de Modigliani A Romantismo com toques de rebeldia. E não é passeata estudantil e, sim, a semana milanesa de moda outono-inverno 2007, que teve de tudo: de manifestações politicamente corretas contra dondocas que insistiam em vestir casacos com peles de animais ao glamour de sempre assinado por Dolce & Gabbana (agora tirando Napoleão do armário), Armani e Cavalli Guilherme Aquino Correspondente • MILÃO OS EXCLUÍDOS Assistir a um desfile de uma grande marca não é uma tarefa simples. A seleção é mais do que rigo48 COMUNITÀ ITALIANA Ana Paula Torres s obras do célebre pintor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920) estão expostas até 20 de junho, no Museu do Vittoriano, em Roma. A exposição que exibe mais de 100 obras, 17 delas nunca vistas pelo público, enterra a lenda do artista “maldito”, desprezado em vida por colegas e galerias. Alcoólatra e dependente de drogas, excêntrico e belo, Modigliani, que morreu em Paris com apenas 36 anos e cuja obra se reconhece por suas figuras humanas, audazes e estilizadas, foi um artista de vanguarda incompreendido que não conheceu a fama e o sucesso que hoje alcançou, após se tornar um dos pintores mais copiados, amados e populares do século XX. — Gostei da exposição, acho que foi bem estruturada. É a primeira vez que vejo as obras de Modigliani ao vivo, um artista que acho muito interessante — afirma um visitante que preferiu não se identificar. A força e o estilo supermodernista de “Modi”, como era conhecido, um curioso pseudônimo que em francês também soa como “maldito”, ilustra a famosa escultura “testa” (cabeça) de pedra, feita entre 1911 e 1912, que integra a coleção de arte da familia Latner, de Toronto (Canadá). Outra obra é o retrato de “Margarita sentada” (1916), emprestado por um colecionador italiano. Três maravilhosos nus femininos — um deles de propriedade da família de industriais italianos Agnelli, fundadora da Fiat —, surpreendem pelo estilo de vanguarda, linear e atual de sua pintura. CINEMA GASTRONOMIA DANÇA A O O Fotos: Divulgação rosa e obedece a pelos menos dois critérios fundamentais: as condições econômicas do pretendente, se ele é um bom cliente da casa e se também é um bom formador de opinião, capaz de contar do lado de fora o que viu lá dentro. Falar bem, de preferência. E para o próximo inverno, quem viu de perto as coleções afirma que existem opções tão variadas quanto as latitudes entre um pólo e outro do planeta. Dolce & Gabbana apresentou uma coleção napoleônica, com túnicas e jaquetas que vestiriam o exército do imperador francês, mas com um toque moderno capaz de enlouquecer as mulheres de hoje. Já a coleção da linha jovem da grife apostou no branco imaculado, das botas aos casacos e chapéus de lá com trancas nos joelhos, um “must” da estação. Já o estilista fiorentino Roberto Cavalli se inspirou na tradição japonesa. Nas passarelas ele apresentou uma linha de quimonos para Just Cavalli, estilizados e revitalizados, com uma interpretação moderna e ousada, capaz de fazer uma gueixa corar de falso pudor. Diferentes versões, uma mais criativa do que a outra a ponto de “construir” veste-esculturas super coloridos e divertidos e, claro, sexy. Pucci escolheu os anos 70, mergulhou fundo na geração paz e amor e voltou a superfície com estampas florais e roupas provocantes. O rei Giorgio Armani decretou o fim da calcas compridas e homenageou a feminilidade com saias elevadas a um padrão de excelência jamais visto. São preciosas pecas, em cores de ametista, topázio e granada e valorizadas nos lugares estratégicos. Pernas ornamentadas, pra que lhes quero? Enfim, nas passarelas milanesas vence o romantismo com toques de rebeldia com causa. Surge uma feminilidade muito sexy e nada vulgar, com detalhes e decotes provocantes e instigantes. E se descobre que por baixo de um pesado sobretudo de inverno bate forte o desejo vestir sedutoras roupinhas de verão. Divulgação M ilão — Engarrafamentos de luxo, discussão no trânsito, gente estressada e apressada, modelos e compradores perdidos com mapas nas mãos. Enfim, o caos chique de cada dia na semana da estação da moda outono-inverno 2007 de Milão. Durante sete dias Milão vira a capital interplanetária do universo do corte e costura. E até a polícia aproveita para apresentar o último modelo em praça publica: um Lamborghini capaz de atingir 340 km/h e não deixar ninguém fugir. Mas fugir de onde e de que? Dos inúmeros desfiles, das badalações depois das horas?!! Talvez das ecologistas de plantão. Neste frio rigoroso, de um inverno que parece não ter fim, as mulheres tiraram do guarda roupa os casacos de pele e… pagaram a conseqüência desta atitude politicamente incorreta. Nas portas dos desfiles de Dolce&Gabbana e de Prada, algumas distintas senhoras e senhoritas tiveram os seus casacos de chinchila e vison cobertos com farinha. Mas tudo é levado com muito ‘fairplay’ — até mesmo a queda do palco dos fotógrafos no desfile Fendi por excesso de peso —, como se já fosse esperado e estivesse previsto no roteiro original. E dos armários não saem apenas “hábitos” polêmicos mas também vestidos, calcas e camisas extravagantes. Nota-se que os convidados aos desfiles tendem a usar roupas das marcas, mas nem sempre isso acontece. E algumas clientes infiéis fazem questão de mostrar as suas diferenças. Muitas mulheres vestem grife francesa em desfile italiano. O circo da moda arma a sua lona nas praças e parques de Milão. Grandes galpões ocupam os espaços livres entre as árvores do Parque Venezia ou do Parque Sempione, embaixo do Arco da Paz. Outros lugares, públicos ou privados, se prestam a cenários dos desfiles, como palácios renascentistas no centro histórico, o cinema de Dolce&Gabbana em via Piave, ou o teatro Armani, na via Bergognone, numa antiga área industrial da cidade, perto de Porta Genova. Roma s gravações já começaram e no próximo outono, a vida de Giuseppe Garibaldi vai estar no telão. O título do filme de Aurelio Grimaldi ainda não foi escolhido, mas já são cogitados "Amore e storia" ou "Anita e Giuseppe". Tratase de uma co-produção entre Itália e Brasil que terá como tema central o amor de Garibaldi por Anita, mas também vai ter espaço para as batalhas. O herói italiano vai ser interpretato pelo galã Maurizio Aiello, muito famoso pelo seu papel no seriado do "Maresciallo Rocca", vivido por Gigi Proietti. TEATRO “I MARÇO 2006 MARÇO 2006 s italianos redescobrem o prazer da dança, depois do grande sucesso do programma "Ballando con le stelle", de Rai Uno, apresentado por Milly Carlucci. Muita gente resolveu frequentar um curso para aprender a dançar, pensando também nesta atividade como um anti-estresse e ótimo modo de praticar atividade física. A preferência é pelas danças latino-americanas como tango, samba, salsa e bachata. Multiplicam-se também os restaurantes que oferecem um espaço para danças de grupo, onde os novos bailarinos podem se exercitar. SHOW l turco in Italia", drama cômico em dois atos, texto de Felice Romani e musica de Gioachino Rossini, será representado no Teatro de Ópera de Roma de 30 de maio a 6 de junho. O preço dos ingresso varia de 17,00 a 130,00 euros. / que não falta em Roma é um bom restaurante, e existem alguns que são especiais, não somente pela qualidade dos pratos, mas pelo atendimento. E’ o caso de "La locanda dei girasoli", restaurante e pizzaria de propriedade de uma cooperativa de jovens com Síndrome de Down e seus familiares. O menu é especializado em cozinha laziale, toscana e siciliana. Vale a pena experimentar as massas e carnes grelhadas, sem esquecer dos doces de fabricação própria. Via dei Sulpici, 117H – Roma. Tel. 06/7610194. Fechado de segunda-feira. / J á começou o tour 2006 de Eros Ramazzotti, com a apresentação de músicas do seu último cd "Calma Apparente", no qual canta "I belong to you" ("Il ritmo della passione") com a popstar Anastácia. São muitos os shows na Itália e Europa. Dias 15 e 16 de abril se apresentará em Milão e no final do mês, 27, 28 e 29, em Roma. O preço dos ingressos varia de 32,00 a 69,00 euros. COMUNITÀ ITALIANA 49 Sapori d’Italia Nayra Garofle Fotos: Ernane D. Assumpção Sanduíche temperado com rock O “sanduba” servido com garfo e faca que encantou paulistas, agora seduz cariocas A Forneria San Paolo, do restauranteur Rogério Fasano, não está nem aí para o mito de que sanduíche é, a alma negativa do fast food. Para eliminar o estereótipo, a casa abusa de uma decoração que foge dos padrões de uma lanchonete convencionalmente americana. A sanduicheria, que já é sucesso na terra da garoa, agora é point também dos cariocas. Na parede, quadros remetem ao cinema italiano de Fellini, Pasolini e Mastroiani. O cliente parece estar num daqueles restaurantes milaneses, simbiose perfeita da nostalgia com o que há de mais moderno. Para a cozinha, Fasano e seus sócios, João Paulo Diniz e Alexandre Accioly, não economizaram na arquitetura interna: O ambiente onde são preparados os sanduíches pode ser visto pelos clientes de todos os ângulos do salão, cuja a capacidade é para 100 lugares. A Forneria chega a servir nos finais de semana cerca de 800 sanduíches entre frios e quentes. Há uma enorme seleção de pães, que vai desde os tramezzini romanos feitos com verdadeiro pão de miga, importado de Buenos Aires, aos tradicionais panini milaneses feitos com pão ciabatta e por típicos panini napolitanos assados no forno à lenha, além de um extenso menu com massas, saladas e carpaccios. A partir das 23h, os clientes podem escolher uma música entre as mais de 600 opções dos clássicos do rock, como se estivessem diante de um “jukebox man”. Para o chefe de salão, Nicola Giorgio, a Forneria é uma opção única no Rio. — A receptividade dos clientes foi maravilhosa. Muitos já conheciam a casa de São Paulo e nos perguntavam porque não havia uma no Rio — disse o italiano de Puglia, há três anos no Gero Rio, outro restaurante do Grupo. A casa está aberta diariamente a partir das 12h. Panini alla Napoli especial para à Comunità Napoli Carciofi – Rendimento: 1 porção Ingredientes: 2 colheres de sopa de molho de tomate 100 gr de alcachofrinha 100 g mussarela 40 g presunto cru 1 massa de pizza Faça uma bola de 15 cm com a massa de pizza e leve ao forno para assar por 3 minutos. Corte a parte de cima como uma tampa, retire a tampa e coloque o molho de tomate no fundo, em seguida alcachofrinha e a mussarela, e leve para assar novamente por 7 minutos. Retire do forno e coloque o presunto cru por cima e em seguida cubra com a tampa da massa. SERVIÇO: RUA ANÍBAL DE MENDONÇA, 112, IPANEMA TEL.: (21) 2540-8045 50 COMUNITÀ ITALIANA / MARÇO 2006